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1
ANEXO 9-1-II
DESTINAÇÃO DO LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO FINDO EM 31/12/2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
Em atendimento à Instrução CVM nº 481, de 17 de dezembro de 2009, a Usinas Siderúrgicas de
Minas Gerais S.A. ­ USIMINAS descreve, a seguir, as informações requeridas no Anexo 9-1-II da
mencionada Instrução.
1. Lucro líquido do exercício
2. Montante global e o valor por ação dos dividendos, incluindo dividendos antecipados e juros
sobre capital próprio já declarados.
3. Percentual do lucro líquido do exercício distribuído
4. Montante global e o valor por ação dos dividendos distribuídos com base em lucro de
exercícios anteriores.
5. Informar, deduzidos os dividendos antecipados e juros sobre capital próprio já declarados:
a) Valor bruto do dividendo e juros sobre capital próprio, de forma segregada, por ação de cada
espécie e classe;
b) A forma e prazo de pagamento dos dividendos e juros sobre capital próprio;
d) Data da declaração de pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio considerada para
identificação dos acionistas que terão direito ao seu recebimento.
7. Tabela comparativa indicando os seguintes valores por ação de cada espécie e classe:
a) Lucro líquido do exercício e dos 3 (três) exercícios anteriores;
b) Dividendo e juro sobre capital próprio distribuído nos 3 (três) exercícios anteriores.
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2
2010
2009
2008
2007
Lucro líquido do exercício
1.571.840
1.303.092
3.248.781
3.187.417
Constituição da reserva legal (5%)
(78.592)
(65.155)
(162.439)
(159.371)
Base de cálculo dos dividendos
1.493.248
1.237.937
3.086.342
3.028.046
Juros s/ capital próprio intermediários pagos
Valor global
230.182
89.884
383.002
331.000
Valor por ação ON
R$0,222260
R$0,17358
R$0,73964
R$1,43823
Valor por ação PN
R$0,244485
R$0,19094
R$0,81360
R$1,58206
Data de declaração de pagamento aos acionistas
28/09/2010
22/07/2009
13/08/2008
08/08/2007
Data de início do pagamento
20/10/2010
18/08/2009
02/09/2008
22/08/2007
Juros s/ capital próprio complementares a pagar
Valor global
178.174
308.001
375.002
314.001
Valor por ação ON
R$0,172041
R$0,59480
R$0,72419
R$0,90958
Valor por ação PN
R$0,189246
R$0,65428
R$0,79661
R$1,00054
Data de declaração de pagamento aos acionistas
21/12/2010
23/12/2009
13/11/2008
27/03/2008
Data de início do pagamento
04/04/2011
03/05/2010
02/04/2009
09/04/2008
Juros s/ capital próprio complementares a pagar
Valor global
141.788
Valor por ação ON
R$0,136908
Valor por ação PN
R$0,150599
Data de declaração de pagamento aos acionistas
22/02/2011
Data de início do pagamento
04/04/2011
Dividendos intermediários pagos
Valor global
145.227
174.306
Valor por ação ON
R$0,28046
R$0,75738
Valor por ação PN
R$0,30850
R$0,83312
Data de declaração de pagamento aos acionistas
13/08/2008
08/08/2007
Data de início do pagamento
02/09/2008
22/08/2007
Dividendos complementares a pagar
Valor global
72.367
233.844
296.288
Valor por ação ON
R$0,13975
R$0,45159
R$0,85827
Valor por ação PN
R$0,15373
R$0,49675
R$0,94410
Data de declaração de pagamento aos acionistas
25/02/2010
19/02/2009
27/03/2008
Data de início do pagamento
03/05/2010
02/04/2009
09/04/2008
Total
550.144
470.252
1.137.075
1.115.595
Lucro líquido do exercício / total de ações ON (- Em tesouraria)
R$0,003127
R$0,005158
R$0,12860
R$0,018925
Lucro líquido do exercício / total de ações PN (- Em tesouraria)
R$0,003244
R$0,005125
R$0,12777
R$0,018804
Porcentagem sobre a base de cálculo dos dividendos em
relação ao lucro líquido do exercício
35%
36,1%
35%
35%
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3
Forma e prazo de pagamento
Os acionistas que mantêm domicílio bancário no Bradesco ou outros bancos, que comunicaram
essa condição, possibilitam que os seus créditos sejam lançados automaticamente no primeiro dia
do pagamento e recebem o aviso de crédito. Os demais acionistas que estiverem com endereço
devidamente cadastrado e não informaram domicílio bancário para recebimento, recebem via
correio o formulário AVISO PARA RECEBIMENTO - PROVENTOS DE AÇÕES ESCRITURAIS,
devendo, para o recebimento, apresentarem-se na Agência Bradesco de sua preferência,
munidos, além do formulário, de documento de identidade e CPF - Cadastro de Pessoa Física.
Caso o acionista não receba o AVISO DE CRÉDITO ou AVISO PARA RECEBIMENTO, deverá
dirigir-se a uma agência Bradesco para receber o crédito e atualizar seus dados cadastrais.
8. Destinação de lucros à reserva legal
a) Identificar o montante destinado à reserva legal;
2010
2009
2008
2007
Lucro líquido do exercício
1.571.840
1.303.092
3.248.781
3.187.417
Constituição da reserva legal (5%)
(78.592)
(65.155)
(162.439)
(159.371)
Base de cálculo dos dividendos
1.493.248
1.237.937
3.086.342
3.028.046
b) Detalhar a forma de cálculo da reserva legal.
A reserva legal é constituída na base de 5% do lucro líquido de cada exercício até atingir 20% do
capital social.
10. Dividendo
obrigatório
a) Forma de cálculo prevista no estatuto
Aos acionistas, é assegurado um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido do exercício,
calculado nos termos da lei societária. Os titulares de ações preferenciais recebem dividendos
10% maiores do que os dividendos destinados às ações ordinárias. Adicionalmente, o valor
calculado poderá, a critério da Assembleia Geral ou do Conselho de Administração, conforme o
caso, ser pago por conta do lucro que serviu de base para o seu cálculo ou de reservas de lucros
preexistentes. A constituição de reservas não poderá prejudicar o direito dos acionistas em
receber o pagamento do dividendo obrigatório de 25% do lucro líquido do exercício.
b) Informação sobre o pagamento integral
Em 31 de dezembro de 2010 os juros sobre capital próprio foram pagos integralmente, ao
distribuir cerca de 35% do lucro líquido do exercício. Na mesma data, a Companhia não reteve
valores pertencentes aos dividendo obrigatório de 25%.
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14. Destinação do resultado para reservas estatutárias
a) descrever as cláusulas estatutárias que estabelecem a reserva
De acordo com o Estatuto Social da Companhia, CAPÍTULO VI, art. 24, parágrafo 3º, as
cláusulas estatutárias determinam:
"O Conselho de Administração poderá propor, e a Assembléia deliberar, deduzir do lucro líquido
do exercício, após a constituição da reserva legal, uma parcela em montante não superior a 50%
(cinquenta por cento) para a constituição de uma Reserva para Investimentos e Capital de Giro,
que obedecerá aos seguintes princípios: a) sua constituição não prejudicará o direito dos
acionistas em receber o pagamento do dividendo obrigatório previsto no parágrafo 4°, infra; b) seu
saldo não poderá ultrapassar a 95% do capital social; c) a reserva tem por finalidade assegurar
investimentos em bens do ativo permanente, ou acréscimos do capital de giro, inclusive através
de amortização das dívidas da Companhia, independentemente das retenções de lucro vinculadas
ao orçamento de capital, e seu saldo poderá ser utilizado: i) na absorção de prejuízos, sempre
que necessário; ii) na distribuição de dividendos, a qualquer momento; iii) nas operações de
resgate, reembolso ou compra de ações, autorizadas por lei; iv) na incorporação ao Capital
Social, inclusive mediante bonificações em ações novas. "
b) Identificar o montante destinado à reserva
(i)
Pela destinação de 50% do lucro líquido do exercício ajustado pela reserva legal,
conforme previsto no estatuto da Companhia. A reserva de investimentos e capital
de giro não poderá ultrapassar 95% do capital social, e seu saldo, poderá ser
utilizado na absorção de prejuízos, distribuição de dividendos, resgates, reembolso
ou compra de ações ou, ainda, capitalizado. Em 31 de dezembro de 2010, o valor
destinado à constituição dessa reserva foi de R$746.625
(ii)
Pela destinação do montante de R$176.747, nos termos do artigo 196 da Lei nº
6.404/76, com base em orçamento de capital aprovado em Reunião do Conselho de
Administração realizada em 22 de fevereiro de 2011.
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5
c) Cálculo do montante destinado para reserva
2010
Lucro líquido do exercício
1.571.840
Constituição da reserva legal (5%)
(78.592)
Base de cálculo para cálculo da reserva
1.493.248
Juros sobre capital próprio
Juros sobre capital próprio distribuídos pagos
230.182
Juros sobre capital próprio distribuídos a pagar
178.174
Juros sobre capital próprio propostos a pagar
141.788
550.144
Reserva para investimento e Capital de Giro:
Reserva Estatutária ( 50% da base de cálculo legal )
746.625
Orçamento de Capital ( artigo 196 - Lei 6.404 )
176.747
923.372
Outras destinações
Perda atuarial com benefícios de aposentadoria
(2.189)
Realização dos lucros nos estoques
(41.277)
Dividendos prescritos
1.054
Realização do ajuste do IAS 29 no ativo imobilizado
22.680
19.732
15. Retenção de lucros prevista em orçamento de capital
a) Identificação do montante destinado à reserva
b) Natureza da destinação
DISCRIMINAÇÃO
R$ mil
RECONSTRUÇÃO DA COQUERIA Nº 2
176.747
Reforma das baterias 2 e 3, visando restabelecer a capacidade de produção
de 1.100.000 t/a.
TOTAL
176.747
ORÇAMENTO DE CAPITAL
R$ mil
Fontes
176.747
Empréstimos e Financiamentos
101.718
Recursos Próprios
75.029
Aplicações
Investimento Fixo
176.747
As demais informações requeridas no Anexo 9-1-II e não descritas nesse documento, referentes
aos itens 6, 9, 11, 12, 13 e 16 do Anexo, não se aplicam à Companhia em 31 de dezembro de
2010.
(documento original assinado)
Ronald Seckelmann
Vice-Presidente de Finanças, Relações com Investidores e Tecnologia da Informação
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1
USINAS SIDERÚRGICAS DE MINAS GERAIS S.A. - USIMINAS
Companhia Aberta CNPJ/MF 60.894.730/0001-05
NIRE 313.000.1360-0
A Companhia, consoante o disposto no art. 9º, inciso III, da Instrução CVM 481/09 e com base
no item 10 do Formulário de Referência, apresenta os comentário dos administradores sobre a
situação financeira da Companhia, conforme disposto a seguir:

10. Comentário dos diretores
10.1. Os diretores devem comentar sobre:
a) Condições financeiras e patrimoniais gerais
Os diretores entendem que as condições financeiras e patrimoniais da Companhia são
suficientes para cumprir as suas obrigações de curto e médio prazo.
Seu capital de giro é suficiente para as atuais exigências e os seus recursos de caixa, são
suficientes para atender o financiamento de suas atividades e cobrir sua necessidade de
recursos, pelo menos, para os próximos doze meses.
b) Estrutura de capital e possibilidade de resgate de ações ou quotas
A diretoria entende que a atual estrutura de capital, mensurada principalmente pela relação
dívida líquida sobre patrimônio líquido, apresenta hoje níveis conservadores de alavancagem,
quais sejam:
R$ mil
2010
2009
2008
Dívida líquida
3.588.197
2.870.472
3.184.665
Patrimônio líquido
19.029.437
15.218.798
15.028.943
Nível de alavancagem
0,19
0,19
0,21
O endividamento líquido ao final dos exercícios de 2008, 2009 e 2010 era de R$3.185 milhões,
R$2.870 milhões e, R$ 3.588 milhões, respectivamente. A relação entre dívida líquida e
EBITDA era 1,4 vez em 31 de dezembro de 2010, 1,9 vez em 31 de dezembro de 2009; 0,5
vez em 31 de dezembro de 2008.
i. Hipóteses de resgate
O estatuto social da Companhia não contém disposição a respeito, devendo ser observadas
as disposições da Lei das Sociedades por Ações.
ii. Fórmula de cálculo do valor de resgate
Em caso de resgate, a Companhia adotará fórmula, observadas as disposições legais.
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2
c) Capacidade de pagamento em relação aos compromissos financeiros assumidos
A Companhia possui uma confortável situação financeira frente aos compromissos financeiros
assumidos. Em 31/12/2010, a Companhia possuía um caixa de R$ 4,6 bilhões, (R$ 3,1 bilhões
em 31/12/2009). Sua dívida apresenta um prazo médio de 4 anos e apenas 11% está
concentrada no curto prazo (em 2009 o prazo médio era de 6 anos e apenas 14% estava
concentrada no curto prazo). Os vencimentos estão bem distribuídos ao longo dos anos, não
havendo grandes concentrações de vencimentos.
d) Fontes de financiamento para capital de giro e para investimentos em ativos não-circulantes
utilizadas
A Companhia possui uma política de manutenção de um caixa mínimo para assegurar um nível
confortável de liquidez. Os financiamentos são contratados tendo em vista um plano de
investimentos a ser feito nos anos seguintes. Essa política conservadora visa evitar
necessidades urgentes de financiamento para capital de giro e para investimentos em ativos
não circulantes, uma vez que tais operações são contratadas com confortável antecedência,
visando a aproveitar os melhores momentos do mercado.
e) Fontes de financiamento para capital de giro e para investimentos em ativos não circulantes
que pretende utilizar para cobertura de deficiências de liquidez
Conforme descrito no item acima, a política da Companhia é a manutenção de um nível de
caixa confortável, associados a um perfil de vencimentos adequado e a contratação de
financiamentos de longo prazo. Adicionalmente, a Companhia possui uma linha de crédito
rotativa com o BNDES no valor de R$ 900 milhões.
f) Níveis de endividamento e as características de tais dívidas, descrevendo ainda:
i. Contratos de empréstimo e financiamento relevantes
Em 31/12/2010, o Conglomerado Usiminas possuía as seguintes operações de
financiamentos relevantes:
- Contrato de empréstimo da Usiminas com o BNDES no valor de R$ 493 milhões (sendo
que R$ 181 milhões já foram utilizados) disponível para saque até 2012.
- Limite de Crédito da Usiminas com o BNDES no valor de R$900 milhões (sendo que R$
613 milhões já foram utilizados) disponível para saque até 2011.
- Contrato de empréstimo da Usiminas com o KfW no valor de EUR 23,6 milhões com
vencimento em 2012.
- Contrato de empréstimo da Usiminas com o KfW no valor de EUR 33,2 milhões com
vencimento em 2012.
- Contrato de empréstimo da Usiminas com o KfW no valor de EUR 27,8 milhões com
vencimento em 2015.
- Contrato de empréstimo da Usiminas com o JBIC e bancos comerciais japoneses no valor
de US$100 milhões com vencimento em 2016.
- Contrato de empréstimo da Usiminas com o JBIC e bancos comerciais japoneses no valor
de US$240 milhões com vencimento em 2017.
- Contrato de empréstimo da Usiminas com o JBIC e bancos comerciais japoneses no valor
de US$550 milhões com vencimento em 2018.
- Pré-Pagamento de Exportação da Usiminas com o BNP Paribas no valor de US$40 milhões
com vencimento em 2012.
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3
- Pré-Pagamento de Exportação da Usiminas com o Safra no valor de US$50 milhões com
vencimento em 2011.
- Pré-Pagamento de Exportação da Usiminas com o BAWAG PSK no valor de US$ 144,3
milhões com vencimento em 2012.
- Pré-Pagamento de Exportação da Usiminas com o Credit Suisse no valor de US$70 milhões
com vencimento em 2014.
- Pré-Pagamento de Exportação da Usiminas com um clube de bancos no valor de US$150
milhões com vencimento em 2013.
- Pré-Pagamento de Exportação da Usiminas com um sindicato de bancos no valor de US$
600 milhões com vencimento em 2015.
- Nota de Crédito de Exportação com o Banco do Brasil no valor de R$300 milhões com
vencimento em 2013.
- Nota de Crédito de Exportação com o Banco do Brasil no valor de R$1 bilhão com
vencimento em 2018.
- Nota de Crédito de Exportação com o Banco do Brasil no valor de R$1 bilhão com
vencimento em 2015.
- Emissão de Eurobonds através da subsidiária Cosipa Commercial no valor de US$ 200
milhões com vencimento em 2016.
- Emissão de Eurobonds através da subsidiária Usiminas Commercial no valor de US$ 400
milhões, vencimento em 2018.
- Emissão de debêntures da Usiminas no valor de R$ 500 milhões com vencimento em
2013.
- Contrato de empréstimo da subsidiária Unigal com o JBIC e bancos comerciais japoneses
no valor de US$ 140 milhões com vencimento em 2018.
- Contrato de financiamento da Usiminas com o Bndes-Exim no valor de R$150 milhões com
vencimento em 2011.
ii. Outras relações de longo prazo com instituições financeiras
Em 31/12/2010, a Companhia não possui linhas de financiamento disponíveis e não
desembolsadas.
iii. Grau de subordinação entre as dívidas
Em 31/12/2010, a Companhia possui apenas uma dívida subordinada, sendo ela a emissão
de debêntures no valor de R$500 milhões com vencimento em 2013.
iv. Eventuais restrições impostas ao emissor, em especial, em relação a limites de
endividamento e contratação de novas dívidas, à distribuição de dividendos, à alienação de
ativos, à emissão de novos valores mobiliários e à alienação de controle societário
Nos contratos financeiros, as restrições impostas à Companhia são as seguintes:
- limitação de alienação de ativos permanentes em relação ao valor do ativo permanente
consolidado.
- limitação de alienação de recebíveis provenientes de exportações em relação ao valor da
receita líquida de exportação.
- limitação de alienação de recebíveis provenientes de vendas domésticas em relação ao
valor da receita líquida de vendas no mercado interno.
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4
- limitação da Dívida Total em relação ao EBITDA.
- limitação da Dívida Total em relação a Divida Total somada ao Patrimônio Líquido.
- limitação da Dívida Líquida em relação ao EBITDA.
- limitação das despesas de juros em relação ao EBITDA.
- restrições a alterações no controle acionário.
g) Limites de utilização dos financiamentos já contratados
Em 31/12/2010, a companhia ainda possuía o montante de R$600 milhões e US$50 milhões
em linhas de créditos disponíveis com instituições financeiras para cumprir os desembolsos
adicionais dos investimentos em andamento, que podem ser utilizadas quando necessário.
h) Alterações significativas em cada item das demonstrações financeiras
As alterações significativas nas demonstrações financeiras foram comentadas no item 10.2.
abaixo.
10.2. Os diretores devem comentar sobre:
a) Resultados das operações do emissor, em especial:
i. Descrição de quaisquer componentes importantes da receita
A receita da Usiminas é gerada principalmente pela venda de produtos siderúrgicos, como
chapas grossas, laminados a quente, laminados a frio, placas, galvanizados, entre outros. A
Usiminas apresenta também em suas demonstrações financeiras consolidadas receitas
provenientes de transformação do aço, bens de capital e mineração.
ii. Fatores que afetaram materialmente os resultados operacionais
A receita bruta consolidada da Usiminas atingiu R$ 17,2 bilhões em 2010 (R$ 14,8 bilhões
em 2009), aumento de 16% no comparativo com 2009. Esse desempenho é decorrente da
conjugação do maior volume vendido e acréscimo nos preços médios praticados. A receita
líquida no mercado interno foi 21,17% superior à de 2009, e no mercado externo o
desempenho também foi positivo, em 6,14%.
A receita líquida totalizou R$ 13,0 bilhões no ano e também apresentou aumento de 19%
em relação a 2009, o que foi decorrente tanto do maior volume comercializado quanto do
acréscimo dos preços médios praticado.
No mercado interno, os produtos que se destacaram na geração de receita em 2010 foram
os laminados a quente e laminados a frio e as chapas grossas. No mercado externo, os
segmentos que apresentaram crescimento da receita foram o de chapas grossas e o de
laminados.
b) Variações das receitas atribuíveis a modificações de preços, taxas de câmbio, inflação,
alterações de volumes e introdução de novos produtos e serviços
O ano de 2010 ficou marcado não só pelo reaquecimento da economia mundial, mas, também
pelo bom desempenho da economia brasileira em relação ao resto do mundo. As economias
emergentes, sobretudo do bloco denominado "BRIC" ­ Brasil, Rússia, Índia e China -
apresentaram taxas de crescimento diferenciado, embora com o surgimento de fortes pressões
inflacionárias, e o Brasil, por exemplo, apresentou o terceiro maior aumento do PIB, em
âmbito global, com uma expansão de 7,5% segundo estimativa preliminar. Já as economias
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5
avançadas, apesar da melhoria verificada em alguns países, ainda mostram dificuldade em sua
total recuperação econômica.
A produção brasileira e mundial de aço bruto iniciou processo de recuperação e cresceram,
respectivamente, 24% e 16%. O consumo aparente de produtos siderúrgicos no Brasil
também cresceu, evoluindo 44% em relação a 2009, segundo dados do Instituto de Aço Brasil
(IABr). Todavia, apesar do crescimento da produção, tanto no Brasil como no mundo, o nível
de utilização ainda encontrava-se aquém da capacidade instalada, e o que se verificou foi um
considerável excesso de oferta de aço no mercado no mundial que, conjugado com a
sobrevalorização do real, refletiu no aumento significativo das importações diretas e indiretas
de aço, atingindo taxas jamais experimentadas pelo setor siderúrgico em toda a sua história.
Neste novo cenário de obstáculos e desafios, um importante componente do custo de
produção, as matérias primas, como o minério de ferro e carvão/coque, vem apresentando
sucessivos e significativos aumentos de preços, além da forte concorrência de produtos
importados, pressionando sobremaneira as margens das companhias. A Usiminas focou na
redução de custos, na integração e na verticalização produtiva, na eficiência operacional e na
busca de maior competitividade e de agregação de valor aos seus produtos e serviços, em
detrimento do crescimento da produção.
No acumulado do ano de 2010, as vendas físicas totalizaram 6,6 milhões de toneladas, 17%
acima das vendas de 2009. O mix de destino das vendas situou-se em 75% ao mercado
interno e, ao mercado externo, foram destinados 25% das vendas, atingindo o volume de 1,7
milhão de toneladas, 4% superior ao das exportações de 2009, destacando-se China e América
Latina como os principais mercados.
Distribuição de Vendas por Produto - Consolidado
Mil toneladas
4T10
4T09
3T10
Var.
4T10/
4T09
2010
2009
Var.
2010/
2009
VENDAS
FÍSICAS
TOTAIS
1.579 100%
1.703 100%
1.550 100%
-7%
6.565 100%
5.631 100%
17%
Chapas Grossas
383
24%
332
19%
357
23%
16%
1.444
22%
1.100
20%
31%
Laminados a
Quente
430
27%
534
31%
483
31%
-20%
2.001
30%
1.689
30%
18%
Laminados a
Frio
445
28%
485
28%
365
24%
-8%
1.787
27%
1.535
27%
16%
Eletrogalvaniza
dos
53
3%
65
5%
59
4%
-18%
227
3%
203
4%
12%
Galvaniz.
Imersão a
Quente
105
7%
103
6%
118
8%
2%
449
7%
420
6%
7%
Produtos
Processados
45
4%
42
3%
36
1%
8%
152
3%
146
3%
4%
Placas
118
7%
142
8%
134
9%
-17%
504
8%
539
10%
-6%
As vendas chegaram a 6,6 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 17% se
comparadas com 2009, quando foram vendidas 5,6 milhões de toneladas.
Receita Líquida por Tonelada
RS / ton.
2010
2009
Chapas Grossas
1.628
1.882
Laminados a Quente
1.630
1.613
Laminados a Frio
1.818
1.738
Eletrogalvanizados
2.512
2.246
Galvanizados Imersão a quente
2.565
2.404
Produtos Processados
2.669
2.363
Placas
738
738
Total Geral
1.729
1.716
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6

O preço médio por tonelada de laminado foi superior em cerca de 1% quando comparado com
o ano de 2009, passando de R$ 1.716 para R$ 1.729.
Mercado Interno
Em 2010 houve um aumento de 22% nas vendas no mercado interno em relação a 2009. Os
clientes nacionais absorveram 75% da produção de aço da Usiminas, quase 5 milhões de
toneladas.
Vendas da Usiminas por segmento - 2010
Setor Econômico
Quantidade (mil t)
%
Automotivo
1.675
34
Industrial
1.232
25
Distribuição/Construção Civil
2.007
41
Total do Mercado Interno
4.914
100
Mercado Externo
As exportações corresponderam a 25% das vendas físicas, atingindo o volume de 1,7 milhão
de toneladas em 2010, 4% superior ao das exportações de 2009, destacando China e América
Latina como os principais mercados.
Exportação - Principais Mercados ­ 2010
País
Mil Toneladas
Participação %
China
267
16%
Colômbia
154
9%
Chile
143
9%
Argentina
138
8%
Tailândia
114
7%
EUA
103
6%
Taiwan
89
5%
Espanha
81
5%
Outros
563
35%
Total
1.652
100%
Com o objetivo de minimizar o risco referente aos preços dos seus produtos, a Companhia
também utiliza a contratação de proteções que garantem a taxa nas operações de compra e
venda de moeda estrangeira (operações de Non Derivable Fowards - NDF). A contratação de
operações de NDF busca a proteção econômica de exportações e importações nos fluxos da
Companhia. No exterior, as operações de NDF são amparadas por contratos da ISDA.
No acumulado do exercício de 2010, a valorização do real frente ao dólar acumulou 4,3%,
enquanto que no exercício social findo em 31 de dezembro de 2009 a valorização foi da ordem
de 25,5%.
Na análise do exercício, em 2010, as receitas financeiras líquidas alcançaram R$ 13 milhões,
contrastando com as receitas financeiras substancialmente maiores de 2009, no valor de
R$609 milhões. Este resultado é explicado pelos efeitos cambiais decorrentes da valorização
do real frente ao dólar norte-americano, que alcançaram em 2009 o montante de R$ 967
milhões, enquanto que em 2010 foram somente de R$ 189 milhões.
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7
O endividamento da Companhia no exercício social findo em 31 de dezembro de 2010 estava
representado da seguinte forma: 50% em moeda nacional e 50% em moeda estrangeira,
principalmente em Dólar.
c) Impactos da inflação, da variação de preços, dos principais insumos e produtos, do câmbio e
da taxa de juros no resultado operacional e no resultado financeiro do emissor
O CPV acumulado do exercício de 2010 foi de R$ 10,4 bilhões, 11% acima do CPV do exercício
anterior, resultado este, basicamente, explicado pelo crescimento do volume de vendas em
934 mil toneladas de produtos siderúrgicos, pela elevação dos custos de matérias primas e
maiores gastos com serviços de terceiros.
No exercício de 2010, houve uma elevação das despesas operacionais em cerca de R$ 151
milhões, ou 32% sobre o mesmo período do ano anterior, basicamente pelo aumento das
despesas com o custo de distribuição dos produtos, em razão do maior volume exportado e de
maiores gastos com pessoal e com encargos sociais. Estes aumentos foram parcialmente
compensados pelo maior superávit atuarial e reversão de contingências e recuperação de
impostos.
O lucro operacional antes das despesas financeiras e participações (EBIT) acumulou R$ 1,9
bilhão em 2010, resultando numa margem EBIT de 14,7%, ou 5,5 pontos percentuais superior
à de 2009 que foi de 9,2%.
Na análise do exercício, em 2010, as receitas financeiras líquidas alcançaram R$ 13 milhões,
contrastando com as receitas financeiras substancialmente maiores de 2009, no valor de
R$609 milhões. Este resultado é explicado pelos efeitos cambiais decorrentes da valorização
do real frente ao dólar norte-americano, que alcançaram em 2009 o montante de R$ 967
milhões, enquanto que em 2010 foram somente de R$ 189 milhões. Em 2010 a valorização do
real foi de 4,3%, enquanto que em 2009 alcançou 25,5%.
A Companhia e suas controladas possuem ativos e passivos relevantes em moeda estrangeira,
principalmente em dólar norte-americano. Dessa forma, nossos resultados podem ser
significativamente afetados pela variação das taxas de câmbio US$/R$.
A política financeira das Empresas Usiminas, destaca que as operações de derivativos têm
como objetivos reduzir seus custos, diminuir a volatilidade no fluxo de caixa, reduzir a
exposição cambial e evitar o descasamento entre moedas.
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8
Como medida preventiva e de redução dos efeitos da variação cambial, a Administração tem
adotado como política efetuar operações de swap e NDFs e ter seus ativos vinculados à
correção cambial, conforme demonstrado a seguir:
Controladora
Consolidado
31/12/2010
31/12/2009 01/01/2009 31/12/2010 31/12/2009
01/01/2009
Ativos em moeda estrangeira
Caixa e equivalentes de caixa
163.216
43.317
13.941
185.485
43.940
32.791
Títulos e valores mobiliários
202.011
209.619
280.521
362.664
351.714
473.050
Contas a receber ­ clientes mercado
externo e empresas ligadas
340.234
352.503
139.599
306.438
299.329
386.898
Depósitos em garantia
86.589
87.823
190.186
Adiantamentos a fornecedores
419.698
266.683
139.357
438.458
266.687
142.144
Instrumentos financeiros
derivativos(i)
266.099
126.911
52.504
(129.029)
(92.591)
(223.362)
Investimentos (ii)
1.827.253
1.800.376
2.601.152
1.648.672
1.543.026
2.192.157
3.218.511
2.799.409
3.227.074
2.899.277
2.499.928
3.193.864
Passivos em moeda estrangeira
Empréstimos e financiamentos
(4.343.930) (3.720.974)
(3.136.110) (4.087.780) (3.511.445) (4.608.309)
Fornecedores
(303.800)
(10.105)
(4.466)
(313.918)
(38.995)
(85.805)
Adiantamento de clientes
(2.998)
(29.750)
(6.327)
(33.044)
(2.964)
Contas a pagar
(52.719)
(35.744)
(265)
(94.369)
(4.703.447) (3.796.573)
(3.140.576) (4.408.290) (3.677.853) (4.697.078)
Exposição líquida
(1.484.936)
(997.164)
86.498 (1.509.013) (1.177.925) (1.503.214)
(i) Resultado líquido das operações de swap. Os contratos de swap da Companhia no Brasil são amparados pelo instrumento Contrato
Geral de Derivativos (CGD) e registrados na Câmara de Custódia e Liquidação - CETIP. No exterior, são amparados por contratos da
International Swaps and Derivatives Association, Inc. - ISDA.

(ii) Refere-se a investimento na Ternium. Apesar de não ser um ativo financeiro foi apresentado na tabela para um melhor
entendimento dos ativos e passivos líquidos em moedas estrangeiras.
Com o objetivo de minimizar o risco referente aos preços dos seus produtos, a Companhia
também utiliza a contratação de proteções que garantem a taxa nas operações de compra e
venda de moeda estrangeira, conhecidas como operações de NDF.

Em conjunto com a posição líquida de ativos e passivos, em 31 de dezembro de 2010,
anteriormente demonstrada, deve-se considerar o saldo líquido, previsto para o ano de 2011,
entre as contas de exportação e importação. Cerca de 17% da receita líquida das Empresas
Usiminas resultam das vendas ao mercado externo. Desta forma, a Companhia possui um
hedge natural, de uma fonte estável em moeda forte, que representou cerca de US$1.272
milhões no exercício de 2010.

Os ativos das Empresas Usiminas não são, substancialmente, impactadas por mudanças nas
taxas de juros do mercado.
O risco de taxa de juros das Empresas Usiminas decorre de empréstimos e financiamentos e
operações em mercado de capitais. Os empréstimos e financiamentos a as operações de
mercado de capitais emitidos às taxas variáveis expõem as Empresas Usiminas ao risco de
taxa de juros. Os empréstimos emitidos às taxas fixas expõem as Empresas Usiminas ao risco
de valor justo associado à taxa de juros.
A política financeira das Empresas Usiminas destaca que as operações de derivativos têm
como objetivos reduzir o risco por meio da substituição de taxas de juros flutuante por taxas
de juros fixa ou substituir as taxas de juros baseadas em índices internacionais por taxas de
juros baseadas em índices em moeda local, de acordo com a orientação do Comitê Financeiro.
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9
Durante os anos de 2010 e de 2009, os empréstimos das Empresas Usiminas, às taxas
variáveis, eram em reais, dólar dos Estados Unidos, ienes e euros.
As taxas de juros contratadas para os empréstimos e financiamentos no passivo circulante e
no passivo não circulante podem ser demonstradas conforme a seguir:
Controladora
Consolidado
31/12/2010 % 31/12/2009 %
01/01/2009 % 31/12/2010 % 31/12/2009 %
01/01/2009 %
Empréstimos e
Financiamentos
Pré-fixada
1.571.456 20
1.312.425 23
1.137.624 25
1.245.006 16
1.130.632 21
1.944.104 29
TJLP
486.839 6
513.151 9
117.930 3
568.126
8
601.696 11
762.908 11
Libor
2.818.497 36
2.323.376 41
1.988.292 43
2.902.832 37
2.297.605 41
2.552.526 38
CDI
2.354.733 30
259.562 5
232.286 5
2.392.371 31
301.359
5
272.688
4
Outras
117.116 1
87.844 2
13.159
121.156
1
87.844
2
30.185
1
7.348.641 93
4.496.358 80
3.489.291 76
7.229.491 93
4.419.136 80
5.562.411 83
Debêntures
CDI
522.416 7
1.118.669 20
1.128.851 24
522.416
7
1.118.669 20
1.128.851 17
7.871.057 100
5.615.027 100
4.618.142 100
7.751.907 100
5.537.805 100
6.691.262 100
A Companhia possui instrumentos financeiros de derivativos para o gerenciamento de riscos
referentes às oscilações das taxas de empréstimos e financiamentos em moeda estrangeira,
como a fixação da taxa da Libor em alguns casos. O objetivo é minimizar os riscos referentes
às oscilações das taxas de juros nos empréstimos e financiamentos em moeda estrangeira e
em alguns casos, em moeda nacional. No exterior, os contratos de empréstimos e
financiamentos são amparados por contratos International Swaps and Derivatives Association,
Inc. ­ ISDA e quando as operações são contratadas localmente, são amparadas por contratos
CGDs.
Em 2010, os juros sobre empréstimos e financiamentos da Companhia, impactaram seus
resultados negativamente no montante de R$ 423 milhões, e em 2009 este montante foi de
R$298 milhões. A variação dos juros no ano de 2010 em relação ao ano anterior foi
principalmente em função das novas captações de recursos, com conseqüente aumento do
endividamento. As taxas de juros contratadas não tiveram variação significativa no período.
10.3. Os diretores devem comentar os efeitos relevantes que os eventos abaixo
tenham causado ou se espera que venham causar nas demonstrações financeiras do
emissor e seus resultados:
a) Introdução ou alienação de segmento operacional
Em 2010 a companhia desvinculou de suas atividades a área de mineração, e formalizou joint
venture com a Sumitomo Corporation ("Sumitomo"), objeto do Fato Relevante de 28/12/10.
Assim, a Companhia agrega valor ao eixo de negócio "Mineração e Logística" ao trazer um
sócio estratégico, com reconhecida expertise na comercialização de minério de ferro e
conhecimento do mercado internacional. A Sumitomo passa a deter uma participação
equivalente a 30% do capital votante e total da Mineração Usiminas S.A ("MUSA), controlada
pela Usiminas, que permanecerá majoritária, com 70%. Esta transação faz parte da estratégia
definida pela Usiminas na verticalização de suas operações, visando maior competitividade e
geração de valor aos acionistas. O valor total do aporte pela Sumitomo foi de US$ 1,26 bilhão,
equivalente a aproximadamente R$ 2,14 bilhões, diretamente no caixa da MUSA. A Sumitomo
obrigou-se ainda a pagar à MUSA um valor adicional de até US$ 674 milhões, condicionado à
ocorrência de eventos futuros. O efeito contábil na Usiminas correspondeu a um ganho de
aproximadamente R$ 890 milhões, e se deu via Patrimônio Líquido, como "transação de
capital". As minas de minério de ferro da Usiminas adquiridas em 2008, têm hoje uma
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10
capacidade de produção de 7,0 milhões de toneladas/ano, o dobro daquela do momento de
sua aquisição. Os recursos oriundos dessa transação serão utilizados segundo o Plano de
Expansão da Capacidade da MUSA, que prevê a produção de 29 milhões de toneladas em
2015. Os investimentos previstos totalizam R$ 4,1 bilhões em projetos de instalações
industriais, equipamentos, barragens, terminais de embarque, etc. Em reunião realizada em
12/11/2010, o Conselho de Administração da Usiminas aprovou investimentos na MUSA no
montante de R$ 550 milhões, referentes à primeira etapa do Plano de Expansão. Esse
investimento permitirá a Companhia alcançar já no segundo semestre de 2012, a capacidade
produtiva de 12 milhões de toneladas anuais.
b) Constituição, aquisição ou alienação de participação societária

ii. Contrato de Associação com as sociedades Codepar S.A. e Isa Participações S.A.

Alinhado ao seu plano estratégico de agregar valor aos seus produtos e aos seus eixos de
negócios, a Usiminas celebrou, em 24 de fevereiro de 2010, um Contrato de Associação com
as sociedades Codepar S.A. e Isa Participações S.A., estabelecendo as bases para a
subscrição, pela Usiminas, de ações de emissão das Companhias Codeme Engenharia S.A. e
Metform S.A. ("Companhias"), conferindo à Usiminas a participação equivalente a 30,7692%
do capital de cada uma das Companhias. Fato Relevante acerca desse novo investimento foi
divulgado pela empresa e amplia a participação da Usiminas de forma significativa no mercado
de construção civil.
c) Eventos ou operações não usuais
Não há.
10.4
Comentários dos diretores sobre mudanças nas práticas contábeis
a) Mudanças significativas nas práticas contábeis
Adoção dos CPCs pela primeira vez

Base da transição

As demonstrações financeiras consolidadas das Empresas Usiminas, referentes ao exercício
findo em 31 de dezembro de 2009, são as primeiras demonstrações financeiras anuais em
conformidade com os IFRS. As referidas demonstrações financeiras consolidadas em IFRS
estão disponibilizadas no website de Relações com Investidores na seção informações
financeiras ­ demonstrações financeiras e foram arquivadas na CVM.
(1)
Aplicação dos CPCs 37 e 43
Considerando que as primeiras demonstrações financeiras em IFRS das Empresas Usiminas
são relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2009, nas demonstrações financeiras
individuais da Controladora e Consolidadas do exercício findo em 31 de dezembro de 2010
foram mantidas as mesmas políticas contábeis adotadas naquelas demonstrações financeiras.
Nesse sentido, foram assumidos os números consolidados cuja data de transição é 1º de
janeiro de 2008 e seu correspondente impacto nas demonstrações financeiras individuais da
Controladora.

Na preparação dessas demonstrações financeiras individuais da Controladora foram mantidas,
sempre que aplicável, as mesmas isenções de aplicação retrospectivas completas escolhidas
pela Companhia e as exceções de aplicação retrospectivas seguidas pela Companhia quando
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11
da elaboração das primeiras demonstrações financeiras consolidadas em IFRS. As referidas
isenções e exceções foram devidamente apresentadas nas primeiras demonstrações anuais em
conformidade com os IFRS acima descritas.

As demonstrações financeiras individuais da Controladora para o exercício findo em 31 de
dezembro de 2010 são as primeiras demonstrações individuais anuais em conformidade com
os CPCs. A Companhia aplicou os CPCs 37 a 43 na preparação destas demonstrações
financeiras individuais da Controladora. A data de transição é 1o de janeiro de 2009. A
administração preparou os balanços patrimoniais de abertura segundo os CPCs nessa data.

(2)
Reapresentação das demonstrações financeiras consolidas em IFRS ­ mudança de
política contábil

Não obstante a adoção do IFRS em 31 de dezembro de 2009, a administração decidiu mudar a
política contábil de reconhecimento dos ganhos e perdas atuariais em 2010 os quais eram
reconhecidos pelo método do "corredor" passando a ser reconhecidos no período em que
ocorrerem em outros resultados abrangentes conforme orientações do CPC 33 e IAS 19.

Como apresentado nos quadros a seguir, as demonstrações financeiras consolidadas em IFRS
em 31 de dezembro de 2009, originalmente apresentadas em 28 de julho de 2010, foram
ajustadas e estão sendo reapresentadas como previsto no CPC 23 - " Políticas contábeis,
mudança de estimativa e retificação de erro ", em virtude da mudança de política contábil
acima mencionada.


Consolidado


31/12/2009


Original
Ajustes e
reclassificações
Refeito


Balanço patrimonial


Ativo


Ativo circulante
9.239.835

9.239.835
Ativo não circulante
16.614.306
86.789
16.701.095


25.854.141
86.789
25.940.930


Passivo e patrimônio líquido


Passivo circulante
3.036.027

3.036.027
Passivo não circulante
6.648.585
255.260
6.903.845
Patrimônio líquido
15.814.123
(168.471)
15.645.652
Participação dos não controladores
355.406

355.406


25.854.141
86.789
25.940.930


Lucro líquido do exercício


Atribuível a acionistas da controladora
1.236.101
36.925
1.273.026
Participação dos acionistas não-controladores
2.429

2.429


1.238.530
36.925
1.275.455
Os ajustes realizados podem ser assim sumariados:
Patrimônio líquido
Resultado


2009
2008
2009


Ganhos e perdas atuariais
(255.260)
(381.532)
55.948
IRPJ e CSSL sobre ganhos e perdas atuariais
86.789
129.721
(19.023)


(168.471)
(251.811)
36.925

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12
Conciliação entre BR GAAP antigo e CPCs
(1)
Lucros não realizados
De acordo com o BR GAAP antigo não eram ajustados nas demonstrações financeiras
individuais da controladora os lucros não realizados decorrentes de vendas efetuadas para
suas controladas e coligadas. De acordo com as novas políticas contábeis os lucros não
realizados decorrentes dessas transações devem ser eliminados pela controladora.
Os lucros não realizados existentes em 1º de janeiro de 2009 e 31 de dezembro de 2009 nos
montantes de R$81.765 e R$41.277, respectivamente, foram ajustados à conta de lucros
acumulados. Em decorrência deste ajuste houve também um aumento no custo das vendas
em R$110.582, em 31 de dezembro de 2009.

(2)
Imobilizado - hiperinflação 1996 e 1997

As Empresas Usiminas optaram por manter o custo de aquisição, como custo atribuído na data
de transição para o IFRS, 1º de janeiro de 2008, tendo aplicado o IAS 29 ­ Contabilidade e
Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária" para o período em que a economia
brasileira ainda se enquadrava na definição de hiper-inflacionária.
A contabilização de economia hiper-inflacionária, de acordo com as práticas contábeis
adotadas no Brasil, foi aplicada em linha com o IAS 29 durante o período em que o país se
enquadrava como economia hiper-inflacionária, para fins locais, até 1995. Entretanto, de
acordo com o IFRS, a economia brasileira ainda se enquadrava na definição de hiper-
inflacionária nos exercícios de 1996 e 1997. O efeito do reconhecimento, nas demonstrações
individuais da controladora, desses dois períodos adicionais reflete um aumento no imobilizado
no montante de R$213.135 e de R$384.907 em 1º de janeiro de 2009 e 31 de dezembro de
2009, respectivamente. Em decorrência deste ajuste de imobilizado houve também um
aumento da depreciação no montante de R$41.994 em 31 de dezembro de 2009.
A Administração entende que, em conformidade com Deliberação CVM 651/2010 , a
manutenção dos valores atribuídos ao ativo imobilizado nas demonstrações financeiras
individuais tem o objetivo de refletir os mesmos valores de ativos, passivos, patrimônio líquido
e resultado reconhecidos nas demonstrações financeiras consolidadas. Os saldos do ativo
imobilizado representam adequadamente os custos históricos dos ativos imobilizados das
empresas, considerando o padrão de consumo e políticas de manutenção e substituição das
empresas Usiminas. O exposto acima atende ao Item III da Deliberação CVM 647/2010.
(3)
Ágio

A Companhia aplicou a isenção de combinação de negócios descrita no IFRS 1 e não
reprocessou as combinações de negócios que ocorreram antes de 1º de janeiro de 2008, data
de transição. Nesse sentido, o ágio proveniente dos processos de combinação de negócios
foram mantidos pelos saldos líquidos apurados na data de transição.


De acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, o ágio foi amortizado por um prazo
correspondente a estimativa de sua recuperação econômica até 31 de dezembro de 2008. A
amortização referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2008, ajustada nas
demonstrações financeiras consolidadas em IFRS, foi de R$100.289. Conforme requerido pelo
CPC 43(R1), a Companhia transpôs esse ajuste para as demonstrações financeiras individuais
da controladora ajustando o saldo de lucros acumulados em 1º de janeiro de 2009.


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13
(4)
Imposto e contribuição social diferidos

As mudanças nos impostos e contribuições sociais diferidos representam os efeitos do imposto
diferido passivo nos ajustes necessários para a transição para os CPCs e totalizavam R$31.219
em 1º de janeiro de 2009 e R$108.473 em 31 de dezembro de 2009 e uma receita de
R$14.088 no resultado de 2009.
(5)
Juros sobre capital próprios e dividendos

De acordo com o BR GAAP antigo, os juros sobre o capital próprio e os dividendos são
reconhecidos no final do exercício, ainda que os dividendos não tenham sido oficialmente
declarados. De acordo com as políticas contábeis novas, os dividendos são somente
reconhecidos quando se constitui a obrigação legal. Dessa forma, qualquer pagamento acima
do dividendo mínimo obrigatório, somente é reconhecido quando declarado. O montante de
R$233.844 refere-se aos dividendos reconhecidos acima do dividendo mínimos obrigatórios
declarados após 1º de janeiro de 2009. Da mesma forma, o montante de R$72.367 em 31 de
dezembro de 2009 foi também ajustado para reconhecimento no ano seguinte.
(6)
Ajuste do passivo atuarial

A Companhia optou por aplicar a isenção de benefícios a empregados do IFRS 1, não obstante
a essa opção, conforme descrito no item 44.1 acima, em 2010, a administração decidiu mudar
a política contábil de reconhecimento dos ganhos e perdas atuariais os quais eram
reconhecidos pelo método do "corredor" passando a ser reconhecidos no período em que
ocorrerem em outros resultados abrangentes conforme orientações do CPC 33 e IAS 19.

O efeito do reconhecimento, nas demonstrações financeiras individuais da controladora, da
adoção do CPC 33 considerando a política contábil acima descrita, reflete uma redução nos
lucros acumulados no montante de R$11.915 e de (R$3.318) em 1º de janeiro de 2009 e 31
de dezembro de 2009, respectivamente. Em decorrência deste ajuste houve também um
impacto de R$58.205 no resultado em 31 de dezembro de 2009 (despesa).

(7)
Reclassificações
A classificação de alguns itens do balanço com base nas políticas contábeis novas difere do BR
GAAP antigo. As reclassificações podem ser assim resumidas:
Conforme o BR GAAP antigo, os impostos de renda diferidos não eram compensados e os
ativos circulante e não circulantes apresentados separadamente dos passivos circulante e
não circulantes. Para fins de IFRS, os impostos diferidos ativos e passivos são compensados
entre si e classificados como não circulantes sempre que houver o direito legal de
compensação.
Os custos de ociosidade foram alocados no BR GAAP antigo como outras despesas
operacionais e foram reclassificados com base nas políticas contábeis novas para custo das
vendas em linha com as regras do CPC 16(R1).
O valor justo das operações de NDF e swap de preço de commodities classificadas como
resultado financeiro no BR GAAP antigo foram reclassificadas para outras (despesas)
receitas operacionais e para custo das vendas, respectivamente.
Conforme o BR GAAP antigo os benefícios de aposentadoria eram segregados entre passivo
circulante e não circulante com base nas políticas contábeis novas os mesmos foram
reclassificados para não circulante.
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14
(8)
Lucros acumulados

Exceto pelos itens de reclassificação, e pelo ajuste decorrente da aplicação do IAS 29 cujo
reconhecimento foi contra a conta de ajuste de avaliação patrimonial, todos os demais ajustes
foram registrados contra lucros acumulados iniciais em 1º de janeiro de 2009.


As seguintes conciliações demonstradas no item seguinte apresentam a quantificação do efeito
da transição para os CPCs nas seguintes datas:
Patrimônio líquido na data de transição de 1o de janeiro de 2009.
Patrimônio líquido em 31 de dezembro de 2009.
Lucro líquido para o exercício findo em 31 de dezembro de 2009.
(9) Fluxo de Caixa
O fluxo de caixa apresentado no BR GAAP antigo é similar ao fluxo de caixa apresentado com
base nas novas políticas contábeis exceto pelas principais diferenças que podem ser assim
resumidas:
Ajuste no lucro líquido no valor de R$30.066 (despesa) em 31 de dezembro de 2009.
Depreciação e amortização no valor de R$41.994 mil em 31 de dezembro de 2009.
Efeitos de imposto e contribuição social diferidos sobre os ajustes citados acima no valor
de R$14.088 em 31 de dezembro de 2009.

Normas e alterações de normas adotadas pelas Empresas Usiminas

As seguintes normas são requeridas para períodos iniciados em 1º de janeiro de 2010:
IAS 27 (Revisado), "Demonstrações financeiras consolidadas e separadas". A norma
revisada exige os efeitos de todas as transações com participações minoritárias sejam
registradas no patrimônio se não houver nenhuma mudança no controle, e essas transações
não mais resultarão em ágio ou ganhos e perdas. A norma também especifica a
contabilização quando o controle é perdido. Qualquer participação remanescente na
entidade é mensurada novamente ao valor justo, e um ganho ou perda é reconhecido em
lucro ou prejuízo. As Empresas Usiminas aplicaram o IAS 27 (revisado) para transações
com participações minoritárias a partir de 1º de janeiro de 2010.
IFRS 3 (Revisado), "Combinações de negócios" e conseqüentes alterações no IAS 27
"Demonstrações financeiras consolidadas e separadas", no IAS 28 "Investimento em
Controlada e Coligada" e no IAS 31 "Investimento em Empreendimento Controlado em
Conjunto"; são efetivos prospectivamente para operações de combinações de negócios
iniciadas ou após1 de julho de 2009. A norma revisada continua a aplicar o método de
aquisição às combinações de negócios comparada com o IFRS 3. Por exemplo, todos os
pagamentos para a compra de uma Companhia serão registrados ao valor justo na data de
aquisição, com pagamentos contingentes classificados como dívida posteriormente
remensurada por meio da demonstração do resultado. Há uma escolha de aquisição por
aquisição para mensurar a participação minoritária no adquirente ao valor justo ou à
participação proporcional da participação minoritária dos ativos líquidos do adquirente.
Todos os custos relativos à aquisição devem ser contabilizados como despesa. O IFRS 3
(revisado) é aplicado para todas as combinações de negócios das Empresas Usiminas a
partir de 1 de janeiro de 2010.

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15
Normas, alterações e interpretações de normas existentes que ainda não estão em vigor e não
foram adotadas antecipadamente pelas Empresas Usiminas:

As normas e alterações das normas existentes a seguir foram publicadas e são obrigatórias
para os períodos contábeis das Empresas Usiminas iniciados em 1º de janeiro de 2011, ou
após essa data, ou para períodos subsequentes. Todavia, não houve adoção antecipada dessas
normas e alterações de normas por parte das Empresas Usiminas.
(i)
IFRS 9, "Instrumentos financeiros", emitido em novembro de 2009. Esta norma é o
primeiro passo no processo para substituir o IAS 39 "Instrumentos Financeiros:
Reconhecimento e Mensuração". O IFRS 9 introduz novas exigência para classificar e mensurar
os ativos financeiros e provavelmente afetará a contabilização da Companhia para seus ativos
financeiros. A norma não é aplicável até 1º de janeiro de 2013, mas está disponível para
adoção prévia. Todavia, não houve adoção antecipada dessa norma.

A Companhia ainda avaliará o impacto total do IFRS 9, mas entende que não trará impactos
relevantes em suas demonstrações financeiras e de suas controladas.

(ii)
IAS 24 Revisado (revisado), "Divulgações de Partes Relacionadas", emitido em
novembro de 2009. Substitui o IAS 24, "Divulgações de Partes Relacionadas", emitido em
2003. O IAS 24 (revisado) é obrigatório para períodos iniciando em ou após 1o de janeiro de
2011. Aplicação prévia, no todo ou em parte, é permitida, todavia não houve adoção
antecipada dessa norma. Os efeitos dessa norma são de divulgação e não trarão impactos nos
números das Empresas Usiminas.

(iii)
"Classificação das emissões de direitos" (alteração ao IAS 32), emitida em outubro
de 2009. A alteração aplica-se a períodos anuais iniciando em ou após 1o de fevereiro
de 2010. Aplicação prévia é permitida. A alteração aborda a contabilização de direitos de ações
denominados em outra moeda que não a funcional do emissor. Contanto que determinadas
condições sejam atendidas, esses direitos de ações agora são classificados como patrimônio,
independente da moeda em que o preço de exercício é denominado. Anteriormente, as ações
tinham de ser contabilizadas como passivos derivativos. A alteração aplica-se retroativamente,
de acordo com o IAS 8 "Políticas Contábeis, Mudanças de Estimativas Contábeis e Erros". As
Empresas Usiminas aplicarão a norma alterada a partir de 1o de janeiro de 2011.

(iv)
O IFRIC 19, "Extinção dos Passivos Financeiros com Instrumentos Patrimoniais" está em
vigor desde 1o de julho de 2010. A interpretação esclarece a contabilização por parte de uma
entidade quando os prazos de um passivo financeiro são renegociados e resultam na emissão
pela entidade dos instrumentos patrimoniais a um credor da entidade para extinguir todo ou
parte do passivo financeiro (conversão da dívida). Isso requer que um ganho ou perda seja
reconhecido no resultado, que é mensurado como a diferença entre o valor contábil do passivo
financeiro e o valor justo dos instrumentos patrimoniais emitidos. Se o valor justo dos
instrumentos financeiros emitidos não puder ser mensurado de maneira confiável, os
instrumentos patrimoniais devem ser mensurados para refletir o valor justo do passivo
financeiro extinto. As Empresas Usiminas aplicarão a interpretação a partir de 1o de janeiro de
2011. Não se espera que haja algum impacto nas demonstrações financeiras da Companhia e
de suas controladas.

(v)
"Pagamentos Antecipados de Requerimentos Mínimos de Provimento de Fundos"
(alteração ao IFRIC 14). As alterações corrigem uma consequência não intencional do IFRIC
14, IAS 19 - "Limite de Ativo de Benefício Definido, Exigências Mínimas de Provimento de
Recursos e sua Interação". Sem as alterações, as entidades não podem reconhecer como um
ativo alguns pagamentos antecipados voluntários para contribuições mínimas de provimento
de fundos. Essa não era a intenção quando o IFRIC 14 foi emitido, e as alterações corrigem
isso. As alterações entram em vigor em períodos anuais iniciando em 1º de janeiro de 2011.
Aplicação prévia é permitida. As alterações devem ser aplicadas retroativamente ao primeiro
período comparativo apresentado. As Empresas Usiminas aplicarão essas alterações no período
de apresentação das demonstrações financeiras que iniciará em 1º de janeiro de 2011.
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16
b) Efeitos significativos das alterações em práticas contábeis
Conciliação do patrimônio líquido da controladora em 1 o de janeiro de 2009
(a)
(b)
(c)
(d)
(e)
(f)
(g)
De acordo
com BR
GAAP
antigo
Lucro nos
estoques
Imobilizado
hiperinflação
1996 e 1997
Ágio
Imposto de
renda e
contribuição
social
Juros sobre
capital
próprio e
dividendos
Passivo
atuarial
Reclas-
sificação Efeito total
Nova
política
contábil
Ativo
Circulante
Caixa e equivalentes
de caixa
1.679.934
1.679.934
Títulos e valores
mobiliários
891.234
891.234
Contas a receber
738.583
738.583
Estoques
2.702.962
2.702.962
Impostos a recuperar
345.661
345.661
Imposto de renda e
contribuição social
diferidos
42.476
(42.476) (42.476)
Dividendos a receber
441.963
441.963
Adiantamento a
fornecedores
26.053
26.053
Demais contas a receber
184.227
184.227
7.053.093
(42.476) (42.476) 7.010.617
Não circulante
Imposto de renda e
contribuição social
diferidos
475.316
(31.219)
(74.941) (106.160)
369.156
Valores a receber de
empresas ligadas
65.068
65.068
Depósitos judiciais
158.006
158.006
Instrumentos
financeiros derivativos
18.233
18.233
Impostos a recuperar
70.195
70.195
Demais contas a receber
34.940
34.940
Investimentos em
coligadas
9.319.595 (123.886)
224.026
100.289
(73.570)
(11.915)
114.944 9.434.539
Imobilizado
4.476.347
213.135
213.135 4.689.482
Intangível
1.477.192
1.477.192
16.094.892 (123.886)
437.161
100.289 (104.789)
(11.915)
(74.941)
221.919 16.316.811
Total do ativo
23.147.985 (123.886)
437.161
100.289 (104.789)
(11.915) (117.417)
179.443 23.327.428
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17
(a)
(b)
(c)
(d)
(e)
(f)
(g)
De acordo
com BR
GAAP
antigo
Lucro nos
estoques
Imobilizado
hiperinflação
1996 e 1997
Ágio
Imposto de
renda e
contribuição
social
Juros sobre
capital
próprio e
dividendos
Passivo
atuarial
Reclas-
sificação Efeito total
Nova
política
contábil
Passivo
Circulante
Fornecedores,
empreiteiros e fretes
591.506
591.506
Empréstimos e
financiamentos e
debêntures
290.034
290.034
Adiantamento de clientes
14.923
14.923
Valores
a
pagar
a
empresas ligadas
207.056
207.056
Salários e encargos
Sociais
107.940
107.940
Tributos a recolher
64.726
64.726
Imposto de renda e
contribuição social
63.346
(63.346) (63.346)
Dividendos e JSCP a
pagar
611.557
(233.844)
(233.844)
377.713
Instrumentos financeiros
derivativos
22.838
22.838
Passivo atuarial
84.426
(84.426)
(84.426)
Demais contas a pagar
138.097
138.097
2.196.449
(233.844) (84.426)
(63.346) (381.616) 1.814.833
Não circulante
Empréstimos e
financiamentos e
debêntures
4.328.108
4.328.108
Tributos parcelados
87.891
87.891
Imposto de renda e
contribuição social
diferidos
54.071
(54.071) (54.071)
Provisão para
contingências
302.371
302.371
Provisão para
recuperação ambiental
76.800
76.800
Passivo atuarial
946.263
84.426
84.426 1.030.689
Demais contas a pagar
45.324
45.324
5.840.828
84.426
(54.071)
30.355 5.871.183
Patrimônio liquido
Capital Social
12.150.000
12.150.000
Reservas de Lucro
2.480.678
2.480.678
Outras reservas
480.030
15.440
437.161
100.289 (152.160)
233.844 (11.915)
622.659 1.102.689
Lucros acumulados
(139.326)
47.371
(91.955)
(91.955)
15.110.708 (123.886)
437.161
100.289 (104.789)
233.844 (11.915)
530.704 15.641.412
Total do passivo e
do patrimônio
liquido
23.147.985 (123.886)
437.161
100.289 (104.789)
(11.915) (117.417)
179.443 23.327.428
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18
Conciliação do patrimônio líquido da controladora em 31 de dezembro de 2009
(a)
(b)
(c)
(d)
(e)
(f)
(g)
De acordo
com BR
GAAP
antigo
Lucro nos
estoques
Imobilizado
hiperinflação
1996 e 1997
Ágio
Imposto de
renda e
contribuição
social
Juros sobre
capital
próprio e
dividendos
Passivo
atuarial
Reclas-
sificação
Efeito total
Nova
política
contábil
Ativo
Circulante
Caixa e equivalentes
de caixa
1.279.064
43.317
43.317 1.322.381
Títulos e valores
mobiliários
886.073
(43.317) (43.317)
842.756
Contas a receber
1.491.475
1.491.475
Estoques
3.052.250
3.052.250
Impostos a recuperar
376.035
376.035
Imposto de renda e
contribuição social
diferidos
51.873
(51.873) (51.873)
Dividendos a receber
21.571
21.571
Adiantamento a
fornecedores
40.690
40.690
Demais contas a receber
153.164
153.164
7.352.195
(51.873) (51.873) 7.300.322
Não circulante
Imposto de renda e
contribuição social
diferidos
458.792
(108.473)
(116.674) (225.147)
233.645
Valores a receber de
empresas ligadas
56.627
56.627
Depósitos judiciais
308.335
308.335
Instrumentos
financeiros derivativos
184.423
184.423
Impostos a recuperar
260.504
260.504
Demais contas a receber
50.902
50.902
Investimentos em
coligadas
4.086.147
(62.544)
3.559
84.230
(1.210)
24.035 4.110.182
Imobilizado
10.536.105
384.907
384.907 10.921.012
Intangível
1.563.316
16.059
16.059 1.579.375
17.505.151
(62.544)
388.466
100.289 (109.683)
(116.674)
199.854 17.705.005
Total do ativo
24.857.346
(62.544)
388.466
100.289 (109.683)
(168.547)
147.981 25.005.327
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19
(a)
(b)
(c)
(d)
(e)
(f)
(g)
De acordo
com BR
GAAP
antigo
Lucro nos
estoques
Imobilizado
hiperinflação
1996 e 1997
Ágio
Imposto de
renda e
contribuição
social
Juros sobre
capital
próprio e
dividendos
Passivo
atuarial
Reclas-
sificação Efeito total
Nova
política
contábil
Passivo
Circulante
Fornecedores,
empreiteiros e fretes
724.198
724.198
Empréstimos e
financiamentos e
debêntures
653.988
653.988
Adiantamento de clientes
44.529
44.529
Valores
a
pagar
a
empresas ligadas
126.640
126.640
Salários e encargos
sociais
141.596
141.596
Tributos a recolher
99.073
99.073
Imposto de renda e
contribuição social
40.289
(40.289) (40.289)
Dividendos e JSCP a
pagar
383.078
(72.367)
(72.367)
310.711
Instrumentos financeiros
derivativos
66.029
66.029
Passivo atuarial
93.517
(93.517)
(93.517)
Demais contas a pagar
381.141
381.141
2.754.078
(72.367) (93.517)
(40.289) (206.173) 2.547.905
Não circulante
Empréstimos e
financiamentos e
debêntures
4.961.039
4.961.039
Tributos parcelados
78.752
78.752
Imposto de renda e
contribuição social
diferidos
128.258
(128.258) (128.258)
Provisão para
contingências
340.275
340.275
Provisão para
Recuperação ambiental
90.482
90.482
Passivo atuarial
1.162.793
95.318
95.318 1.258.111
Instrumentos financeiros
derivativos
788
788
Demais contas a pagar
80.806
1.517
1.517
82.323
6.843.193
96.835 (128.258) (31.423) 6.811.770
Patrimônio liquido
Capital Social
12.150.000
12.150.000
Reservas de Lucro
3.315.028
3.315.028
Outras reservas
(204.953)
388.466
100.289 (130.950)
72.367 (3.318)
426.854
221.901
Lucros acumulados
(62.544)
21.267
(41.277)
(41.277)
15.260.075
(62.544)
388.466
100.289 (109.683)
72.367 (3.318)
385.577 15.645.652
Total do passivo e
do patrimônio
liquido
24.857.346
(62.544)
388.466
100.289 (109.683)
(168.547)
147.981 25.005.327

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20
Conciliação do lucro líquido da controladora em 31 de dezembro de 2009
(a)
(b)
(d)
(f)
(g)
De acordo
com BR
GAAP antigo
Lucro nos
estoques
Imobilizado
hiperinflação
1996 e 1997
Imposto de
renda e
contribuição
social
Passivo
atuarial
Reclas-
sificação
Efeito total
Nova política
contábil
Receita líquida de vendas
e serviços
8.518.609
(50.114)
(50.114)
8.468.495
Custos
dos
produtos
e
serviços vendidos
serviços
(7.184.626)
110.582
(29.661)
(394.237)
(313.316) (7.497.942)
Lucro bruto
1.333.983
60.468
(29.661)
(394.237)
(363.430)
970.553
Despesas com vendas
(180.851)
(180.851)
Despesas gerais e
administrativas
(286.908)
(23.885)
(310.793)
Honorários da
administração
(23.885)
23.885
Outras receitas
(despesas) operacionais,
líquidas
(230.727)
(12.333)
(98.305)
610.829
500.191
269.464
(722.371)
(12.333)
(98.305)
610.829
500.191
(222.180)
Lucro operacional antes
do resultado financeiro
e das participações
societárias
611.612
60.468
(41.994)
(98.305)
174.598
136.761
748.373
Resultado financeiro,
líquido
950.500
40.100 (216.592)
(176.492)
774.008
Resultado de participações
societárias
119.292
(4.423)
(4.423)
114.869
Lucro antes do imposto
de renda e contribuição
social
1.681.404
60.468
(46.417)
(58.205)
(44.154)
1.637.250
Imposto
de
renda
e
contribuição social
(378.312)
14.088
14.088
(364.224)
Lucro líquido do
exercício
1.303.092
60.468
(46.417)
14.088
(58.205)
(30.066)
1.273.026
c) Ressalvas e ênfases presentes no parecer do auditor
Não há.
10.5. Os diretores devem indicar e comentar políticas contábeis críticas adotadas
pelo emissor, explorando, em especial, estimativas contábeis feitas pela
administração sobre questões incertas e relevantes para a descrição da situação
financeira e dos resultados, que exijam julgamentos subjetivos ou complexos, tais
como: provisões, contingências, reconhecimento da receita, créditos fiscais, ativos
de longa duração, vida útil de ativos não-circulantes, planos de pensão, ajustes de
conversão em moeda estrangeira, custos de recuperação ambiental, critérios para
teste de recuperação de ativos e instrumentos financeiros
As estimativas e os julgamentos contábeis são continuamente avaliados e baseiam-se na
experiência histórica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros,
consideradas razoáveis para as circunstâncias.

Com base em premissas, as Empresas Usiminas fazem estimativas com relação ao futuro. Por
definição, as estimativas contábeis resultantes raramente serão iguais aos respectivos
resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com
probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contábeis de ativos e passivos para o
próximo exercício financeiro, estão contempladas a seguir:
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21
(a) Perda (impairment) estimativa do ágio: Anualmente, as Empresas Usiminas testam
eventuais perdas (impairment) no ágio, de acordo com as políticas contábeis adotadas. Os
valores recuperáveis de Unidades Geradoras de Caixa (UGCs) foram determinados com base
em cálculos do valor em uso, efetuados com base em estimativas. Em 2010, foi reconhecida
uma despesa de impairment referente ao ágio, no montante de R$5.387, apurada na UGC
Modal Terminal de Granéis Ltda.

(b) Imposto de renda e contribuição social: As Empresas Usiminas estão sujeitas ao imposto
de renda em todos os países em que opera. É necessário um julgamento significativo para
determinar a provisão para impostos sobre a renda nesses diversos países. Em muitas
operações, a determinação final do imposto é incerta. Para fins de apuração do imposto de
renda e da contribuição social sobre o lucro líquido do exercício de 2009, as companhias
brasileiras puderam optar pelo Regime Tributário de Transição - RTT, que permite à pessoa
jurídica eliminar os efeitos contábeis decorrentes das mudanças nas práticas contábeis
adotadas no Brasil com base nas Leis nº 11.638/07 e 11.941/09, por meio de registros no livro
de apuração do lucro real - LALUR ou de controles auxiliares, sem qualquer modificação da
escrituração mercantil. A opção por este regime foi manifestada quando da entrega da
Declaração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica - DIPJ do ano-calendário 2009 em 24 de
setembro de 2010. As demonstrações financeiras consolidadas de 31 de dezembro de 2010 e
de 2009 foram elaboradas considerando as melhores estimativas da Administração que
consideram a opção pelo RTT. A Companhia constituiu os tributos diferidos sobre os efeitos
contábeis decorrentes da adoção das Leis referidas acima.

As Empresas Usiminas reconhecem ativos e passivos diferidos com base nas diferenças entre o
valor contábil apresentado nas demonstrações financeiras e a base tributária dos ativos e
passivos, utilizando as alíquotas em vigor. As Empresas Usiminas revisam regularmente os
impostos diferidos ativos em termos de possibilidade de recuperação, considerando-se o lucro
histórico gerado e os lucros tributáveis futuros projetados, de acordo com estudos de
viabilidade técnica.

(c) Valor justo de derivativos e outros instrumentos financeiros: O valor justo de instrumentos
financeiros que não são negociados em mercados ativos é determinado mediante o uso de
técnicas de avaliação. As Empresas Usiminas utilizam seu julgamento para escolher diversos
métodos e definir premissas que se baseiam principalmente nas condições de mercado
existentes na data do balanço. As análises de sensibilidade dos instrumentos financeiros,
considerando uma variação provável com base em índices do mercado e deterioração de 25%
e 50% sobre o cenário provável, estão apresentados nas demonstrações financeiras referente
ao exercício de 2010 já publicadas.

(d) Reconhecimento de receita: As Empresas Usiminas utilizam o método de porcentagem de
conclusão (POC) para contabilizar a receita de encomendas em curso acordados a preço fixo. O
uso do método POC requer que as Empresas Usiminas estimem os serviços realizados até a
data-base do balanço como uma proporção dos serviços totais contratados.

(e) Benefícios de planos de pensão: O valor atual de obrigações de planos de pensão depende
de uma série de fatores que são determinados com base em cálculos atuariais, que utilizam
uma série de premissas. Entre as premissas usadas na determinação do custo (receita) líquido
para os planos de pensão, está a taxa de desconto. Quaisquer mudanças nessas premissas
afetarão o valor contábil das obrigações dos planos de pensão. As Empresas Usiminas
determinam a taxa de desconto apropriada ao final de cada exercício. Essa é a taxa de juros
que deveria ser usada para determinar o valor presente de saídas de caixa futuras estimadas
que devem ser necessárias para liquidar as obrigações de planos de pensão. Ao determinar a
taxa de desconto apropriada, as Empresas Usiminas consideram as taxas de juros de títulos
públicos mantidos na moeda em que os benefícios serão pagos e que têm prazos de
vencimento próximos dos prazos das respectivas obrigações de planos de pensão. Outras
premissas importantes para as obrigações de planos de pensão se baseiam, em parte, em
condições atuais do mercado. A Companhia e algumas de suas controladas reconhecem um
passivo relacionado com a dívida contratada para cobertura da insuficiência de reservas.
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22

(f) Provisões para contingências: As Empresas Usiminas são parte em diversos processos
judiciais e administrativos. Provisões são constituídas para todas as contingências referentes a
processos judiciais que representam perdas prováveis. A avaliação da probabilidade de perda
inclui a avaliação das evidências disponíveis, entre elas a opinião dos consultores jurídicos,
internos e externos. A Administração acredita que essas contingências estão corretamente
apresentadas nas demonstrações financeiras consolidadas.

(g) Taxas de vida útil do ativo imobilizado: A depreciação do ativo imobilizado é calculada pelo
método linear de acordo com a vida útil dos bens. A vida útil é baseada em laudos de
engenheiros das Empresas Usiminas e consultores externos, que são revisados regularmente.
A administração acredita que a vida útil está corretamente avaliada e apresentada nas
demonstrações financeiras.

10.6. Com relação aos controles internos adotados para assegurar a elaboração das
demonstrações financeiras confiáveis, os diretores devem comentar:
Os diretores entendem que a Companhia possui controles internos adotados em suas diversas
áreas que historicamente tem se demonstrado suficientes para assegurar a elaboração de
demonstrações financeiras confiáveis, com a atuação de comitês que atuam em conjunto com
os demais órgãos da Companhia na identificação e verificação de eventuais deficiências nos
controles internos. Quando identificadas eventuais imperfeições em referidos controles, são
imediatamente estabelecidos planos, em base mensal, para sanar referida irregularidade.
Não obstante, em 2010 a Companhia deu início ao projeto de Avaliação dos Controles
relacionados as regras da Sarbannes-Oxley (Projeto SOX), o que contribuirá
consideravelmente no aprimoramento dos controles internos da Companhia.
Para as demonstrações financeiras dos anos de 2010, 2009 e 2008, os auditores externos da
Usiminas, durante a execução de seus trabalhos de auditoria, não identificaram
recomendações ou deficiências em relação aos controles internos da Companhia, que
pudessem ser consideradas significativas e/ou com impactos sobre as demonstrações
financeiras.
10.7. Caso o emissor tenha feito oferta pública de distribuição de valores
mobiliários, os diretores devem comentar:
a) Como os recursos resultantes da oferta foram utilizados
Em 1º de fevereiro de 2008, a Companhia efetuou a distribuição pública de 5.000 (cinco mil)
debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie subordinada, sendo essa a Quarta
Emissão Pública de Debêntures e a primeira no âmbito de seu Segundo Programa de
Distribuição de Debêntures. Estas debêntures, no valor total de R$500.000 mil, têm
vencimento final em 1 de fevereiro de 2013, sendo que 50% do valor do principal vence em 1
de fevereiro de 2012, e são remuneradas por 100% do CDI e sobretaxa de 0,42% ao ano,
remuneração esta que será paga semestralmente a partir da data de sua emissão.
Os recursos obtidos com a emissão das debêntures emitidas em 1º de fevereiro de 2008 no
valor de R$500.000 mil, foram utilizados para fins corporativos gerais. Tais recursos foram
utilizados nos projetos de investimento da Companhia bem como para reforçar sua posição de
caixa.
Em 29 de dezembro de 2008, a Companhia efetuou sua Quinta Emissão Pública de
Debêntures, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, em série única, lote único e
indivisível, constituída de 1 (uma) debênture, no valor de R$600.000 mil. Em 23 de dezembro
de 2010, a Companhia resgatou antecipadamente essas Debêntures, cujo montante totalizou
R$ 652.719 mil.
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23
Em 11 de janeiro de 2008, a Usiminas Commercial - subsidiária integral da Companhia -
efetuou a emissão de Eurobonds no valor de US$400.000 mil com vencimento em 18 de
janeiro de 2018. A amortização é feita em uma única parcela e os juros são pagos
semestralmente a uma taxa de 7,25% ao ano. A operação conta com a garantia de pagamento
da Companhia.
Os recursos obtidos com os Eurobonds acima foram utilizados para fins corporativos gerais.
Tais recursos foram utilizados nos projetos de investimento da Companhia bem como para
reforçar sua posição de caixa.
Em 2009 e 2010 a Companhia não efetuou oferta pública de valores mobiliários.
b) Se houve desvios relevantes entre a aplicação efetiva dos recursos e as propostas de
aplicações divulgadas nos prospectos da respectiva distribuição
Não houve desvio de aplicação dos recursos.
c) Caso tenha havido desvios, as razões para tais desvios
Não houve desvio de aplicação dos recursos.
10.8. Os diretores devem descrever os itens relevantes não evidenciados nas
demonstrações financeiras do emissor, indicando:
a) os ativos e passivos detidos pelo emissor, direta ou indiretamente, que não aparecem no
seu balanço patrimonial (off-balance sheet items), tais como:
i. Arrendamentos mercantis operacionais
A companhia possui os seguintes contratos de arrendamentos mercantis operacionais:
- Contrato com a Vale S.A. ("Vale") no valor de R$ 6 milhões, referente à utilização de duas
locomotivas na Usina de Ipatinga. O prazo deste contrato é de 36 meses, encerrando-se em
30/06/2012.
- Contrato com a Salus Empreendimentos Imobiliários S/A, no valor de R$ 144 milhões,
referente à locação de locomotivas, com vencimento em 14/10/2015.
- Contrato com a MRC Logística Ferroviária DZSS-FC Ltda, no valor de R$ 29 milhões,
referente à locação de vagões plataformas, com vencimento em 08/08/2016.
ii. Carteiras de recebíveis baixadas sobre as quais a entidade mantenha riscos e
responsabilidades, indicando respectivos passivos
Não há.
iii. Contratos de futura compra e venda de produtos e serviços
A Companhia possui os seguintes contratos operacionais relevantes para compras futuras:
Contratos de Fornecimento de Minério de Ferro
Os principais fornecedores de minério de ferro para a Usiminas Ipatinga é a VALE S/A e a
Mineração Usiminas S/A - MUSA, com 60% e 30% do consumo respectivamente. A VALE
S/A mantém com a Usiminas contratos de venda de minério de ferro e de logística de
transporte do minério Usiminas pela FCA ­ Ferrovia Centro Atlântico.
Em Cubatão, o maior fornecedor é a Mineração Usiminas - MUSA seguida pela CSN,
Samarco e VALE.
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24
Os contratos de fornecimento citados acima se encontram concluídos ou fase final de
negociação.
O montante que somam os contratos em vigência é de R$ 1.453 milhões.
Contratos de Fornecimento de Carvão e Coque Verde de Petróleo
O carvão mineral utilizado nas atividades de siderurgia provém apenas do exterior, devido
inexistência de carvão com as especificações necessárias para a aplicação no processo de
fabricação do coque metalúrgico no Brasil.
A Usiminas celebrou contratos de longo prazo e spot de compra de carvão importado e cvp
nacional e importado no ano calendário 2010, correspondente a aproximadamente 5
milhões de toneladas, equivalentes a 100% do volume de carvão previsto para o
atendimento das atividades das duas usinas siderúrgicas (em Ipatinga e Cubatão) até
dezembro de 2010. A compra de coque verde de petróleo no mercado nacional e
internacional em substituição ao carvão mineral estão computados nesses dados.
Os contratos negociados em 2008 anteriormente à crise e não embarcados até Dez/2009
foram responsáveis por cerca de 15% do volume embarcado em 2010. Os contratos
passaram a ter preços definidos trimestral ou semestralmente a partir de Abril de 2010
devido à entrada da China como grande player mundial.
Dentre os principais fornecedores de carvão e coque verde de petróleo no ano de 2010,
destacam-se a Jim Walter Resources, Petrobrás Distribuidora, BHP Billiton Mitsubishi
Alliance, Jellinbah e Massey, responsáveis por cerca de 60% do fornecimento de carvão e
CVP para a Usiminas no referido período.
Em 2010, houve diversificação de fontes alternativas de abastecimento, tais como
Colômbia, Venezuela e Rússia, e desenvolvimento de fontes no México e Moçambique para
testes a partir de 2011.
Como fator relevante destaca-se a realização inédita de uma negociação eletrônica (Leilão)
para aquisição de carvão americano em Março/2010.
No final de 2010 alguns eventos fizeram com que o abastecimento mundial de carvão fosse
afetado, como as enchentes na Austrália, nevascas nos EUA e chuvas na Colômbia. Além
disso, o acidente no porto de Praia Mole - ES em Novembro/2010 também reduziu o
recebimento de carvão na usina de Ipatinga.
Os contratos embarcados em 2010 somam o montante de US$912 milhões (período de
01/01/2010 a 31/12/2010).
Contratos de Fornecimento de Coque
Exceto pelo coque produzido nas próprias usinas siderúrgicas, o coque utilizado nas
atividades de siderurgia provém principalmente do exterior. Entretanto, é grande a oferta
de coque no mercado internacional, sendo a China a maior exportadora de coque no
mundo, com 70% do mercado.
Devido ao atraso no início das operações da Coqueria 3 de Ipatinga, a Usiminas apresentou
déficit na relação produção/consumo de coque em 2010, e comprou no mercado 90kt da
China e Índia.
Os contratos embarcados em 2010 somam o montante de US$43 milhões (período de
01/01/2010 a 31/12/2010).
Contratos de Fornecimento de Energia Elétrica
No ano de 2002, o Conglomerado Usiminas iniciou estudos para a migração de seu contrato
de fornecimento de energia elétrica do sistema cativo para o sistema de mercado livre.
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25
Mercado Cativo: Adquire energia da concessionária local; A energia é faturada através de
tarifas de demanda e consumo; As tarifas são reguladas pela ANEEL, com reajustes anuais
em datas diferenciadas para cada distribuidora; Gestão do Contrato: Passiva ­ não permite
compras de outros consumidores.
Mercado Livre: Adquire energia livremente no mercado do fornecedor de sua escolha; São
firmados contratos bilaterais, em que se negocia preço, volumes forma de reajuste, forma
de pagamento, etc.; O consumidor deve firmar um contrato de uso do sistema, CUSD
(Contrato de uso do sistema de distribuição) se estiver ligado à rede de distribuição da
concessionária local ou o CUST (Contrato de uso do sistema de transmissão) se estiver
ligado à rede básica. As tarifas para cada tipo de contrato são reguladas pela ANEEL com
reajustes anuais em datas diferenciadas para cada distribuidora; A Distribuidora local deve
oferecer o mesmo nível de qualidade de serviços para seus Consumidores Livres e Cativos;
Gestão do Contrato: Ativa - permite compras de energia de vários fornecedores para curto,
médio e longo-prazo.
Em outubro de 2003, o Conglomerado Usiminas assinou contrato com a CEMIG para o
fornecimento de energia elétrica para suas unidades em Ipatinga e Cubatão, (01 de Janeiro
de 2005 a 31 de dezembro de 2009) no total de 353 MW médios. O índice de reajuste deste
contrato será o IGP-M acumulado a cada 12 meses.
Em junho de 2007, o Conglomerado Usiminas prorrogou seu contrato de fornecimento e
energia elétrica por mais 5 anos (01 de Janeiro de 2010 a 31 de dezembro de 2014) no
total de 308,5 MW médios.
No final de 2009, a Usiminas iniciou a negociação desse contrato para revisar as condições
contratuais e prorrogar o prazo contratual para 10 anos (01 de Janeiro de 2010 a 31 de
dezembro de 2019). Esse novo contrato com um montante de aproximadamente 320,00
MW médios para os anos iniciais.
Os contratos em vigência somam o montante de R$4,0bilhões e compreendem o período de
01/01/2010 a 31/12/2019.
Contrato de Fornecimento de Gás com a COMGÁS
A Cosipa, hoje conhecida como usina de Cubatão, e a COMGÁS celebraram em 13 de maio
de 2002, contrato para o fornecimento de gás canalizado industrial para o período de 21 de
abril de 2002 a 20 de novembro de 2007. Este contrato já se encontra renovado para o
período de 21 de novembro de 2007 a 20 de novembro de 2012. Após este prazo, caso
Cubatão tenha uma oferta para utilização de outra fonte alternativa de energia em
condições econômicas melhores que as do contrato com a COMGÁS, é assegurado a
Cubatão utilizar dessa fonte alternativa de energia, tendo em vista que a COMGÁS tem
exclusividade para comercialização de gás até maio de 2011. Com a mudança da legislação,
após esse prazo será possível adquirir gás de outros fornecedores.
O contrato prevê o fornecimento a Cubatão compreende a totalidade de 176.656.000
m³/ano ou 14.388.000m³/mês de gás à tarifa teto estabelecida em portaria emitida pela
Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo - ARSESP vigente à
época.
O contrato em vigência soma o montante de R$435 milhões e compreendem o período de
18/04/2002 a 18/11/2012.
Contrato de Fornecimento de Gás com a GASMIG
A Usiminas (Usina de Ipatinga) e a Gasmig celebraram em 21 de setembro de 2010, o
contrato de fornecimento de gás natural canalizado industrial, na modalidade firme, para o
período de 21 de setembro de 2010 a 21 de setembro de 2016 para substituir inicialmente
o consumo de gás liquefeito de petróleo (GLP). O contrato prevê o fornecimento na
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26
totalidade de 10.950.000 m³/ano ou 900.000m³/mês de gás à tarifa estabelecida em
portaria emitida pela Secretária de Estado de Minas e Energia do Estado de Minas Gerais.
Em 07 de dezembro de 2010 a Usiminas e a Gasmig, celebraram o contrato de gás natural
na modalidade interruptível, para o período de 07 de dezembro de 2010 a 07 de dezembro
de 2011, para utilização no Alto Forno. O contrato prevê o fornecimento na totalidade de
21.900.000 m³/ano ou 1.800.000m³/mês. Esse contrato está em fase de negociação para
aumento do volume fornecido para 7.200.000m³/mês.
Os contratos em vigência somam o montante de R$65 milhões e compreendem o período
de 21/09/2010 a 21/09/2016.
iv. Contratos de construção não terminada
Não há.

v. Contratos de recebimentos futuros de financiamentos
Não há.
10.9. Em relação a cada um dos itens não evidenciados nas demonstrações
financeiras indicados no item 10.8, os diretores devem comentar:
a) Como tais itens alteram ou poderão vir a alterar as receitas, despesas, resultado
operacional, as despesas financeiras ou outros itens das demonstrações financeiras do emissor
As despesas do contrato de arrendamento operacional citado acima é apropriada aos
resultados da Companhia mensalmente pelo prazo do contrato.
Os custos dos contratos de fornecimentos são imputados ao resultado à medida que são
consumidos no processo de produção.
b) Natureza e o propósito da operação
O propósito da Companhia em manter estes contratos é de garantir os fornecimentos
necessários para o processo de produção.

c) Natureza e montante das obrigações assumidas, e dos direitos gerados a favor do emissor
em decorrência da operação.
Conforme comentado no item 10.8.
10.10. Os diretores devem indicar e comentar os principais elementos do plano de
negócios do emissor, explorando especificamente os seguintes tópicos:
a) Investimentos
i. Descrição quantitativa e qualitativa dos investimentos em andamento e dos investimentos
previstos
O volume total de investimentos da Usiminas e das controladas no ano de 2010 foi de R$
2.867.557 mil (R$ 2.075.395 mil em 2009), sendo:
- Usinas de Ipatinga e Cubatão: R$ 2.038.139 mil (R$1.707.325 mil em 2009)
- Controladas: R$ 829.418 mil (R$368.070 mil em 2009)
Os investimentos nas Usinas estão concentrados em aumento da produção de laminados,
melhoria da qualidade, redução de custos, manutenção, atualização tecnológica de
equipamentos e proteção ambiental.
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27
Os projetos de investimentos seguem seu curso normal de detalhamento técnico, tomada
de preços, assinatura de contratos e execução das obras, conforme cronograma
estabelecido.
Os principais investimentos concluídos em 2010 foram:
- Em Setembro/2010: Nova Coqueria nº 3, Produção de 750 mil toneladas/ano ­
autossuficiência em coque na Usina de Ipatinga; Redução de custos; Ganhos Ambientais;
Atualização Tecnológica da produção;
- Em Agosto/2010: Resfriamento Acelerado (CLC) de Chapas Grossas, para produção de
chapas grossas através de TMCP (Termo Mechanical Control Process), que é uma
combinação de laminação controlada e resfriamento acelerado. Permite uma otimização da
composição química e propriedades mecânicas do material. Estas chapas são destinadas
principalmente para o mercado naval, tubo de grande diâmetro, máquinas industriais,
construção civil, entre outros.
O Plano de Investimentos do Conglomerado Usiminas de 2011 está orçado em R$ 2.796
milhões e os principais investimentos nas unidades industriais estão detalhados abaixo:
Ipatinga:
Expansão da Laminação de Chapas Grossas: atingir a produção de 1.350.000 toneladas por
ano processando 1.500.000 toneladas placa/ano. Contrato com a Mitsubishi assinado em
abril de 2010. Entrada em operação prevista para o 4º trimestre de 2012.
Unidade de Desgaseificação à Vácuo Tipo RH na Aciaria nº 2:
Aumento de produção de 800.000 toneladas por ano de placas de maior valor agregado. Em
fase de fabricação pela Usiminas Mecânica. Obras civis e montagem em andamento. Início
de operação previsto para o 3º trimestre de 2011.
Reconstrução da Coqueria nº 2:
Restabelecer produção de gás (COG) e coque da Coqueria 2 para 1.100.000 t/ano; Reduzir
a emissão de particulados, gases e matérias voláteis para a atmosfera
Equipamentos em fabricação pela Giprokoks (empresa Ucraniana). Bateria nº 3 ficará
parada de 18/10/2010 até 07/08/2012 para reforma. A parada da Bateria nº 4 para
reforma está programada para após a conclusão das obras da Bateria nº 3.
UNIGAL:
Nova Linha de HDG: produção de 550.000 toneladas por ano de galvanizados a quente a
partir do 1º trimestre de 2011. Equipamentos contratados junto a Nippon Steel já estão
montados e em fase de teste à frio com start up previsto para 31 de março de 2011.
Cubatão:
Linha de Tiras a Quente nº 2: produção de 2,3 milhões de toneladas por ano de laminados a
quente a partir do 1º trimestre de 2012 na 1ª fase, 3,8 milhões de toneladas por ano na 2ª
fase e 4,8 milhões de toneladas por ano na 3ª fase.
Laminador: fabricação dos equipamentos concluída pela Mitsubish.
Forno de Reaquecimento: equipamentos contratados junto a Tenova e em fase final de
fabricação.
Laminador de Encruamento: equipamentos contratados junto a Danieli e em fase final de
fabricação.
Obras civis com término previsto para abril/2011.
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28
Montagem eletromecânica em andamento. Início dos testes a frio previsto para o 3º
trimestre de 2011.
Linha de Decapagem nº 3: Instalação de uma Linha de Decapagem de 1.400.000 toneladas
por ano, com possibilidade de expandir a produção até 1.700.000 toneladas por ano a partir
do 1º trimestre de 2012. Equipamentos contratados junto a Andritz e em fase final de
fabricação. Obras civis em andamento. Início de montagem dos equipamentos previsto para
1º trimestre de 2011.
Soluções Usiminas:
Press Blanking Line nº 3: fabricação da press blank line concluída pela Sumikura. Obra civil
e fornecimento do galpão metálico em fase de licitação. Início de operação da planta
programado para o 4º trimestre de 2011.
Usiminas Mecânica:
A Usiminas Mecânica instalará na sua unidade de Ipatinga uma nova unidade de fundição
até o 4º trimestre de 2011. Os objetivos do projeto são modernizar e ampliar a Fundição da
Usiminas Mecânica de forma a aumentar a produção e enobrecer o mix de produtos
aproveitando a oportunidade de novos negócios. Fabricação dos equipamentos para as
Linhas de Moldagem Manual e Mecanizada concluída pela IMF e fabricação dos
equipamentos do Forno de Indução concluída pela ABP. Outros equipamentos em fase de
fabricação. Obras civis em andamento com término previsto para o 2º trimestre de 2011.
Automotiva Usiminas:
Projeto para expansão da capacidade de produção com a ampliação da linha de
armação/soldagem concluído, onde foram construídos galpões e instalação de toda a infra-
instrutora para abrigar a linha de Body Shop de uma indústria automobilística, a ser lançado
no mercado. Equipamento principal em fase de ajustes finais e já produzindo cabines.
Término previsto para março/11.
ii. Fontes de financiamento dos investimentos
A Usiminas tem como política diversificar as suas fontes de captação e contratar
financiamentos de longo prazo para suprir suas necessidades e de suas empresas
controladas. A administração da Companhia adota uma posição conservadora de captação
de recursos, contratando os empréstimos e financiamentos com antecedência em relação
aos investimentos previstos para os anos seguintes. Dentre as principais fontes de
financiamento, destacam-se as operações com mercado bancário, mercado de capitais,
instituições do governo e agências de fomento à exportação. Os principais financiadores da
Companhia são o Sistema BNDES e o banco japonês JBIC. Em 2010, foram utilizados
R$292.191 mil do Sistema BNDES e R$1.032.693 mil do JBIC, totalizando R$1.324.884 mil.
iii. Desinvestimentos relevantes em andamento e desinvestimentos previstos
Não há.
b) Desde que já divulgada, indicar a aquisição de plantas, equipamentos, patentes ou outros
ativos que devam influenciar materialmente a capacidade produtiva do emissor
Em 2010 não houve aquisições de plantas, equipamentos, patentes ou outros ativos relevantes
que devam influenciar materialmente a capacidade produtiva da companhia.
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c) Novos produtos e serviços
i. Descrição das pesquisas em andamento já divulgadas
Desenvolvimento da engenharia de aplicação de aços de alta resistência para o setor
automotivo; desenvolvimento de aços para fins balísticos; desenvolvimentos de aços para
os setores naval e offshore e sua engenharia de aplicação; desenvolvimento de aços para
tubos, desenvolvimento de aços revestidos com ligas de zinco com características
melhoradas de resistência à corrosão atmosférica; desenvolvimento de aços para
conformação a quente.
ii. Montantes totais gastos pelo emissor em pesquisas para desenvolvimento de novos
produtos ou serviços
EM 2010, a Companhia gastou o montante de R$ 11 milhões com as pesquisas relacionadas
acima.
iii. Projetos em desenvolvimentos já divulgados
Os principais projetos em desenvolvimentos são: Desenvolvimento de Aços API laminado a
quente com Alto Nb; desenvolvimento de aços de alta resistência para o setor automotivo
(envolvendo três diferentes graus/concepções) laminados a frio ou revestidos; aço de alta
resistência para aplicação em rodas automotivas leves; desenvolvimento de aço laminado a
quente de alta resistência para aplicação em implementos rodoviários; desenvolvimento de
aço com elevada resistência à abrasão e alta tenacidade.
iv. Montantes totais gastos pela Companhia no desenvolvimento de novos produtos ou
serviços
Os gastos com desenvolvimento dos produtos mencionados no item acima, se somam aos
gastos normais de todo o processo de produção, e ainda não foram mensurados pela
companhia.
10.11. Fatores que influenciaram de maneira relevante o desempenho operacional, e
que não foram identificados ou comentados nos demais itens.
Não há.