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RELATÓRIO ANUAL 2008
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RELATÓRIO ANUAL 2008
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Sobre esta Publicação
Mensagem do Conselho de Administração
Mensagem da Presidência
Sinopse Operacional e Econômico-Financeira - Usiminas em Números
Perfil Corporativo
Governança Corporativa
Gestão Estratégica
Investimentos e Perspectivas
Desempenho dos Negócios
Desempenho Econômico-Financeiro
Mercado de Ações
Ativos Intangíveis
Desempenho Social
Desempenho Ambiental
Índice Remissivo GRI
5
9
13
19
29
35
45
51
57
67
75
81
89
105
131
SUMáRIO
Demonstrações Financeiras - Anexo
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SObRE ESTA pUbLIcAçãO
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SObRE ESTA pUbLIcAçãO
O conteúdo do Relatório Anual da Usiminas detalha as ações estratégicas ­ do ponto de vista
econômico, social e ambiental ­ realizadas no Brasil ao longo de 2008, com destaque para
o intenso processo de renovação da gestão corporativa. Pelo segundo ano seguido, adota a
terceira geração de diretrizes, ou simplesmente G3, da Global Reporting Initiative (GRI), padrão
internacional para o relato da sustentabilidade. Assim como na edição anterior, a empresa
buscou alcançar o nível de aplicação A da GRI.
Como parte do processo de aprofundamento da sustentabilidade na organização, este
relatório procura ampliar a abrangência da gestão e da coleta de indicadores, por meio de uma
política integrada de sustentabilidade corporativa implantada no final de 2008, embora ainda
não alcance de forma homogênea todas as unidades da Usiminas. Este é um compromisso a
ser perseguido para a próxima edição.
Para ajudar a definir os temas prioritários a serem abordados, foi realizada uma pesquisa
qualitativa com representantes de quatro públicos: colaboradores, fornecedores, clientes
e especialistas. Essas contribuições permitiram priorizar os assuntos que fazem parte
desta edição. Informações complementares encontram-se disponíveis no site da Usiminas ­
www.usiminas.com ­ e estão indicadas em cada capítulo.
As referências genéricas à Usiminas neste Relatório consideram as empresas controladas e com
controle compartilhado pela Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. (Usiminas) em 2008:
Companhia Siderúrgica Paulista ­ Cosipa (Cosipa), Usiparts S.A. Sistemas Automotivos
(Usiparts), Usiminas Mecânica S.A. (Usiminas Mecânica), Usiminas International Ltd. (Usiminas
International), Rio Negro Comércio e Indústria de Aço S.A. (Rio Negro), Usiminas Europa A/S
(Usiminas Europa), Usiminas Commercial Ltd. (Usiminas Commercial), Usimpex Industrial S.A.
(Usial), Unigal Ltda (Unigal), Fasal S.A. Comércio e Indústria de Produtos Siderúrgicos (Fasal) e
Usiroll ­ Usiminas Court Tecnologia em Acabamento Superficial Ltda. (Usiroll).
Este documento também segue as orientações da Associação Brasileira das Companhias de
Capital Aberto (Abrasca) para a divulgação de informações de interesse dos acionistas. Trata-
se ainda da primeira peça produzida com a nova identidade visual da Companhia.
Com uma trajetória marcada pela atuação socialmente responsável, a Usiminas abre-se agora
para receber os impulsos de seus stakeholders em meio a um novo ciclo de desenvolvimento e
geração de valor. Nas próximas páginas, você acompanhará mais um trecho de nossa jornada
rumo a um futuro sustentável.
Boa leitura.
Relatório Anual 2008
7
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MENSAgEM dO cONSELhO dE AdMINISTRAçãO
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MENSAgEM dO cONSELhO dE AdMINISTRAçãO
Nos últimos anos, a geografia mundial do aço tem-se alterado fortemente na direção das
regiões fornecedoras de matéria-prima. Em nome da sustentabilidade, percebeu-se que não
há sentido econômico em transportar enormes quantidades de minério por longas distâncias
ao redor do planeta. Nesse cenário, a Usiminas tem a oportunidade de participar como
protagonista do mundo global do aço. Essa é a nossa vocação.
A incorporação das atividades de mineração em 2008 demonstra que a Companhia está
permanentemente atenta à dinâmica de seu mercado e trabalha zelosamente para se manter
como um competidor de referência no Brasil e na América do Sul. Temos um grupo de acionistas
coeso, forte, disposto a impulsionar a Usiminas com base na agregação de valor à atividade
siderúrgica. À reconhecida produção de aço da melhor qualidade devemos aliar soluções e
serviços que tornem nossa proposta de valor imprescindível para nossos clientes.
Vislumbramos três desafios estratégicos à nossa frente: aprimorar constantemente as nossas
práticas de governança corporativa, preparando cada vez mais a Companhia para atuar com
agilidade e determinação na direção dos objetivos traçados; manter nossa liderança histórica
no mercado interno de aços planos e aumentar a nossa participação; ampliar nossa presença
no mercado internacional, sempre a partir da premissa de agregação de valor ao negócio.
Estamos conscientes de que a crise econômica global, que impactou fortemente nossa
indústria a partir de setembro de 2008, irá refletir-se na velocidade dos investimentos para
a concretização de nossa visão de futuro. Não abriremos mão de preservar a solidez de
nossa Companhia, sem perder de vista as oportunidades que se abrem em momentos de
reorganização das forças econômicas.
A nova configuração de nossa administração será decisiva para que possamos enfrentar
com mais agilidade os desafios futuros. A renovação é um processo natural em organizações
que, como a nossa, buscam perpetuar sua geração de valor para a sociedade. Cabe aqui uma
homenagem a Rinaldo Campos Soares, que realizou um brilhante trabalho por 18 anos à frente
da Usiminas e hoje integra nosso Conselho de Administração. Sua inestimável contribuição
não poderia ter melhor prosseguimento. Seu sucessor, Marco Antônio S. C. Castello Branco, é o
profissional indicado para conduzir a Usiminas a um novo ciclo de crescimento, alinhado com
os anseios de todos os nossos stakeholders.
Por fim, em nome dos acionistas da Usiminas, gostaria de agradecer à Diretoria Executiva e
a todos os empregados e parceiros da empresa pelos extraordinários resultados alcançados
em 2008. Se a economia global vive um momento de incertezas, nós da Usiminas não temos
dúvida: vamos colher ótimos resultados, tanto no curto, como no longo prazo.
Wilson Nélio Brumer
Presidente do Conselho de Administração
Relatório Anual 2008
11
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MENSAgEM dA pRESIdêNcIA
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MENSAgEM dA pRESIdêNcIA
A Usiminas deu início a um processo de autorrenovação em 2008. A busca por melhores
resultados em um mercado cada vez mais globalizado, em transformação e competitivo levou
a uma reforma organizacional na Companhia. O processo de reestruturação interna responde
ao anseio dos acionistas por construir uma Usiminas ainda mais moderna, ágil e proativa na
captura de oportunidades. O propósito maior é assegurar a perenidade e a capacidade de
sustentar sua geração de valor.
A tarefa de revigorar uma organização de sucesso seria por si só desafiadora e foi acrescida,
a partir de setembro de 2008, dos ingredientes da crise econômica global, que interrompeu
abruptamente um ciclo de crescimento do setor siderúrgico e estabeleceu um novo cenário
para a gestão. Nossa política austera e previdente de gestão do caixa nos permite atravessar
com segurança o atual momento de incerteza dos mercados. Nossos resultados no ano,
ainda que influenciados pela retração da demanda verificada no último trimestre, foram dos
melhores já alcançados pela Companhia: obtivemos receita líquida recorde de R$ 15,7 bilhões;
a geração de caixa pelo conceito EBITDA totalizou R$ 6,0 bilhões, com margem de 38,4% e
crescimento de 20,1% em relação ao ano anterior; e o lucro líquido consolidado foi de R$ 3,2
bilhões, valor ligeiramente superior ao obtido em 2007.
O novo desenho da Usiminas busca justamente assegurar uma melhor capacidade de reagir
frente aos movimentos do mercado e à nova realidade internacional. Estamos descentralizando
as decisões com a definição de cinco unidades de negócio, que se guiam pelo tipo de atividade, e
não mais pela localização. Perseguiremos em 2009 a efetiva integração da Usiminas, de maneira a
concretizar os ganhos de sinergia e multiplicar as oportunidades de negócios.
A integração é uma ambição que já se materializa na marca da Usiminas, que iniciou seu
processo de renovação em 2008 e culminou com o lançamento em 18 de março de 2009. A
nova identidade visual expressa os valores que perpassam o passado, o presente e o futuro
da Companhia: consistência, técnica, capricho e abertura. Somos reconhecidos por nossa
capacidade técnica e pelo capricho na elaboração de nossos produtos. Temos consistência de
propósitos e em nossas práticas, e buscamos estar cada vez mais abertos para construir com
a sociedade um futuro melhor.
Para tanto, estamos renovando o quadro de colaboradores da Companhia e abrindo espaço
para o surgimento de uma nova postura da organização diante dos desafios do ambiente
competitivo. Queremos incentivar a atração e o desenvolvimento de talentos, fomentar o
empreendedorismo, a proposição de ideias, o trabalho em equipe, a ascensão e formação
de sucessores e o prazer por assumir responsabilidades e ser reconhecido pelos resultados
alcançados. Sempre aliados ao nosso reconhecido capricho e esmero com a tecnologia e
qualidade de nossos produtos.
A reformulação da estrutura e da cultura corporativa é um aspecto essencial para apoiar
a estratégia de crescimento da Usiminas. Nesse sentido, o plano de investimento, que
colocará a Companhia em um novo patamar de produtividade e lucratividade, encontra-se
bem-estruturado e a velocidade de sua implantação é adaptável às condições da demanda.
Relatório Anual 2008
15
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Mensagem da Presidência
O processo de verticalização das atividades, com a entrada no setor de mineração e
a ampliação da participação na distribuição, por um lado reduz a pressão dos custos de
matéria-prima, e por outro reforça nossa posição no mercado interno, que permanece como o
foco de nossa atuação.
Identificado um grande espaço de crescimento na cadeia de distribuição e serviço, que era
operada de forma fragmentada, a partir de 2009 todas as empresas controladas serão reunidas
na unidade de negócios Soluções Usiminas, que deverá potencializar nossas vendas diretas.
Com essa finalidade, fechamos o ano com a consolidação do controle da Dufer e a aquisição da
Zamprogna. Com sede em Porto Alegre, a Zamprogna vai propiciar um incremento ao nosso
portifólio e permitirá aumentar nossa participação na Região Sul do País.
Assim, estaremos mais preparados para enfrentar os desafios de 2009. Acreditamos que
o impacto da crise econômica global deverá ser menor no mercado interno para onde
dirigimos cerca de 80% da nossa produção. No entanto, seus reflexos deverão ser sentidos
nos resultados do primeiro trimestre e a reversão da tendência poderá acontecer a partir do
segundo semestre do ano. A nosso favor temos a manutenção do crescimento da economia
brasileira, ainda que em um ritmo menor. Nossos objetivos são seguir crescendo de forma
sustentável, ampliar nossa capacidade de agregação de valor aos negócios e, assim, construir
a base de nossa atuação futura.
Queremos ser um dos grandes parceiros do crescimento do País e ocupar nichos do mercado
internacional para os quais estamos prontos. A Usiminas não abre mão da condição de líder
do mercado nacional e pretende ampliar o seu papel no cenário mundial.
Marco Antônio S. C. Castello Branco
Diretor-presidente
Relatório Anual 2008
17
16
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SINOpSE OpERAcIONAL E EcONôMIcO-fINANcEIRA
USIMINAS EM NúMEROS
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SINOpSE OpERAcIONAL E EcONôMIcO-fINANcEIRA
USIMINAS EM NúMEROS
Indicadores Operacionais - produção e Vendas
Toneladas - mil
2004
2005
2006
2007
2008
Var.
2008/2007
produção - Aço bruto
8.951
8.661
8.770
8.675
8.022
-7,5%
- Ipatinga/MG
4.738
4.549
4.616
4.461
4.269
-4,3%
- Cubatão/SP
4.213
4.112
4.154
4.214
3.753
-10,9%
Vendas físicas Totais
8.062
7.348
7.945
7.990
7.176
-10,2%
- Mercado Interno
5.784
4.947
5.288
6.113
5.949
-2,7%
% Mercado Interno
72%
67%
67%
77%
83%
- Exportações
2.278
2.401
2.657
1.877
1.227
-34,6%
% Exportações
28%
33%
33%
23%
17%
Vendas físicas - Ipatinga/Mg
4.295
3.817
4.285
4.200
4.047
-3,6%
- Mercado Interno
3.453
2.945
3.208
3.538
3.599
1,7%
% Mercado Interno
80%
77%
75%
84%
89%
- Exportações
842
872
1.077
662
448
-32,3%
% Exportações
20%
23%
25%
16%
11%
Vendas físicas - cubatão/Sp
3.767
3.531
3.660
3.790
3.129
-17,4%
- Mercado Interno
2.331
2.002
2.080
2.575
2.350
-8,7%
% Mercado Interno
62%
57%
57%
68%
75%
- Exportações
1.436
1.529
1.580
1.215
779
-35,9%
% Exportações
38%
43%
43%
32%
25%
Minério de ferro
- produção
-
-
-
-
3.816
-
- Vendas físicas
-
-
-
-
3.992
-
Relatório Anual 2008
21
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Sinopse Operacional e Econômico-Financeira
principais Indicadores - consolidado
R$ milhões
2004
2005
2006
2007
2008
Var. 2008/2007
Receita Operacional Bruta
16.017
17.058
16.365
18.513
21.182
14,4%
- Mercado Interno
12.211
13.663
12.886
15.949
18.830
18,1%
- Mercado Externo
3.806
3.395
3.479
2.564
2.352
-8,3%
Receita Operacional Líquida
12.243
13.041
12.415
13.825
15.707
13,6%
Lucro Bruto
5.606
5.415
4.268
4.888
6.008
22,9%
Margem Bruta
45,8%
41,5%
34,4%
35,4%
38,3%
Lucro Operacional antes do
Resultado Financeiro (EBIT)
4.983
4.760
3.560
4.452
4.978
11,8%
Margem Operacional
40,7%
36,5%
28,7%
32,2%
31,7%
EBITDA
5.541
5.525
4.368
5.003
6.008
20,1%
Margem EBITDA
45,3%
42,4%
35,2%
36,2%
38,3%
Lucro Líquido
3.019
3.918
2.515
3.172
3.224
1,7%
Margem Líquida
24,7%
30,0%
20,3%
22,9%
20,5%
Ativos Totais
16.967
18.195
18.697
20.699
27.580
33,2%
Patrimônio Líquido
5.949
8.753
10.418
12.474
15.029
20,5%
Endividamento Líquido
3.486
2.012
760
(952)
3.185
Dívida Líquida/EBITDA
0,6
0,4
0,2
0,0
0,5
Dívida Líquida/Patrimônio
Líquido
0,6
0,2
0,1
0,0
0,2
Remuneração aos Acionistas
- Total
1.069
1.115
850
1.116
1.137
1,9%
Pay-Out
35,4%
28,5%
33,8%
35,2%
35,3%
Retorno sobre o Patrimônio
Líquido
75,5%
65,9%
28,7%
30,4%
25,8%
Número de Ações - milhares
225.286
225.286
225.286
337.929
506.893
50,0%
Valor de Mercado
12.154
12.526
18.163
27.541
13.442
-51,2%
Relatório Anual 2008
23
22
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Ratings
Standard
&poor's
Moody's
fitch Rating
2007
BBB
Estável
Baa3
Estável
BBB
Estável
2008
BBB
Estável
Baa3
Estável
BBB
Estável
Empregos diretos
2006
25.596
2007
29.217
2008
29.784
Sinopse Operacional e Econômico-Financeira
Relatório Anual 2008
25
24
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demonstração
do Valor Adicionado
R$ mil
controladora
consolidado
2008
2007
2008
2007
Valor
%
Valor
%
Valor
%
Valor
%
1 - Receitas
11.412.986
9.814.433
21.046.004
18.437.867
1.1 - Vendas de mercadorias,
produtos e serviços
11.401.174
9.806.671
21.029.447
18.430.187
1.2 - Outras receitas
7.901
7.762
12.775
7.725
1.3 - Receitas relativas à
construção de ativos próprios
0
0
0
1.4 - Provisão para créditos de
liquidação duvidosa - reversão
3.911
0
3.782
(45)
1.5 - Resultados não-operacionais
0
0
0
0
2 - Insumos Adquiridos
de Terceiros
(6.912.033)
(5.356.416)
(12.273.646)
(10.296.119)
2.1 - Custos dos produtos das
mercadorias e dos serviços
vendidos
(6.394.375)
(5.134.245)
(11.255.078)
(9.814.435)
2.2 - Materiais, energia,
serviços de terceiros e outros
(517.658)
(222.171)
(1.018.568)
(481.684)
2.3 - Perda/recuperação
de valores ativos
0
0
0
0
2.4 - Outras
0
0
0
0
3 - Valor Adicionado bruto (1-2)
4.500.953
4.458.017
8.772.358
8.141.748
4 - depreciação, Amortização e
Exaustão
(284.726)
(267.464)
(503.204)
(624.789)
5 - Valor Adicionado Líquido
produzido pela Entidade (3-4)
4.216.227
4.190.553
8.269.154
7.516.959
6 - Valor Adicionado Recebido
em Transferência
2.528.627
1.482.348
1.441.460
298.231
6.1 - Resultado de equivalência
patrimonial de amortização
de (ágio) deságio
1.905.543
1.303.313
457.883
9.189
6.2 - Receitas financeiras
623.084
179.035
982.277
287.898
6.3 - Aluguéis e royalties
0
0
1.300
1.144
demonstração
do Valor Adicionado
R$ mil
controladora
consolidado
2008
2007
2008
2007
Valor
%
Valor
%
Valor
%
Valor
%
(continuação)
7 - Valor Adicionado Total
a distribuir (5+6)
6.744.854
5.672.901
9.710.614
7.815.190
8 - distribuição do Valor
Adicionado
6.744.854 100,00 5.672.901
100,00
9.710.614
100,00 7.815.190
100,00
8.1 - Empregados
628.733
9,32
630.774
11,11
1.091.576
11,24
1.155.201
14,78
8.1.1 - Salários e encargos
356.588
5,29
354.011
6,24
706.955
7,28
758.326
9,7
8.1.2 - FGTS
42.066
0,62
35.330
0,62
76.974
0,79
69.549
0,89
8.1.3 - Honorários da
diretoria
40.552
0,6
47.875
0,84
53.970
0,56
76.592
0,98
8.1.4 - Participação dos
empregados nos lucros
32.723
0,49
64.159
1,13
76.688
0,79
95.842
1,23
8.1.5 - Planos de
aposentadoria e pensão
156.804
2,32
129.399
2,28
176.989
1,82
154.892
1,98
8.2 - Tributos
1.567.439
23,23
1.829.200
32,24
3.294.587
33,94
3.410.423
43,64
8.2.1 - Federais
941.844
13,96
1.292.952
22,79
2.157.330
22,22
2.497.551
31,96
8.2.2 - Estaduais
598.455
8,87
505.010
8,9
1.077.570
11,1
852.864
10,91
8.2.3 - Municipais
13.383
0,2
12.529
0,22
32.573
0,34
30.878
0,4
8.2.4 - Incentivos fiscais
13.757
0,2
18.709
0,33
27.114
0,28
29.130
0,37
8.3 - Remuneração de
Terceiros
1.299.902 19,28
25.510
0,46
2.100.018
21,63
38.525
0,49
8.3.1 - Juros
1.445.449
21,44
25.510
0,46
2.061.488
21,23
38.525
0,49
8.3.2 - Aluguéis
0
0
9.527
0,1
0
8.3.3 - Outras
(145.547)
-2,16
0
29.003
0,3
0
8.4 - Remuneração de
capitais próprios
3.248.780 48,17
3.187.417
56,19
3.224.433
33,19
3.211.041
41,09
8.4.1 - Juros sobre capital
próprio
758.004
11,24
645.001
11,37
758.004
7,81
645.001
8,25
8.4.2 - Dividendos
379.071
5,62
470.594
8,3
379.071
3,9
470.594
6,02
8.4.3 - Lucro retidos/prejuízo
do exercício
2.111.705
31,31
2.071.822
36,52
2.102.718
21,65
2.118.627
27,11
8.4.4 - Participação dos
não controladores nos
lucros retidos
0
0
(15.360)
-0,17
(23.181)
-0,3
Sinopse Operacional e Econômico-Financeira
Relatório Anual 2008
27
26
background image
pERfIL cORpORATIVO
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pERfIL cORpORATIVO
A Usiminas é o maior e mais moderno complexo siderúrgico de aços planos da América Latina.
É formada por 13 empresas que atuam em mineração, siderurgia, produção de bens de capital,
logística, soluções e serviços, alcançando de forma verticalizada toda a cadeia do aço. Em
resumo, extrai o minério, transforma-o em aço da melhor qualidade, beneficia o produto de
acordo com as especificações dos clientes, oferece transporte por via rodoviária, ferroviária ou
marítima e, se necessário, entrega bens acabados, como equipamentos e estruturas metálicas
de grande porte.
Para tanto, emprega 29.784 funcionários em diversas plantas distribuídas pelo Brasil. Com
sede em Belo Horizonte (MG) e usinas em Ipatinga (MG) e Cubatão (SP), a Usiminas tem
capacidade para produzir 9,5 milhões de toneladas de aço por ano, o que representa mais
de 25% da produção brasileira. Orientada prioritariamente para o suprimento interno, detém
49,2% do mercado brasileiro de aços planos, com destaque para setores como o automobilístico,
autopeças, naval e equipamentos agrícolas, industriais e eletrônicos. Em 2008, conquistou a
liderança nacional no segmento de distribuição, ao consolidar o controle da Dufer, por meio
da aquisição dos 50% restantes e a compra da totalidade da Zamprogna, então o maior
distribuidor de aço independente.
Em 2008, obteve a classificação Baa3 estável, da Moody's, uma das principais agências
de classificação de risco de crédito do mundo. Com isso, a Usiminas passa a ser a primeira
siderúrgica no Brasil a ser avaliada como grau de investimento e também a primeira a ter
os Baa3 estável, jargão utilizado para nomear empresas com grau de investimento atribuído
pelas três principais agências de rating no mundo - Moody's, Standard&Poor's e Fitch.
Segundo a Moody's, a elevação da nota da Usiminas reflete a qualidade de crédito da empresa,
por meio de sua forte posição de caixa, seu baixo índice de alavancagem, custo competitivo de
produção em escala global e uma gestão de riscos planejada.
Além do grau de investimento, a Usiminas é a única siderúrgica das Américas presente no
Índice Dow Jones de Sustentabilidade, da Bolsa de Nova Iorque ­ e pelo segundo ano seguido.
Estudo do The Boston Consulting Group, realizado com mais de 600 empresas globais, apontou
a Usiminas como a quinta empresa no mundo em criação de valor ao acionista.
cIcLOS dA hISTÓRIA dA USIMINAS
fORMAçãO (1956-1958)
Em um cenário de otimismo gerado pelo Plano de Desenvolvimento do governo do presidente
Juscelino Kubitscheck, a Usiminas é fundada em 25 de abril de 1956. Em junho de 1957, o
acordo Lanari-Horikoshi consolidou a participação japonesa na empresa, que recebeu o
aporte financeiro dos governos de Minas Gerais, do Brasil e do Japão. Em 16 agosto de 1958,
JK crava a estaca inicial para a construção da usina em Ipatinga, então um vilarejo com 300
habitantes.
cONSTRUçãO (1959-1962)
Ipatinga carece de infraestrutura para abrigar os 10 mil trabalhadores previstos para as obras
de construção da Usiminas, que elabora um plano de urbanização da cidade e cria condições
para alojar tanto funcionários quanto os empregados da construção civil. No dia 26 de outubro
de 1962, o presidente João Goulart acende o primeiro alto-forno e inaugura a usina, então com
uma capacidade de produzir 500 mil toneladas de aço por ano.
INVESTIMENTO SOcIAL (1965)
O ano é um marco para a atuação socialmente responsável da Usiminas. Em 1º de maio de 1965,
a Usiminas inaugura o Hospital Márcio Cunha. No mesmo ano, a população de Ipatinga recebe as
instalações de um centro de pneumologia, um centro de medicina preventiva, três ambulatórios com
gabinetes dentários, um pronto-socorro ­ localizado dentro da usina ­ e um posto de puericultura.
1º cIcLO dE ExpANSãO (1969-1974)
O Brasil vive um período de forte crescimento econômico e a Usiminas dá início ao seu primeiro
ciclo de expansão, que eleva a capacidade produtiva para 1,4 milhão de toneladas por ano. Em
1970, com a fundação da Usiminas Mecânica, passa a atender os setores de construção civil e
de mecânica. No ano seguinte, o Centro de Pesquisa passa a desenvolver projetos próprios e a
atuar na transferência de tecnologia. Em 1974, com a inauguração do alto-forno 3, a capacidade
de produção anual chega a 3,5 milhões de toneladas de aço.
VENcENdO A REcESSãO (1980)
A Usiminas reage à crise financeira vivida pelo País com um programa de economia interna,
colocando em prática um novo sistema de gerenciamento inteligente e mais flexível,
melhorando a utilização de recursos físicos, financeiros e humanos. A empresa muda o
escritório central para o novo edifício-sede, na região da Pampulha, em Belo Horizonte.
Perfil Corporativo
Terminal Portuário de Cubatão.
Relatório Anual 2008
31
30
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INVESTIMENTO AMbIENTAL (1984)
De forma pioneira no estado de Minas Gerais, a Usiminas inicia o Projeto Xerimbabo, que no
idioma tupi significa "animal de estimação", que tem como objetivo o desenvolvimento de
cursos, seminários e exposições com foco na educação ambiental.
pRIVATIzAçãO E MOdERNIzAçãO (1991)
Em 24 de outubro de 1991, a Usiminas torna-se a primeira empresa estatal a ser privatizada
pelo Programa Nacional de Desestatização. Logo recebe investimentos de US$ 2,1 bilhões
em atualizações tecnológicas, para ampliar e otimizar a produção, bem como potencializar
a proteção ambiental. Em novembro daquele ano, as ações da empresa passam a ser negociadas
na Bolsa de Valores de São Paulo.
INcORpORAçãO E pIONEIRISMO (1993-1996)
A Cosipa, uma das maiores usinas do País, localizada em Cubatão (SP), é incorporada
pela Usiminas, que faz investimentos de atualização tecnológica, recuperação ambiental
e segurança. Ainda em 1993 é inaugurada a galvanização eletrolítica, com investimento de
US$ 228 milhões. Em 1996, a usina de Ipatinga torna-se a primeira do Brasil e a segunda do mundo
a ser certificada na norma ISO 14001, sobre respeito ao meio ambiente e proteção ambiental.
REESTRUTURAçãO (1998-2001)
A Usiminas passa por uma reestruturação societária envolvendo as usinas de Ipatinga e
Cubatão. Em 1999, após o investimento de US$ 852 milhões, inaugura a mais moderna linha
de laminação a frio do País ­ a Laminação a Frio 2, com capacidade produtiva anual de 1 milhão
de toneladas. No mesmo ano é criada a Unigal, empresa de galvanização de chapas de aço
para a fabricação de automóveis.
INTEgRAçãO (2005-2006)
Com o fechamento de capital, a Cosipa passa a ser subsidiária integral da Usiminas. Também
em 2005, anuncia a parceria com o Grupo Techint e a participação de 14,2% na siderúrgica
Ternium, compondo uma empresa com capacidade instalada de 12 milhões de toneladas/
ano. Em novembro de 2006 é assinado o novo acordo de acionista, que fortalece o grupo de
controle e reafirma o compromisso com a melhoria contínua do seu processo produtivo.
2º cIcLO dE ExpANSãO (2007-2015)
Anunciado em 2007, o Projeto de Expansão - Visão 2015 prevê o investimento de US$ 9 bilhões,
o maior da siderurgia brasileira, com vistas à ampliação e à modernização de sua capacidade
produtiva, gerando empregos e desenvolvimento para o País. Em 2008, esse valor é revisto
para US$ 14 bilhões e a empresa anuncia a entrada no setor de mineração. Ao final do ano, o
ritmo dos investimentos é adequado às condições de mercado.
Perfil Corporativo
Relatório Anual 2008
33
32
USIMINAS
LOcALIzAçãO gEOgRáfIcA
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gOVERNANçA cORpORATIVA
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A Usiminas aprimora continuamente suas
estruturas de governança para garantir um
processo decisório seguro e sempre volta-
do para a geração de valor aos acionistas e
demais públicos de relacionamento. Desde
outubro de 2007, aderiu ao Nível 1 de Go-
vernança Corporativa da Bolsa de Valores
de São Paulo (Bovespa) - comprometida,
voluntariamente, com a prestação de in-
formações ao mercado de modo claro e
transparente. Pelo segundo ano consecuti-
vo, está presente no Dow Jones Sustaina-
bility Index (DJSI), que reúne as ações de
empresas listadas na Bolsa de Nova Iorque
com práticas de referência em termos de
sustentabilidade.
Em 2008, as principais evoluções ocorreram
no âmbito da Diretoria Executiva, fruto do
estudo de remodelagem da gestão. Para
tornar a estrutura menos hierarquizada e
mais descentralizada, a Diretoria Executiva
passou a ser composta pelo diretor-presi-
dente e quatro vice-presidências: Negócios,
Industrial, Finanças e Relações Especiais. A
essa estrutura, somam-se as diretorias de
Mineração, Usiminas Mecânica, Recursos
Humanos, Pesquisa e Inovação, Planeja-
mento Estratégico e Jurídica, além da As-
sessoria de Relações Institucionais.
Outra inovação para dar mais agilidade à
condução dos negócios foi a criação do Co-
mitê Executivo (Comex), que se reúne duas
vezes ao mês para deliberar em conjunto so-
bre os temas de maior relevância da gestão.
Ele é composto pelo diretor-presidente, pelos
quatro vice-presidentes, pelos diretores de
Recursos Humanos, Jurídico e Planejamen-
to Estratégico e pela Assessoria de Relações
Institucionais. No âmbito do Conselho de Ad-
ministração, foram instituídos os comitês de
Recursos Humanos, de Auditoria e de Riscos.
O cumprimento dos compromissos da Usi-
minas, bem como o monitoramento das
boas práticas de governança, é acompanha-
do pela Auditoria Interna Corporativa, su-
bordinada ao Conselho de Administração.
cOMpOSIçãO AcIONáRIA
Listadas e negociadas nas bolsas de valo-
res de São Paulo (Bovespa), Madri (Lati-
bex) e Nova Iorque ­ no Balcão em OTC e
na forma de ADRs (American Depository
Receipts) ­ as ações da Usiminas somam
506.893.095, divididas aproximadamente
meio a meio entre ordinárias (com direito a
voto) e preferenciais (prioritárias na distri-
buição de dividendos).
Governança Corporativa
gOVERNANçA cORpORATIVA
O novo desenho da Usiminas busca
assegurar uma melhor capacidade de
reagir frente aos movimentos do mercado
e à nova realidade internacional.
cONSELhO dE AdMINISTRAçãO
O Conselho de Administração da Usiminas
deve estabelecer a orientação geral dos ne-
gócios e decidir sobre questões estratégicas,
visando realizar as seguintes diretrizes:
1. Promover o crescimento contínuo da Com-
panhia, respeitados sempre os valores e a
função social desta, exercendo sua com-
petência legal e estatutária, observando o
objeto social da Companhia e de suas con-
troladas, coligadas e subsidiárias.
2. Zelar pelos interesses de todos os acio-
nistas, sem perder de vista as demais
partes interessadas (stakeholders).
3. Zelar pela perenidade da Companhia,
dentro de uma perspectiva de longo pra-
zo e de sustentabilidade, que incorpore
considerações de ordem social, ambien-
tal e de boa governança corporativa, na
definição dos negócios e operações.
4. Adotar uma estrutura de gestão ágil,
composta por profissionais qualificados
e de reputação ilibada.
5. Formular diretrizes para a gestão da
Companhia e suas controladas, coligadas
e subsidiárias, que serão refletidas no or-
çamento anual.
6. Zelar para que as estratégias e diretri-
zes sejam efetivamente implementadas
pela Diretoria, sem, todavia, interferir em
assuntos operacionais.
7. Prevenir e administrar situações de con-
flito de interesses ou de divergência de
opiniões, de maneira que o interesse da
Companhia sempre prevaleça.
Cabe ao Conselho eleger a Diretoria Execu-
tiva e determinar suas atribuições. Instân-
cia máxima de decisão, está em permanen-
te evolução para se adequar às exigências
do mercado: desde 2008, não possui in-
tegrantes que tenham cargo executivo na
Companhia. Foi instituída também a figura
do Secretário do Conselho para dar apoio
às atividades do Conselho e também aos
conselheiros.
O Conselho é formado por dez conselheiros
efetivos ­ e respectivos suplentes ­ eleitos
em Assembleia Geral para um mandato de
dois anos, com permissão para se reelegerem,
que se reúnem ordinariamente quatro vezes
por ano, conforme calendário previamente
estabelecido e extraordinariamente, sempre
que necessário aos interesses sociais.
Relatório Anual 2008
37
36
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composição da diretoria Executiva
Diretor-presidente: Marco Antônio S. C. Castello Branco
Vice-presidente Industrial: Omar Silva Júnior
Vice-presidente de Finanças, Relações com Investidores e
Tecnologia da Informação: Paulo Penido Pinto Marques
Vice-presidente de Negócios: Sérgio Leite de Andrade
Vice-presidente de Relações Especiais: Takashi Hirao
Conheça o perfil da Diretoria da Usiminas na página:
www.usiminas.com
dIRETORIA ExEcUTIVA
A missão da Diretoria Executiva é estabe-
lecer diretrizes para os administradores da
Usiminas, direcionando-os nas relações in-
ternas e externas. Ela tem a obrigação de
atuar de forma ética, focada nos interesses
das diversas partes interessadas de cada
uma das empresas e, ao mesmo tempo,
focar na alta qualidade dos produtos e ser-
viços oferecidos à sociedade, promovendo
a responsabilidade socioambiental corpo-
rativa. Assim como o Conselho de Adminis-
composição do conselho
Wilson Nélio Brumer (Presidente)
Albano Chagas Vieira
Bertoldo Machado Veiga
Francisco Caprino Neto
José Carlos Martins
Hidemi Kawai
Humberto Eudes Vieira Diniz
Rinaldo Campos Soares
Tooru Obata
Toshimi Sugiyama
Conheça o perfil da Diretoria da Usiminas na página:
www.usiminas.com
tração, os diretores possuem mandatos de
dois anos, com possibilidade de reeleição.
REMUNERAçãO dA AdMINISTRAçãO
Em 2008, foram pagos aos administrado-
res (conselheiros e diretores) parcelas da
verba global de R$ 24,0 milhões, aprovada
na Assembleia Geral Ordinária (AGO) de
29/4/2008, além de parte dos pagamentos
referentes à verba global de R$ 37,5 milhões
aprovada na AGO de 10/4/2007.
Em relação à verba aprovada na AGO de
2007, os seguintes pagamentos foram rea-
lizados em 2008:
dIRETORES
honorários
Jan a Abr/08
Rem. Variável
2007 pgto. 2008
beneficios
prev. priv.
e Seg. Vida
Total
Total com
Encargos
RINALDO CAMPOS SOARES
412.830,80
6.241.379,31
263,72
6.654.473,83
8.517.652,66
GABRIEL MÁRCIO JANOT PACHECO
206.415,44
1.057,183,91
263,72
1.263.863,07
1.617.670,89
HIROYUKI NAKAGAWA
206.415,44
600.191,57
263,72
806.870,73
1.032.720,69
IDALINO COELHO FERREIRA
206.415,44
899.329,50
263,72
1.106.008,66
1.415.617,24
OMAR SILVA JÚNIOR
206.415,44
1.081.609,23
263,72
1.288.288,39
1.648.935,30
PAULO PENIDO PINTO MARQUES
206.415,44
908.620,69
7.496,28
1.122.532,41
1.434.742,53
RENATO VALLERINI JÚNIOR
206.415,44
1.186.685,82
263,72
1.393.364,98
1.783.433,33
TAKASHI HIRAO
252.067,20
252.067,20
322.646,02
Total
1.903.390,64
11.975.000,03
9.078,60
13.887.469,27
17.773.418,66
Os fatores de risco aos negócios da
Usiminas são constantemente
monitorados pelas áreas de prevenção.
cOMITê ExEcUTIVO (cOMEx)
Marco Antônio
S. c. castello branco
CEO
delson de Miranda Tolentino
Assessoria de Relações
Institucionais
guilherme Muylaert Antunes
Diretoria da Usiminas Mecânica
denise brum Monteiro
de castro Vieira
Diretoria de Recursos
Humanos
guilherme hallack Lanziotti
Diretoria Jurídica
Juarez Rabello
Diretoria de Mineração
paulo penido pinto Marques
Vice-Presidência de Finanças,
Relações com Investidores e
Tecnologia da Informação
Takashi hirao
Vice-Presidência de Relações Especiais
Omar Silva Júnior
Vice-Presidência Industrial
Sérgio Leite de Andrade
Vice-Presidência de Negócios
Ricardo Wagner Righi de Toledo
Diretoria de Planejamento
Estratégico, Fusões,
Aquisições e Alianças
darcton policarpo damião
Diretoria de Pesquisa e
Inovação
Governança Corporativa
Relatório Anual 2008
39
38
background image
A verba global aprovada na AGO de 2008 re-
presentou uma redução de R$13,5 milhões,
ou 36%, em relação a 2007. A economia é
resultado do processo de reorganização
da Usiminas, que incluiu ainda o estabele-
cimento de uma Política de Remuneração
para a Administração pelo Conselho de Ad-
ministração. Assim, aprovando recomen-
dação do Comitê de Recursos Humanos e
embasado em estudos feitos por consulto-
ria internacional especializada, o Conselho
de Administração definiu (Reunião do Con-
selho de Administração de 30/10/2008):
1)
Revogação da sistemática anterior - foram
revogadas as decisões anteriores do Conse-
lho sobre a remuneração dos Administra-
dores da Companhia, especialmente a deci-
são de 11 de janeiro de 1993, que estabelecia
um montante para distribuição, com base
em dividendos declarados, a critério do Pre-
sidente do Conselho de Administração.
2)
Remuneração Estratégica da diretoria -
foi estabelecida remuneração provisória
para o ano de 2008 para os membros
da Diretoria. A partir de 2009, será im-
plantada uma política de remuneração,
baseada em práticas de mercado, que
levem em conta agregação de valor da
Companhia e com fundamentos em
meritocracia. Os valores a serem pagos
em 2008 consideraram uma parcela
fixa e uma parcela a título de bônus. A
parcela do bônus será paga da seguinte
forma: 50% (cinquenta por cento) em
dezembro de 2008 e os restantes 50%
(cinquenta por cento) depois da aprova-
ção do Balanço de 2008 pelo Conselho
de Administração.
3)
Remuneração dos membros do conselho
de Administração - para o Conselho de
Administração, a nova política de remune-
ração é a seguinte: (i) uma remuneração
fixa anual equivalente a 10% (dez por cento)
da parcela fixa da remuneração anual esta-
belecida para o Diretor-Presidente da Com-
panhia, a ser paga mensalmente a cada um
dos Conselheiros; (ii) considerando o valor
mensal atualmente pago a cada Conselheiro
ficou decidido manter esse pagamento até o
fim do corrente exercício; (iii) ao Presidente
do Conselho será paga uma remuneração
equivalente a 30% (trinta por cento) da par-
cela fixa da remuneração anual estabelecida
para o Diretor-Presidente, em parcelas men-
sais, aplicável desde abril de 2008.
Em relação à verba aprovada na AGO de 2008,
os pagamentos abaixo foram realizados no
mesmo ano ou estão programados para os
anos de 2009, 2010 e 2011, conforme segue:
(continuação)
Total da Administração (Conselho e Diretoria): R$ 18.370.161,00
Total da Administração com encargos: R$ 23.152.648,00
Total da Administração (Conselho e Diretoria): R$ 16.361.758.
Total Administração com encargos: R$ 20.507.937.
dIRETORES
honorários
Mai a
dez/08
Rem.
variável
2008 pgto.
2008
Rem.
variável
2008 a ser
pago 2009
benefícios
prev. priv. e
Seg. Vida
Verbas Indenizatórias
Total
Total com
Encargos
2008
2009
2010
MARCO ANTÔNIO S. C.
CASTELLO BRANCO
770.000,00 1.800.000,00 1.400.000,00 65.912,26
4.035.912,26 5.147.512,26
GABRIEL MÁRCIO JANOT PACHECO 455.047,99 279.000,00 279.000,00
528,19
654.365,71 389.749,32 262.072,86 2.319.764,07 2.864.655,09
IDALINO COELHO FERREIRA
455.047,99 392.500,00 392.500,00
528,19
728.670,86 302.291,15 279.037,98 2.550.576,17 3.159.789,61
OMAR SILVA JÚNIOR
455.047,99 648.000,00 648.000,00
528,19
1.751.576,18 2.241.869,62
PAULO PENIDO PINTO MARQUES
455.047,99 403.000,00 403.000,00 14.993,31
1.276.041,30 1.629.134,74
RENATO VALLERINI JÚNIOR
455.047,99 241.000,00 241.000,00
528,19
654.665,71 395.984,34 258.602,02 2.246.828,25 2.771.052,10
SERGIO LEITE DE ANDRADE
112.589,30
56.294,65
56.294,65
6.977,88
232.156,48 295.206,49
TAKASHI HIRAO
497.412,25 126.500,00 126.500,00
750.412,25
960.527,68
Total
3.655.241,50 3.946.294,65 3.546.294,65 89.996,21 2.037.702,28 1.088.024,81 799.712,86 15.163.266,96 19.069.747,57
cONSELhO dE AdMINISTRAçãO
ALBANO CHAGAS VIEIRA
90.071,44
90.071,44
108.085,73
BERTOLDO MACHADO VEIGA
90.071,44
90.071,44
108.085,73
FRANCISCO CAPRINO NETO
64.175,90
64.175,90
77.011,08
HUMBERTO EUDES VIEIRA DINIZ
90.071,44
90.071,44
108.085,73
MARCELO ARAÚJO
11.258,93
11.258,93
13.510,72
RINALDO CAMPOS SOARES
90.071,44
90.071,44
108.085,73
TOSHIMI SUGIYAMA
90.071,44
90.071,44
108.085,73
WILSON NÉLIO BRUMER
286.679,23
286.679,23 344.015,08
HIDEMI KAWAI
90.071,44
90.071,44
108.085,73
TOORU OBATA
90.071,44
90.071,44
108.085,73
Total
992.614,14
992.614,14 1.191.136,97
cONSELhO fIScAL
ANTÔNIO JOAQUIM CUSTÓDIO
51.469,36
51.469,36
61.763,23
CARLOS ROBERTO NASSIF
CAMPOLINA
51.469,36
51.469,36
61.763,23
EUGEMAR TAIPINAS RAMOS
51.469,36
51.469,36
61.763,23
MASATO NINOMIYA
51.469,36
51.469,36
61.763,23
Total
205.877,44
205.877,44 247.052,93
TOTAIS
4.853.733,08 3.946.294,65 3.546.294,65 89.996,21 2.037.702,28 1.088.024,81 799.712,86 16.361.758,54 20.507.937,47
dIRETORES
honorários
Jan a Abr/08
Rem. Variável
2007 pgto. 2008
beneficios
prev. priv.
e Seg. Vida
Total
Total com
Encargos
cONSELhO dE AdMINISTRAçãO
ALBANO CHAGAS VIEIRA
42.221,24
42.221,24
50.665,49
ANTÔNIO LUIZ BENEVIDES XAVIER
14.143,86
14.143,86
16.972,63
BERTOLDO MACHADO VEIGA
42.221,24
1.343.636,36
1.385.857,60
1.663.029,12
HUMBERTO EUDES VIEIRA DINIZ
30.962,31
443.636,36
474.598,67
569.518,40
JOSÉ OLÍMPIO SILVA
42.221,24
443.636,36
485.857,60
583.029,12
MARCELO PEREIRA MALTA DE ARAÚJO
42.221,24
42.221,24
50.665,49
TOSHIMI SUGIYAMA
31.900,47
443.636,36
475.536,83
570.644,20
KENICHI ASAKA
10.320,77
10.320,77
12.384,92
WILSON NÉLIO BRUMER
42.221,24
443.636,36
485.857,60
583.029,12
HIDEMI KAWAI
42.221,24
443.636,36
485.857,60
583.029,12
YUKI IRIYAMA
42.221,24
443.636,36
485.857,60
583.029,12
Total
382.876,09
4.005.454,52
4.388.330,61
5.265.996,73
cONSELhO fIScAL
ANTÔNIO JOAQUIM CUSTÓDIO
23.590,32
23.590,32
28.308,38
EUGEMAR TAIPINAS RAMOS
23.590,32
23.590,32
28.308,38
JOSÉ RUQUE ROSSI
23.590,32
23.590,32
28.308,38
MASATO NINOMIYA
23.590,32
23.590,32
28.308,38
Total
94.361,28
94.361,28
113.233,54
TOTAIS
2.380.628,01
15.980.454,55
9.078,60
18.370.161,16
23.152.648,93
Governança Corporativa
Relatório Anual 2008
41
40
background image
prevenção, a empresa sustenta-se sobre
uma base sólida e é capaz de enfrentar os-
cilações abruptas da economia, mantendo
ainda assim, os níveis de investimentos. Da
mesma forma, o endividamento é mantido
em patamares seguros.
Os procedimentos de identificação de ris-
cos e mecanismos de controle têm sido
revisados regularmente por especialistas
internos e externos com o objetivo de ava-
liar necessidades e características que pos-
sibilitem a mais eficaz possível mitigação
dos riscos ao alcance dos custos, prazos e
desempenho dos investimentos.
Em 2008 foi iniciado um programa de job
rotation que prevê a passagem de pessoas
de diferentes setores e unidades de negó-
cio pela Auditoria. A ideia é reforçar a inte-
ração entre pessoas de formação distinta,
aumentando a visão geral do negócio e
expandindo a cultura da observância aos
mais elevados padrões éticos e inserindo a
gestão de riscos na cultura da empresa.
Os fatores de riscos aos negócios da Usimi-
nas são constantemente monitorados pelas
áreas de prevenção. Essa ferramenta de ges-
tão engloba riscos sobre operações indus-
triais, cambial e financeiro, tecnológico, con-
junturais e mercadológicos e ambientais.
As áreas encarregadas pela implantação
dos processos empresariais fazem, anual-
mente, recomendações de melhorias nos
sistemas de controle, mantendo-os atua-
lizados e preparados para eventuais desa-
fios do mercado.
NORMATIzAçãO dE pROcEdIMENTOS
A partir da percepção da necessidade de re-
gulamentação interna para despersonificar
os atos de governança, a Usiminas tem am-
pliado a codificação das posturas da gestão.
No contexto de valorização da agilidade
e transparência, a Usiminas elaborou em
2008, ano de eleições municipais, um có-
digo de conduta para padronizar sua par-
ticipação em campanhas políticas. O códi-
go estabelece que a Companhia contribui
exclusivamente para campanhas em áreas
onde mantém atividades empresariais ou
possui influência direta na comunidade,
sob rígidos princípios legais e éticos.
cOMpROMISSOS gLObAIS
Como não poderia deixar de ser, a conduta da
Usiminas leva em conta o respeito às normas
legais brasileiras e às convenções da Organi-
zação Internacional do Trabalho relativas à di-
versidade e ao combate aos trabalhos infantil
e escravo. A Companhia também aderiu ao
pacto global da ONU e procura promover
seus 10 princípios ­ relacionados aos direitos
humanos, relações de trabalho justas, preser-
vação do meio ambiente e combate à corrup-
ção ­ em toda a cadeia produtiva.
cONSELhO fIScAL pERMANENTE
Composto por cinco integrantes eleitos em
Assembleia Geral, o Conselho Fiscal Perma-
nente deve fiscalizar os administradores da
Usiminas e certificar-se de que eles cum-
prem seus deveres legais, conforme previs-
to no estatuto da corporação.
A análise das demonstrações contábeis tam-
bém está a cargo do Conselho Fiscal, que
deve opinar sobre planos de investimentos
e orçamentos, bem como emitir parecer em
caso de propostas de alteração do capital so-
cial, distribuição de dividendos ou em even-
tual transformação, incorporação, fusão ou
cisão relacionadas a empresas do grupo.
cOMITêS INTERNOS
Os comitês internos têm a missão de desen-
volver análises que subsidiarão a tomada de
decisão do Conselho de Administração em
temas específicos, como Recursos Humanos
e Auditoria. São compostos por quatro inte-
grantes do próprio Conselho de Administra-
ção, indicados em Assembleia Geral.
AUdITORES INdEpENdENTES E ExTERNOS
A política de atuação da Companhia, na con-
tratação de serviços dos nossos auditores
independentes não relacionados à auditoria
externa, assegura que não haja conflito de
interesse, perda de independência ou objeti-
vidade. Adicionalmente, informamos que os
contratos em vigor e os serviços prestados
à Companhia e suas controladas pelos audi-
tores independentes, não relacionados aos
trabalhos de auditoria externa, diagnóstico
e implantação de IFRS, têm por objetivo con-
sultoria tributária em operações de fusões e
aquisições e não excede a 8% do valor total
relativo ao serviço de auditoria externa.
AUdITORIA INTERNA
A Auditoria Interna reporta-se ao Conselho
de Administração. Em 2008, foi consolidada a
metodologia de identificação e priorização de
processos auditáveis, a Auditoria Interna Ba-
seada em Riscos, implantada no ano anterior.
O foco é o trabalho preventivo. Para tanto, foi
fundamental a implementação do software
Audixpress, que permite planejar a auditoria
com base nos maiores riscos existentes em
cada processo, bem como acompanhar o re-
sultado das mudanças implementadas.
A metodologia, integrada aos conceitos
do Comittee of Sponsoring Organizations
(Coso), permite a orientação dos esforços
de auditoria a partir de oito critérios:
· Riscos Relativos a Clientes
· Riscos Relativos a Fraudes
· Riscos Relativos à Tecnologia da Informação
· Riscos Relativos a Finanças
· Riscos ao Desempenho Industrial
· Riscos à Imagem
· Riscos Relativos ao Conhecimento
· Riscos Relativos à Operação
Os mesmos critérios são adotados para o
acompanhamento das ações de melhoria
recomendadas. Graças a essa postura de
composição do conselho fiscal permanente
Carlos Roberto Nassif Campolina (presidente)
Elízio Damião Gonçalves de Araújo
Eugemar Taipinas Ramos
Antônio Joaquim Ferreira Custódio
Masato Ninomiya
Conheça o perfil dos integrantes do Conselho Fiscal da
Usiminas na página: www.usiminas.com
comitê de Recursos humanos
Wilson Nélio Brumer (coordenador)
Rinaldo Campos Soares
Toshimi Sugiyama
Humberto Eudes Vieira Diniz
comitê de Auditoria
Toshimi Sugiyama (coordenador)
Bertoldo Machado Veiga
Aristides Corbellini
Wilson Nélio Brumer
Governança Corporativa
Relatório Anual 2008
43
42
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gESTãO ESTRATégIcA
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A indústria siderúrgica mundial vivencia
uma veloz reorganização. As companhias
têm apresentado resultados operacionais
marcantes, provocando grandes transfor-
mações, não apenas na escala da produção
e na participação de mercado, mas tam-
bém no desenvolvimento tecnológico, na
oferta de produtos e em outros aspectos
de posição competitiva.
Atenta a esse cenário, a Usiminas construiu
uma estratégia para atender a um conjunto
de necessidades do negócio: o aumento da
capacidade produtiva para fazer frente ao
crescimento do mercado interno e permitir a
captura de oportunidades de internacionali-
zação; a permanente adequação tecnológi-
ca e o consequente fornecimento de produ-
tos de maior valor agregado; e a integração
da empresa na sua cadeia de valor, do supri-
mento de matérias-primas fundamentais à
distribuição e ao fornecimento de soluções
e serviços. Medidas que, em conjunto, visam
proporcionar maior segurança operacional,
manter a competitividade e assegurar a ge-
ração de valor aos acionistas.
A integração ao fornecimento de miné-
rio de ferro contribui para a manutenção
da competitividade de custos, historica-
mente uma das fortalezas da Usiminas.
Já a expansão da capacidade de produção
pretende fortalecer a posição de liderança
no mercado interno e apoiar a estratégia
de internacionalização. Assim, o foco não
está em produzir aço bruto no exterior,
mas em contar com soluções que agre-
guem valor ao mix de produtos. A nova
usina que será construída na cidade de
Santana do Paraíso (MG) também estará
voltada para a fabricação de um aço de
melhor qualidade e com custos competi-
tivos, permitindo a ampliação da partici-
pação da Usiminas em mercados mais exi-
gentes, como tubos para petróleo, chapas
revestidas para automóveis e materiais
para a indústria naval.
Por fim, é importante ressaltar que a inte-
gração ao beneficiamento e à distribuição
busca a manutenção da liderança no mer-
cado interno, que se sustenta no patamar
histórico de cerca de 50% de participação,
além de assegurar presença em segmentos
em crescimento e em novos nichos, con-
dição indispensável para quem pretende
manter-se competitivo no futuro.
MAIS ágIL E INTEgRAdA
As mudanças no modelo de gestão tiveram
como propósito criar uma organização mais
dinâmica, reagrupando os negócios, inte-
grando as atividades, descentralizando as
decisões e adotando um comportamento
matricial, não mais estanque, de maneira a
gESTãO ESTRATégIcA
A Usiminas passa a atuar em 2009 por meio de
cinco unidades de negócios que ampliam o seu
alcance ao longo da cadeia do aço. Os objetivos
são estimular a complementaridade da oferta e
maximizar a agregação de valor ao negócio.
Relatório Anual 2008
47
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Gestão Estratégica
aumentar a sinergia, a competitividade e a
geração de valor para a Companhia.
A reorganização é resultado de um profun-
do estudo, que estabeleceu os norteadores
de valor vinculados à estratégia de cresci-
mento da Companhia e o conjunto de mu-
danças na cultura organizacional que a es-
trutura deveria favorecer.
A Usiminas passa a atuar por meio de cinco
unidades de negócios que ampliam o seu
alcance ao longo da cadeia do aço: Minera-
ção; Siderurgia; Especializadas; Soluções e
Serviços; e Logística e Distribuição. Os obje-
tivos são estimular a complementaridade da
oferta e maximizar a agregação de valor ao
negócio.
Do ponto de vista organizacional, o modelo
de gestão estimula a descentralização da
decisão, a responsabilização pelos resulta-
dos, o empreendedorismo e a valorização
dos novos talentos. Um exemplo dessa
mudança foi a redução em 40% do número
de pessoas cuja tomada de decisão depen-
dia da Presidência. Todo o processo decisó-
rio ganhou publicidade interna.
cULTURA úNIcA
A integração dos negócios, e consequen-
temente de grande parte das empresas
controladas pela Usiminas, que ocorrerá
ao longo de 2009, deverá ser acompanha-
da por uma efetiva integração da força
de trabalho. O objetivo é construir uma
identidade única para a Companhia, que
inspire um sentimento de pertencimento
de todos e estimule a atuação em equipe
e a atitude colaborativa entre os diversos
departamentos e unidades de negócios. A
nova cultura prevê também o reforço da
expectativa de relacionamento profissio-
nal entre empresa e funcionários.
O processo de renovação deve ser interna-
lizado e tornar-se contínuo na Usiminas,
permitindo a mobilidade e o desenvolvi-
mento profissional dos colaboradores. As
estruturas de treinamento e qualificação
serão revigoradas para garantir a eficiente
preparação de sucessores.
Atuar de forma unificada em toda a cadeia
do aço significa, também, aplicar plenamen-
te o compromisso declarado na Política da
Qualidade da Usiminas de atender plena-
mente às expectativas dos clientes, respei-
tando especificações técnicas, pontualida-
de, desempenho e avaliação de reclamações
formais e informais. Tal postura, somada
aos investimentos para o aumento da capa-
cidade competitiva, tecnologia e inovação,
que resultam num produto com maior valor
agregado, perenizam a presença da Compa-
nhia no mercado.
Reinventar
O Projeto Reinventando reúne iniciativas que
contribuirão para tornar a Usiminas ainda mais
moderna, ágil e eficiente, com o objetivo de garantir o
melhor desempenho ante as aspirações de crescimento
da empresa.
Alicerçado em seis grandes frentes de trabalho
- o Projeto Reinventando pretende aumentar o
valor e assegurar a capacidade da Usiminas de se
renovar frente às contínuas mudanças no ambiente
competitivo.
O processo de renovação deve ser internalizado
e tornar-se contínuo na Usiminas,
permitindo a mobilidade e o desenvolvimento
profissional dos colaboradores.
Relatório Anual 2008
49
48
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INVESTIMENTOS E pERSpEcTIVAS
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Para atender à expectativa de geração de
valor de seus acionistas e fazer frente aos
desafios do cenário competitivo global, a
Usiminas seguirá investindo no aumento
de sua capacidade produtiva, adequando o
ritmo do seu investimento à demanda do
mercado interno e externo.
Em 2008, a Usiminas deu prosseguimento
à estruturação e à criação das bases do seu
Plano de Investimentos para a expansão da
capacidade produtiva em 5,3 milhões de to-
neladas anuais de aço. Em decorrência da cri-
se econômica global, ajustou-o à velocidade
de recuperação do mercado, estendendo o
prazo de conclusão para 2014. Vale destacar
que a entrada em operação da usina de San-
tana do Paraíso (MG) deve coincidir com as
projeções de retomada de um crescimento
mais vigoroso da economia brasileira.
Para atender à estratégia de verticalização
e de otimização dos custos produtivos a
Usiminas adquiriu, em fevereiro de 2008,
as minerações J. Mendes, Somisa e Glo-
bal Mineração, dedicadas à exploração de
minério de ferro na região de Itaúna, no
Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais. O
pagamento inicial foi de R$ 1,6 bilhão e de-
sembolsos complementares poderão ser
realizados, dependendo das sondagens a
serem feitas até março de 2010 para a con-
firmação da quantidade e da qualidade
InvestImentos e PersPectIvas
das reservas. A aquisição vem diminuindo
gradativamente a dependência da empre-
sa em relação à matéria-prima. A mesma
lógica de adequação à demanda tem sido
aplicada na análise dos investimentos
para a ampliação da atual capacidade de
extração e beneficiamento anual próxima
a 5 milhões de toneladas para 29 milhões
de toneladas.
Além da compra dos ativos minerários, a
Usiminas adquiriu, em 2008, um terreno
de 850.000 m
2
, no município fluminense
de Itaguaí, onde será construído um termi-
nal portuário para importação e exporta-
ção de produtos e matérias-primas, espe-
cialmente o excedente de minério de ferro.
Localizada na baía de Sepetiba, importan-
te região portuária do País, a área será
preparada para a construção do terminal
tão logo sejam concluídos os trabalhos de
remediação ambiental e atendidos os re-
quisitos legais para instalação e operação.
É importante destacar que a logística para
exportação do minério de ferro estará in-
tegrada com a operação do terminal, uma
vez que a ligação com as minas adquiridas
será feita pela MRS Logística, empresa de
cujo controle a Usiminas participa. O custo
de aquisição da área foi de R$ 72 milhões,
aos quais serão somados aproximadamen-
te R$ 40 milhões em soluções ambientais
e R$ 1,7 bilhão em infraestrutura portuária,
A aquisição das atividades de
mineração diminui gradativamente a
dependência da Usiminas em relação à sua
principal matéria-prima.
Relatório Anual 2008
53
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Investimentos e Perspectivas
totalizando um investimento de R$ 1,8 bi-
lhão para uma capacidade de 25 milhões
de toneladas por ano.
Na outra ponta da cadeia produtiva, a Usi-
minas avançou na consolidação de sua
posição no setor de centros de serviços e
distribuição. Em dezembro de 2008, anun-
ciou a aquisição da Zamprogna, empresa
do Sul do País, que também atua na fabri-
cação de tubos para várias aplicações. O
negócio contempla uma complementari-
dade geográfica e de produtos. A Compa-
nhia não detinha presença significativa no
mercado de distribuição e de centros de
serviço na Região Sul. Vale lembrar que a
Usiminas já havia assumido o controle to-
tal da Dufer, adquirindo, em outubro, 49%
do seu capital do grupo alemão Thyssen
por R$ 92,4 milhões. Os investimentos de
2008 foram possíveis graças à confortável
posição de caixa da Usiminas, o que lhe
permite ampliar o endividamento para
dar suporte à expansão de suas atividades
(leia comentário em Desempenho Econô-
mico-Financeiro).
PersPectIvas
Qualquer que seja o cenário projetado para
a retomada da economia mundial, a ten-
dência é de que o ano de 2009 se configure
como desafiador para a siderurgia no Bra-
sil e no mundo. A valorização do dólar, que
pressiona os custos de matérias-primas,
aliada à retração na demanda que alimen-
ta o cenário de redução de preços, se apre-
senta como obstáculos para a manutenção
e a melhoria dos níveis de rentabilidade.
Historicamente orientada para atender
à demanda do mercado interno, a Usimi-
nas beneficia-se das condições favoráveis
da economia brasileira. Mesmo sem estar
imune aos efeitos da crise global, o PIB do
País deverá seguir em expansão e as pro-
jeções dos analistas apontam para uma
taxa de crescimento em torno de 2% em
2009. Contribui para essa evolução o fato
de que os fundamentos da economia bra-
sileira permanecem sólidos para enfrentar
as dificuldades externas. Somam-se a isso
os investimentos do Governo Federal em
infraestrutura nas áreas de energia e trans-
porte e a retomada de investimentos em
segmentos como o setor naval, que deverá
apresentar uma demanda crescente ao lon-
go dos próximos anos.
Há, no entanto, sinais ainda controversos
e preocupantes, que seguramente afeta-
rão a economia brasileira, sobretudo, no
primeiro semestre, como a redução na
oferta de crédito e o impacto nas taxas de
emprego.
Em termos mundiais, há uma compreen-
são de que o mercado siderúrgico nunca
cresce em ciclos. Estamos saindo de um
inédito período de expansão que perdu-
rou por cinco anos, impulsionado pelo
crescimento chinês. A reversão de tendên-
cia não é, portanto, uma surpresa, mas sim
a sua intensidade. A expectativa é de que
o segundo semestre de 2009 já apresente
uma recuperação no mercado global, em
função de dois eventos político-econômi-
cos: as medidas do governo do presidente
norte-americano Barack Obama para a re-
cuperação da economia do seu país e os
investimentos chineses para a realização
da World Expo 2010 em Xangai.
Por todos esses motivos internos e ex-
ternos, o momento, apesar de desafia-
dor, é extremamente apropriado para a
implementação da transformação or-
ganizacional em curso na Usiminas. Ele
permite que a verticalização das ativida-
des e o aumento da eficiência comercial
com a oferta de soluções integradas e de
maior valor agregado aconteçam em um
ambiente menos pressionado e, dessa
maneira, contribuam mais rapidamen-
te para o resultado da Companhia. Da
mesma forma, a execução do Plano de
Investimentos terá prosseguimento para
responder na hora oportuna às necessi-
dades do mercado.
Historicamente orientada para atender
à demanda do mercado interno,
a Usiminas beneficia-se das condições
favoráveis da economia brasileira.
Simulador de Galvanização por Imersão a Quente.
Centro de Controle Operacional - Usina de Cubatão.
Relatório Anual 2008
55
54
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DesemPenho Dos negócIos
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ambIente econômIco
O cenário econômico sobre o qual a Usimi-
nas alcançou seus resultados, em 2008, foi
marcado por dois momentos distintos. Até
o mês de setembro, a economia brasilei-
ra viveu um período de forte crescimento,
que chegou a sinalizar um aumento do PIB
próximo aos 6%. Nos últimos três meses do
ano, no entanto, houve uma mudança radi-
cal de cenário provocada pelo agravamen-
to da crise financeira nos Estados Unidos e
por sua influência nos demais países.
A reversão de expectativa impactou dire-
tamente pontos sensíveis do desempenho
da economia brasileira: os preços das com-
modities despencaram, a taxa de câmbio
subiu drasticamente e houve uma forte
redução da oferta de crédito externa e
interna. A intensidade da desvalorização
cambial ­ em cinco meses, o dólar passou
de R$ 1,60 para R$ 2,40 ­ colocou o Real en-
tre as moedas que mais se desvalorizaram
no mundo, no período. O resultado foi um
aumento geral da desconfiança dos agen-
tes econômicos, no Brasil e no mundo. Em
decorrência, empresários e consumidores
postergaram gastos e os bancos restringi-
ram a concessão de novos créditos.
Assim, as projeções para a expansão da
economia brasileira passaram a apontar
taxas modestas de crescimento do PIB. Os
atuais fatores limitantes são a escassez do
crédito externo e interno, o colapso da con-
fiança dos empresários e dos consumido-
DesemPenho Dos negócIos
res, a volatilidade da taxa de câmbio, a que-
da acentuada das exportações e a provável
piora nas condições do mercado de traba-
lho. É de se esperar uma queda dos preços
das exportações brasileiras em 2009.
Em contrapartida, o Governo tem adotado
medidas na direção da reativação da eco-
nomia, tais como: sinalização de queda da
taxa de juros; oferta de recursos para irrigar
o crédito, tanto para uso interno quanto
para financiar exportações; contenção da
volatilidade do câmbio; e diminuição da
carga tributária para estimular o consumo,
com redução do IRPF na fonte, do IOF sobre
crédito para pessoas físicas e do IPI sobre
automóveis. Algumas dessas medidas já co-
meçaram a surtir efeito no mercado interno:
em janeiro de 2009, a produção de veículos
cresceu 92% em relação a dezembro.
Entretanto, a restrição da demanda exter-
na representa um obstáculo considerável
à retomada do crescimento econômico
nos padrões de crescimento vigentes des-
de 2006. A intensidade dessa restrição é
sinalizada pelo comportamento da taxa
de câmbio. Assim, se prevalecer um cená-
rio benigno de inflação sob controle, com
espaço significativo para a redução da
taxa de juros, muito provavelmente have-
rá crescimento discreto do PIB.
setor sIDerúrgIco
A Associação Mundial de Aço registrou
queda de 1,2% na produção global em
A retração da demanda provocada pela crise
econômica mundial levou a Companhia a se
adequar às condições do mercado.
Relatório Anual 2008
59
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Desempenho dos Negócios
2008, que somou 1,330 bilhão de tonela-
das. Essa é a primeira retração registrada
na década, reflexo direto da crise financei-
ra internacional. Apenas a Ásia, impulsio-
nada pela China, e o Oriente Médio man-
tiveram um desempenho positivo. A China
tornou-se o primeiro país a produzir mais
de 500 milhões de toneladas em um ano,
com crescimento de 2,6% sobre 2007.
A freada da produção global foi tamanha
que dezembro de 2008 registrou a queda
recorde de 24,3% em comparação com o
mesmo período de 2007. A reversão no com-
portamento do mercado no quarto trimes-
tre derrubou o preço do aço, tendência que
somente não se agravou por conta da alta
ocupação da capacidade produtiva, aliada
aos estoques relativamente baixos dos cen-
tros de distribuição e às medidas de redução
da produção de inúmeros fabricantes.
Diante desse contexto, depois de segui-
dos anos de expansão da produção, o
mercado nacional de siderurgia apre-
sentou em 2008 uma pequena redução
de 0,2% em relação ao ano anterior. De
acordo com o Instituto Brasileiro de Side-
rurgia (IBS), a produção brasileira de aço
bruto em 2008 foi de 33,7 milhões de to-
neladas. O resultado é fruto da forte re-
tração sentida nos meses de novembro e
dezembro por conta dos efeitos da crise
econômica global. Vale lembrar que nos
nove primeiros meses do ano, a produção
nacional apresentava uma expansão de
7% em relação a 2007.
No que diz respeito à produção de lamina-
dos (planos e longos), a produção brasilei-
ra alcançou 24,7 milhões de toneladas em
2008, o que representou uma redução de
4,5% em relação ao ano anterior. O merca-
do nacional absorveu mais aço. Foram 24
milhões de toneladas em 2008, ampliação
de 9,1%. O consumo de produtos planos,
matéria-prima para a fabricação de auto-
móveis, foi de 13,9 milhões de toneladas, o
que representou um aumento de 4,1% so-
bre 2007. A demanda por longos teve ex-
pansão ainda maior (16,9%), alcançando
10,1 milhões de toneladas, impulsionada
pelo aquecimento do segmento de cons-
trução civil.
Como resultado desse aquecimento da
demanda interna, a queda do volume de
exportações foi de 10,9% em comparação
com 2007 e somou 9,3 milhões de tonela-
das em 2008. A receita alcançada, no en-
tanto, apresentou uma alta de 21,1%, fruto
da elevação dos preços durante os nove
primeiros meses do ano.
ProDUÇÃo e venDas
A produção de aço bruto da Usiminas al-
cançou 8 milhões de toneladas em 2008,
7,5% inferior à de 2007, motivada basica-
mente pela parada programada dos altos-
-fornos da usina de Cubatão (entre fevereiro
e maio) e da parada dos altos-fornos da usi-
na de Ipatinga em dezembro. A retração da
demanda provocada pela crise econômica
mundial levou a Companhia a se adequar
às condições do mercado e aproveitar o mo-
mento para a realização de manutenções.
Reflexo desse fenômeno, a produção de
aço bruto no quarto trimestre de 2008 foi
reduzida em 19,8%, em comparação com
o mesmo período do ano anterior e tota-
lizou 1,8 milhão de toneladas. A produção
de laminados também foi menor, alcan-
çando 7,5 milhões de toneladas, com que-
da de 8,3% no comparativo anual.
As vendas totais da Usiminas em 2008 atin-
giram o volume de 7,2 milhões de toneladas,
o que representou uma redução de 10,2%
em comparação com os volumes comercia-
lizados em 2007. A representatividade das
vendas no mercado interno alcançou 83%
do total, superior aos 77% do ano anterior.
mercaDo Interno
A Usiminas manteve a liderança no forneci-
mento de aços planos ao mercado interno,
em 2008, com destaque especial para as
participações nos setores automobilístico,
de autopeças, de máquinas agrícolas e rodo-
viárias, de equipamentos industriais e eletro-
eletrônicos e de tubos de grande diâmetro,
tradicionais focos de atuação da empresa.
A participação de mercado sofreu uma pe-
quena queda, dos 51,5% de 2007 para 49,2%.
Foi comercializado no mercado interno um
total de 5,9 milhões de toneladas, o que
representou queda de 2,7% em relação ao
volume realizado em 2007. Essa retração
é resultado, principalmente, da forte re-
dução da demanda verificada no quarto
Indicadores operacionais - Produção e vendas
toneladas - mil
2004
2005
2006
2007
2008
var. 2008/2007
Produção - aço bruto
8.951
8.661
8.770
8.675
8.022
-7,5%
- Usiminas (Ipatinga/MG)
4.738
4.549
4.616
4.461
4.269
-4,3%
- Cosipa (Cubatão/SP)
4.213
4.112
4.154
4.214
3.753
-10,9%
vendas Físicas (Usiminas+cosipa)
8.062
7.348
7.945
7.990
7.176
-10,2%
- Mercado Interno
5.784
4.947
5.288
6.113
5.949
-2,7%
% Mercado Interno
72%
67%
67%
77%
83%
- Exportações
2.278
2.401
2.657
1.877
1.227
-34,6%
% Exportações
28%
33%
33%
23%
17%
minério de Ferro
- Produção
-
-
-
-
3.816
-
- vendas Físicas
-
-
-
-
3.992
-
Participação da Usiminas por setor (em %)
setor
2007
2008
Automobilístico
59,4
50,2
Autopeças
61,3
60,3
Naval
100,0
100,0
Máquinas Agrícolas e Rodoviárias
92,4
90,3
Equipamentos Industriais
97,0
95,3
Equipamentos Eletrônicos
72,7
70,2
Utilidades Domésticas
35,0
31,6
Recipientes
14,2
12,6
Construção Civil
35,2
38,0
Relaminação
16,7
8,7
Tubos de Pequeno Diâmetro
39,1
36,7
Perfis
99,9
99,8
Distribuição
43,8
41,3
Tubos de Grande Diâmetro
87,7
84,8
Outros
69,8
64,6
total
51,5
49,2
trimestre, especialmente nos setores au-
tomobilístico, de equipamentos eletrôni-
cos, de utilidades domésticas, de tubos de
pequeno diâmetro e de distribuição.
mercaDo externo
As exportações corresponderam a 17% das
vendas totais da Usiminas, em 2008, equi-
valentes a 1,2 milhão de toneladas, 34,6%
menos que o ano anterior. A redução
se explica pela estratégia da empresa de
Relatório Anual 2008
61
60
background image
garantir o atendimento ao mercado in-
terno e pela retração das exportações no
quarto trimestre. O principal destino das
exportações, no ano, foi a Argentina, com
17%. Os EUA respondem por 13%, a Espa-
nha por 12% e o México por 10%.
Principais mercados da Usiminas no exterior - 2008
País
Quantidade
(1.000 t)
Participação
%
Argentina
212
17,3
EUA
157
12,8
Espanha
144
11,7
México
123
10,0
Alemanha
116
9,5
Chile
89
7,3
Coreia do Sul
79
6,4
Taiwan
62
5,1
Tailândia
45
3,7
Vietnã
30
2,4
Outros
170
13,8
total
1.227
100
oUtros negócIos
O ano de 2008 foi altamente positivo para
as empresas especializadas da Usiminas,
com destaque para o setor de bens de capi-
tal, estamparia e acabamento de produtos,
no qual todas as empresas obtiveram cresci-
mento no faturamento líquido e no EBITDA.
bens De caPItal, estamParIa
e acabamento De ProDUtos
Usiminas mecânica
Empregados
8.587
Receita Líquida
R$ 1,21 bilhão
EBTIDA
R$ 170, 35 milhões
Usiparts
Empregados
1.339
Receita Líquida
R$ 267,49 milhões
EBTIDA
R$ 33,98 milhões
Unigal
Empregados
206
Receita Líquida
R$ 247,28 milhões
EBTIDA
R$ 217,89 milhões
A
Usiminas mecânica alcançou uma re-
ceita líquida recorde, superando em 51%
os R$ 804,33 milhões obtidos em 2007.
Entre os principais contratos do ano, des-
tacam-se o fornecimento e a montagem
de equipamentos e estruturas para a
nova fábrica da Alumar, divisão da Alcoa
em São Luís (MA); para a Ponte da Passa-
gem, em Vitória (ES); e para a plataforma
marítima P55.
No segmento de produtos especializa-
dos, a
Usiparts, que se dedica à indus-
trialização e à comercialização de peças
estampadas de aço para a indústria au-
tomobilística, ampliou seus negócios em
2008 ao alcançar uma receita líquida de
R$ 267,49 milhões contra os R$ 202 mi-
lhões de 2007.
A
Unigal, joint venture entre Usiminas e
Nippon Steel para a galvanização de aço
por imersão a quente, ampliou sua capa-
cidade de processamento para 480 mil to-
neladas por ano e elevou sua receita líqui-
da dos R$ 205 milhões obtidos em 2007
para R$ 247,28 milhões em 2008, com uma
margem EBTIDA de 88,1%.
logístIca
mrs logística
Empregados
3.669
Receita Líquida
R$ 2,9 bilhões
EBTIDA
R$ 1,5 bilhão
Usifast
Empregados
693
Receita Líquida
R$ 209 milhões
EBTIDA
R$ 47,5 milhões
rios Unidos
Empregados
392
Receita Líquida
R$ 107 milhões
EBTIDA
R$ 8,3 milhões
No segmento de logística, fundamental
na oferta complementar de transporte de
produtos aos clientes da Usiminas, a
mrs
Desempenho dos Negócios
62
background image
Ao assumir no início de 2008 três diferentes
áreas de mineração, a Usiminas procurou
integrar e ajustar a gestão dessas operações
ao padrão de qualidade da Companhia. Deu
início também a uma grande campanha de
sondagem para identificar com clareza a di-
mensão do ativo minerário disponível. Esse
é o ponto de partida para estabelecer um
planejamento de longo prazo. Em paralelo,
teve início um processo de melhoria das
atividades produtivas, de maneira a maxi-
mizar a utilização dos recursos atualmente
disponíveis. Em 2008, a produção de miné-
rio de ferro alcançou 3.813.651,91 toneladas,
com receita bruta de R$ 319.661.912,59, com
margem EBITDA de 53,39%.
logística, que presta serviços ferroviários
na Região Sudeste do Brasil, continuou a
implementar o plano de expansão de sua
capacidade, com a aquisição de 102 loco-
motivas novas e 2.068 vagões, além da im-
plantação do primeiro trecho do novo Sis-
tema Integrado de Automação e Controle
da Operação e de 18,8 km novos entre du-
plicação de trechos e prolongamento de
pátios.
O setor de logística conta ainda com a
Usi-
fast, que opera o porto seco e obteve re-
ceita líquida de R$ 209 milhões, e a
rios
Unidos, responsável pelo transporte rodo-
viário de aços planos, que teve receita lí-
quida de R$ 107 milhões.
DIstrIbUIÇÃo e servIÇo
Fasal
Empregados
289
Receita Líquida
R$ 676,86 milhões
EBTIDA
R$ 80,49 milhões
Dufer
Empregados
359
Receita Líquida
R$ 267 milhões
EBTIDA
R$ 15,2 milhões
rio negro
Empregados
1.481
Receita Líquida
R$ 913,84 milhões
EBTIDA
R$ 113,67 milhões
mineração
Empregados
743
Receita Líquida
R$ 319,65 milhões
EBITDA
R$ 138,48 milhões
A Usiminas manteve a liderança
no fornecimento de aços planos ao
mercado interno em 2008.
beneficiamento e de comercialização no
mercado interno dos produtos da Usiminas.
A partir deste ano, suas atividades estarão
integradas na unidade de Soluções Usiminas.
Os faturamentos líquidos de Fasal e Rio Ne-
gro foram destaques. A primeira chegou a
R$ 676,86 milhões, contra os R$ 496,68 mi-
lhões de 2007, enquanto a segunda saltou
dos R$ 733,97 milhões do ano anterior para
R$ R$ 913,84 milhões em 2008.
mIneraÇÃo
Montagem de Comporta de Hidrelétrica - Usiminas Mecânica.
Máquina Oxicorte - Usiminas Mecânica.
Fasal, rio negro e Dufer ­ que se unem em
2009 à Zamprogna ­ compõem o braço de
Desempenho dos Negócios
Relatório Anual 2008
65
64
background image
DesemPenho econômIco-FInanceIro
background image
A receita bruta consolidada da Usiminas
foi recorde e totalizou R$ 21,2 bilhões em
2008, superando em 14,4% o ano anterior.
O mercado interno apresentou evolução
de 18,1% e ganhou ainda mais relevância
na formação da receita bruta, responden-
do por 88,6% do total e as exportações
apresentaram retração de 8,3%, em função
do direcionamento das vendas para o mer-
cado interno e da desvalorização média do
dólar de 5,7% no comparativo anual.
DesemPenho econômIco-FInanceIro
do alto-forno 2 e da parada para adequa-
ção do nível de produção do alto-forno 1 da
usina de Ipatinga (MG).
O desempenho poderia ter sido ainda me-
lhor se não ocorresse a redução de 7,4%
no volume comercializado decorrente da
parada programada do alto-forno da usi-
na de Cubatão/SP (de fevereiro a maio)
e da antecipação de junho de 2009 para
dezembro de 2008 da parada programada
A receita líquida atingiu R$ 15,7 bilhões no
ano e apresentou crescimento de 13,6% em
relação a 2007, decorrente, principalmente,
dos melhores preços e mix de produtos co-
mercializados, já que o volume foi menor.
Os produtos laminados a quente e galvani-
zados por imersão a quente e a revenda de
placas foram os que mais contribuíram para
a evolução da receita. A receita líquida por
tonelada de laminados/beneficiados nas
vendas das usinas de Ipatinga e de Cubatão
alcançou R$ 1.991 em 2008, um crescimento
de 23,7% em relação ao ano anterior.
A receita bruta consolidada da Usiminas foi
recorde e totalizou R$ 21,2 bilhões em 2008,
superando em 14,4% o ano anterior.
Relatório Anual 2008
69
background image
No mercado interno, os produtos que se
destacaram na geração de receita em
2008 foram os laminados a quente e os
galvanizados por imersão a quente, placas
e a revenda de placas. No mercado exter-
no, os segmentos que apresentaram cres-
cimento da receita foram os galvanizados
por imersão a quente e as placas.
cUstos Dos ProDUtos
venDIDos e lUcro brUto
Os custos dos produtos vendidos (CPV)
cresceram 8,5% e totalizaram R$ 9,7 bi-
lhões. O valor adicional é decorrente,
principalmente, do reajuste das matérias-
-primas. Também contribuíram os gastos
com mão-de-obra, serviços de terceiros
em reformas e aquisição de placas, cha-
pas grossas e galvanizados de terceiros,
utilizados no processo de produção ou
para revenda.
Os custos fixos incorridos não absorvidos
durante a parada de equipamentos nas
usinas de Cubatão e Ipatinga, no valor de
R$ 54 milhões, foram contabilizados como
despesas operacionais.
DesPesas e receItas oPeracIonaIs
As despesas operacionais totalizaram
R$ 1.030 bilhão, valor 135,8% superior a 2007.
O valor adicional foi de R$ 14 milhões em
função de maiores despesas com serviços
de terceiros.
As despesas gerais e administrativas evoluí-
ram de 1,7% da receita líquida para 1,9%, em
2008, totalizando R$ 303,1 milhões, em fun-
ção de maiores gastos com consultorias. No
entanto, as despesas com a remuneração dos
administradores reduziram-se, de 0,6% para
0,5% da receita líquida na controladora, to-
talizando R$ 40,6 milhões, contra R$ 47,9 mi-
lhões de 2007, enquanto no consolidado as
despesas foram de R$ 76,6 milhões em 2007
e R$ 54,0 milhões em 2008, conforme apro-
vado nas Assembleias Gerais Ordinárias.
Outras receitas e despesas operacionais
apresentaram uma despesa de R$ 419,1
milhões em 2008, contra uma receita de
R$ 122,5 milhões no ano anterior. A diferen-
ça das despesas verificadas em 2008, em
relação às receitas contabilizadas em 2007,
decorre de "créditos" com reversão de con-
tingência fiscal de R$ 221 milhões contabi-
lizadas no ano passado, contra "débito" de
contingências fiscais e trabalhistas de R$
101 milhões contabilizadas em 2008, além
dos custos não absorvidos pela parada dos
altos-fornos, no valor de R$ 54 milhões e pela
reclassificação para esta conta da amortiza-
ção do intangível (ágio dos ativos em empre-
sas controladas) no valor de R$ 100 milhões,
anteriormente contabilizada nas Participa-
ções em controladas e coligadas.
resUltaDo oPeracIonal antes
Das DesPesas FInanceIras (ebIt)
O lucro operacional antes das despesas fi-
nanceiras e participações (EBIT) acumulou
R$ 5 bilhões em 2008, 11,8% acima do lucro
de 2007, resultando numa margem EBIT
de 31,7%, próxima da de 2007 (32,2%).
O EBITDA (lucro operacional antes das des-
pesas financeiras, da participação em so-
ciedades controladas e coligadas, mais
depreciação e adições e exclusões que
não afetam caixa) totalizou R$ 6 bilhões e
a margem EBITDA foi de 38,3%, 2,1 pontos
percentuais superior à alcançada em 2007.
O lucro bruto apresentou expansão de 22,9%
sobre 2007 e alcançou R$ 6,0 bilhões. A sua
relação com a receita líquida correspondeu à
margem bruta de 38,3%, resultado 2,9 pon-
tos percentuais superior à de 2007.
resUltaDo FInanceIro
O resultado financeiro líquido de 2008 foi
uma despesa de R$ 1,2 bilhão, ante a despe-
sa de R$ 6,2 milhões em 2007. Este desem-
penho decorre basicamente das despesas
cambiais de R$ 899 milhões em 2008, ante a
receita cambial de R$ 165,9 milhões em 2007,
por sua vez, reflexo da desvalorização do Real
em relação ao Dólar de 31,9% em 2008 e da
valorização do Real de 17,2% no ano anterior.
Adicionalmente as despesas de juros de fi-
nanciamentos tiveram elevação de R$ 139
milhões em 2008, por conta do aumento
do endividamento e, em atendimento à le-
gislação, foram contabilizados os contratos
de swap pelo valor de mercado, o que gerou
uma despesa de R$ 94 milhões.
PartIcIPaÇÃo em controlaDas
e colIgaDas
O resultado de participações em contro-
ladas foi de R$ 457,9 milhões, superior aos
Relatório Anual 2008
71
70
Desempenho Econômico-Financeiro
background image
R$ Milhões
31/dez/07
31/dez/08
Moeda
Local
Moeda
Estran-
geira
Total
Moeda
Local
Moeda
Estrangeira
Total
Curto Prazo
133.228
457.131
590.359
244.159
876.286
1.120.445
Longo Prazo
841.079
1.567.863
2.408.942 2.340.201
3.732.023
6.072.224
Endividamento Bruto
974.307
2.024.994 2.999.301 2.584.360
4.608.309
7.192.669
Caixa e Aplicações Financeiras
3.410.844
540.093
3.950.937 3.498.995
509.009
4.008.004
Endividamento Líquido
(951.636)
3.184.665
R$ 9,2 milhões de 2007, que tinham o
efeito negativo de R$ 268 milhões relati-
vos à variação cambial de investimentos
no exterior (Ternium R$ 252 milhões). Em
atendimento à Lei nº 11.638/07, a variação
cambial positiva da Ternium, R$ 480 mi-
lhões apurada em 2008, foi contabilizada
diretamente no Patrimônio Líquido, não
afetando o resultado do período.
LucRo Líquido
O lucro líquido consolidado foi de R$ 3,2
bilhões e sua relação com a receita líquida
resultou numa margem líquida de 20,5%
contra os 22,9% de 2007. O acréscimo do lu-
cro operacional compensou parcialmente o
aumento das despesas financeiras. O lucro
por ação correspondeu a R$ 6,58 e o retorno
sobre o patrimônio líquido foi de 25,8%.
PaTRiMônio Líquido
A Usiminas encerrou 2008 com um patri-
mônio líquido consolidado de R$ 15 bilhões,
20,5% superior a 31/12/2007 (R$ 12,5 bilhões).
Esse desempenho decorre do lucro líquido
do exercício.
EndividaMEnTo
Ao final de 2008, a dívida financeira líqui-
da consolidada totalizou R$ 3,2 bilhões,
ocasionada, principalmente, pelo maior
A margem EBITDA foi de 38,3%, resultado 2,1
pontos percentuais superior ao de 2007.
ritmo de investimentos, bem como pela
aquisição da Mineradora J. Mendes, em
fevereiro. Em 2007, a posição financeira do
fechamento do ano foi de uma dívida lí-
quida negativa de R$ 951,6 milhões.
Em 31/12/2008, a relação dívida líquida so-
bre patrimônio líquido era equivalente a
0,2 e a sua relação sobre o EBITDA era de
0,5. A Administração da Usiminas entende
que as condições de dívida e aplicações fi-
nanceiras são adequadas para suportar as
necessidades futuras provenientes de in-
vestimentos, capital de giro e amortização
de dívidas.
O endividamento total consolidado em
31/12/2008 era de R$ 7,2 bilhões (equiva-
lente a US$ 3,1 bilhões), contra os R$ 3 bi-
lhões do final de 2007. Esse crescimento
está relacionado ao ritmo de implantação
dos investimentos e à contratação de fi-
nanciamentos para a execução dos in-
vestimentos planejados para o futuro. Ao
final de 2008, a dívida era composta por
36% de empréstimos/financiamentos em
moeda local e 64% em moeda estrangeira
e, do total, 16% com vencimento no curto
prazo e 84% no longo prazo.
vaLoR adicionado
Indicador que apresenta a capacidade de
geração e distribuição de riqueza para a
sociedade, o Valor adicionado da Usiminas
somou R$ 9,7 bilhões em 2008, 24,6% su-
perior ao de 2007.
Pátio de Embalagens da Laminação a Frio - Usina de Cubatão.
Desempenho Econômico-Financeiro
Relatório Anual 2008
73
72
background image
MERcado dE açõEs
background image
As ações da Usiminas são negociadas nas
Bolsas de Valores de São Paulo (Bovespa),
com os códigos USIM3, USIM5 e USIM6;
Nova Iorque (OTC), como ADR nível 1, com
o código USNZY; e Madri (Latibex) com os
códigos XUSI e XUSIO.
Os papéis da Usiminas integram alguns dos
principais índices de mercado. No Brasil, des-
tacam-se o Índice de Ações com Governança
Corporativa Diferenciada (IGC), o Índice Bra-
sil (IBrX), o Índice Brasil 50 (IBrX-50), o Índice
do Setor Industrial (INDX) e o Índice Mid-Lar-
ge Cap (MLCX). As ações preferenciais classe
"A" (USIM5) participam do Índice Bovespa
(Ibovespa), o mais importante indicador do
desempenho médio das cotações do merca-
do de ações brasileiro, e estiveram entre as
10 companhias de maior peso na carteira te-
órica em 2008. Nos Estados Unidos, partici-
pa do Dow Jones Sustainability World Index
que reúne empresas sólidas, éticas e susten-
táveis que negociam ações na NYSE.
dEsEMPEnho na BovEsPa
As ações ordinárias (USIM3) da Usiminas
encerraram o ano cotadas a R$ 25,85 por
ação e a USIM5 cotada a R$ 26,52 por ação,
com desvalorizações de respectivamente
MERcado dE açõEs
53 e 51% em relação a 2007. No mesmo pe-
ríodo, o Ibovespa registrou queda de 41%.
O volume médio diário de negociação foi
de R$ 150 milhões, o que representou um
aumento de 19% em relação ao ano ante-
rior. No final de 2008, o valor de mercado
da Usiminas era de R$ 13,4 bilhões e o valor
patrimonial por ação (VPA) de R$ 29,65.
O número de acionistas da Usiminas na Bol-
sa de Valores de São Paulo aumentou signi-
ficativamente em 2008, totalizando 61.434.
Em termos percentuais, o total de acionistas
cresceu 56,1% sobre a posição de 31/12/2007.
nysE - nova ioRquE
Em 31/12/2008, as ações da Usiminas PNA ne-
gociadas nos Estados Unidos, como ADR nível
1 "USNZY" ­ mercado de balcão (OTC ­ Over
the Counter) ­ estavam cotadas a US$ 12,05.
LaTiBEx - MadRi
Em 2008, as ações XUSI (preferenciais)
estiveram entre as ações mais negocia-
das (em volume) na Latibex e encerraram
o período com o valor de C 7,92. As ações
XUSIO (ordinárias) terminaram o ano cota-
das a C 7,42.
Resumo do desempenho da usiminas Pna (usiM5) na Bovespa
2004
2005
2006
2007
2008
2008/2007
número de negócios
261.711
356.953
346.813
433.785
937.818
116%
Média Diária
1.051
1.434
1.410
1.771
3.766
quantidade negociada - mil ações
256.886
319.103
270.574
439.341
706.189
61%
Média Diária
1.032
1.282
1.100
1.793
2.836
volume Financeiro - R$ milhões
9.901,6
15.514,2
19.452,0
31.266,6
37.321,1
19%
Média Diária
40
62
79
128
150
cotação Máxima do ano
24,80
31,56
40,18
62,22
95,80
54%
cotação Mínima do ano
10,53
15,38
23,11
31,36
18,65
-41%
cotação unitária Final
23,98
24,71
35,78
54,33
26,52
-51%
valor de Mercado - R$ milhões
12.154,2
12.525,9
18.162,6
27.541,0
13.442,8
-51%
Relatório Anual 2008
77
background image
Mercado de Ações
REMunERação aos acionisTas
A Usiminas distribuiu aos seus acionistas
o total de R$ 1,1 bilhão de dividendos/juros
sobre o capital próprio referentes a 2008,
o que significa aumento de 2% em relação
ao ano anterior e pay-out de 35,3%.
BoniFicação dE açõEs
A Assembleia Geral Extraordinária dos
acionistas da Companhia realizada no dia
29 de abril de 2008 aprovou um aumento
no capital social da Usiminas no valor de
R$ 4,1 bilhões, passando de R$ 8,1 bilhões
para R$ 12,2 bilhões, mediante a capitali-
zação de reservas, com emissão de novas
ações, e o crédito de uma nova ação bonifi-
cada para cada duas ações possuídas.
índicE dow JonEs GLoBaL
dE susTEnTaBiLidadE
Pelo segundo ano consecutivo, a Usiminas
é a única siderúrgica das Américas a inte-
grar o Índice Dow Jones de Sustentabilida-
de, de acordo com comunicado de setem-
bro, do instituto suíço Sustainable Asset
Management (SAM), especializado em
investimentos sustentáveis e responsável
pela metodologia do índice. Oito compa-
nhias brasileiras, de cinco setores diferen-
tes, fazem parte do grupo de 320 empre-
sas listadas no índice. O SAM anunciou
também a inclusão de mais 33 empresas
mundiais. Da lista anterior, 25 empresas
(nenhuma brasileira) foram retiradas.
O DJSI é um dos mais importantes parâme-
tros no mundo para a análise dos investi-
dores socio e ambientalmente responsá-
veis no mundo e existe desde 1999.
RELaçõEs coM invEsTidoREs
A Usiminas procurou ampliar suas ações
de prestação de informações ao mercado
de capitais, sempre com os objetivos de
agregar valor e de atuar com transparên-
cia e qualidade. Por meio da Vice-Presidên-
cia de Finanças, Relações com Investidores
e Tecnologia da Informação, a Companhia
mantém um programa de comunicação
permanente com os acionistas, analistas e
investidores.
Entre os procedimentos permanentes cons-
tam: realização de reuniões públicas, parti-
cipação em encontros com grupos de inves-
tidores nacionais e internacionais, atendi-
mentos telefônicos, atualização constante
de comunicados no website de RI, Relatório
de Sustentabilidade, relatórios de Resul-
tados Trimestrais, teleconferências sobre
resultados e assuntos relevantes e pronta
resposta aos contatos enviados pelo canal
Fale Conosco. Foram realizadas em 2008
seis teleconferências em português e seis
teleconferências em inglês transmitidas ao
vivo pelo site de Relações com Investidores.
A Companhia também promoveu 11 apre-
sentações públicas através da Apimec
(Associação dos Analistas e Profissionais
de Investimento do Mercado de Capitais),
em diversas capitais do País e no interior
de Minas Gerais, com a presença de 880
participantes. Esteve presente em eventos
destinados a investidores individuais, em
três reuniões coordenadas pelo INI (Insti-
tuto Nacional de Investidores), com a pre-
sença de 240 participantes ­ além da Expo
Money, em São Paulo, Belo Horizonte e Rio
de Janeiro, feira destinada à educação fi-
nanceira de pessoas físicas interessadas
em finanças pessoais e na exploração das
diversas modalidades de investimentos.
O Novo Plano de Desenvolvimento 2008/
2014 foi apresentado em julho, em São
Paulo, com transmissão ao vivo pelo site
de Relações com Investidores e tradução
simultânea para o inglês. Em setembro, foi
realizado o Usiminas Day, evento com obje-
tivo de apresentar a Companhia aos inves-
tidores e analistas do mercado de capitais.
outras atividades desenvolvidas pelo Ri em 2008
Reuniões com Investidores na Empresa
515
Reuniões com Investidores pelo Telefone
2.050
Respostas ao "Fale Conosco"
963
Total de Acessos ao Site
78.188
O número de acionistas da Usiminas na
Bolsa de Valores de São Paulo aumentou
significativamente em 2008, totalizando
61.434, um crescimento de 56,1% sobre 2007.
Relatório Anual 2008
79
78
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aTivos inTanGívEis
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aTivos inTanGívEis
nossos valores
CONSISTêNCIA
Crível, estável e firme. Forma sempre a serviço do conteúdo. Perseverança
no objetivo, continuidade na ação, consistência e confiança no resultado.
TéCNICA
O domínio do saber e do fazer. Conhecimento profundo, experiência e destreza
inquestionáveis para executar e solucionar.
CAPRICHO
Olhar particular para o detalhe e para o todo. Encontro do esforço e
da dedicação com a delicadeza e a sensibilidade.
ABERTURA
Amplidão, ausência de obstáculos, transparência. Receptividade à interação e à
integração. Curiosidade e disposição para a construção e realização de ideias.
a usiminas atua em diversos segmentos da
cadeia siderúrgica. Entrega qualidade supe-
rior de produtos e serviços, integra soluções
e traz mais valor para o cliente. Tem um jeito
único de fazer as coisas com capricho. E esse
capricho é o resultado de uma busca contí-
nua pelo essencial, pela perfeição, pelo apri-
moramento em tudo o que faz.
a usiminas domina o aço, das partes ao
todo, desenvolvendo a técnica e aprofun-
dando o conhecimento. simplifica acessos
e processos, equilibra eficácia e eficiência.
A Usiminas utiliza em seus produtos
as mais avançadas tecnologias
siderúrgicas do mundo, mantendo processo
contínuo de aquisição de
novos modelos.
Tem uma atitude aberta e curiosa que impul-
siona uma dinâmica perene de renovação.
Parceiro firme e consistente, a usiminas
pauta relacionamentos pela confiança com-
partilhada com todos os seus stakeholders.
Essa postura garante um posicionamento
único e diferenciado, característico de quem
dedica um olhar atento para as necessida-
des da sociedade e corajoso para os múlti-
plos caminhos que se desenham em direção
ao futuro.
História da marca, elaborado pela consultoria Interbrand
em setembro de 2008.
Relatório Anual 2008
83
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Ativos Intangíveis
A Usiminas possui uma das marcas mais
reconhecidas do País e a 23ª mais valio-
sa da América Latina, segundo estudo de
2008 da consultoria Interbrand. Esse des-
taque é fruto de um histórico de oferta de
produtos de alta qualidade, do domínio
tecnológico e do compromisso com seus
principais públicos, clientes, colaboradores,
fornecedores, acionistas e comunidades. A
marca, como expressão da identidade da
Companhia, precisa evoluir em sintonia
com o novo momento, a nova estratégia, a
nova visão de futuro.
Assim, o processo de renovação da Com-
panhia deveria necessariamente passar
pela revisão da apresentação da Usiminas
ao mercado e à sociedade. O objetivo foi
ampliar as possibilidades de geração de
valor para a Usiminas e, em consequência,
para seus acionistas.
Tendo como premissas o fortalecimento da
corporação, a integração de marcas e a pre-
servação da reputação, a Usiminas fez um
intenso trabalho para construir uma nova
identidade que a diferencie no mercado.
O projeto de branding não se limita a criar
uma nova logomarca, mas sinaliza de forma
enfática que a companhia está avançando
rumo a uma performance mais eficiente
e a uma atuação mais dinâmica, com um
comportamento proativo e contemporâ-
neo, fortalecendo, assim, sua imagem.
Ao lado direito do nome Usiminas, um U
estilizado lembra as panelas da aciaria
que produzem o aço a altas temperaturas.
Aliando simplicidade com robustez, a nova
identidade visual permite também o ino-
vador uso alternado de cinco cores: verde,
azul, vermelho, laranja e roxa. A possibili-
dade de alternância reforça a imagem de
empresa moderna, ágil, maleável e capaz
de transformar a frieza do aço em produ-
tos distintos e adaptados às necessidades
do dia-a-dia. As cores remetem à multipli-
cidade de possibilidades que a Usiminas
proporciona, tanto em termos de produto,
aplicações, indústrias, como em termos de
atitude: fazer de cada detalhe um univer-
so possível.
Os principais impactos esperados da nova
marca são:
· Comunicar de forma clara para todos os
públicos que a empresa está mudando,
se reposicionando, evoluindo.
· Integrar os colaboradores, alinhar com-
portamentos e gerar performance.
· Fortalecer a imagem corporativa e inte-
grar de forma definitiva as empresas do
grupo.
· Demonstrar valor agregado e distanciar
a oferta do conceito de commodity.
· Reafirmar a relevância em um mercado
dinâmico.
· Ampliar a projeção da empresa em âm-
bito global.
· Aumentar o valor da marca e o seu po-
tencial de retorno.
PEsquisa E inovação
A Usiminas utiliza em seus produtos as
mais avançadas tecnologias siderúrgicas
do mundo, mantendo processo contínuo
de aquisição de novos modelos, sobretudo
da Nippon Steel Corporation, com quem
já assinou diversos acordos envolvendo
transferência de tecnologia.
Referência em tecnologia siderúrgica, a
Usiminas é líder, entre as empresas latino-
-americanas, no fornecimento de tecnolo-
gia para empresas nacionais e da América
Latina, realizando atividades de assesso-
ria, treinamento e serviço. Como empre-
sa geradora de inovações tecnológicas, a
Usiminas mantém um sistema de paten-
teamento que é referência na siderurgia
e está na liderança latino-americana em
termos de geração de patentes.
Por reconhecer a inovação como um fator-
-chave para o negócio, a Usiminas criou em
2008 a Diretoria de Pesquisa e Inovação, uma
nova estrutura para dar foco e unicidade a um
processo que acontecia de forma dispersa pe-
los diversos departamentos da empresa.
O foco da nova diretoria é o desenvolvimen-
to de novos produtos e com maior valor
agregado, de aço de alta durabilidade e de
melhorias ambientais. é a busca incessan-
te por novos materiais e processos tecno-
lógicos que impactem o modelo de negó-
cio, tornando-o mais competitivo.
A diretoria atuará em três áreas: transferên-
cia de tecnologia, gestão do conhecimento
e gestão da inovação, com a colocação de
gestores da inovação em cada unidade de
negócio. A perspectiva é de que o investi-
mento na área triplique em três anos, em
relação aos atuais R$ 25 milhões.
Quando alia a perseverança no objetivo e
o domínio do saber e do fazer, tão típico
dos japoneses ­ que se fazem presentes
na Companhia desde a sua fundação -, a
Usiminas está, mais uma vez, evidencian-
do dois de seus valores percebidos e que
deram origem à nova marca: consistência
e técnica.
Ao aportar novos recursos humanos e
materiais para a pesquisa e a inovação, a
Usiminas realimenta a atitude de olhar do
detalhe para o todo, de se esmerar, sempre
receptiva à interação e à integração. São o
capricho e a abertura em ação, mostran-
do que a Companhia está engajada em
criar uma nova cultura. Uma cultura que
respeita e valoriza os quase 50 anos de
uma história bem-sucedida, mas que se
reinventa para que novas energias inter-
nas gerem um salto para um futuro ainda
mais brilhante.
PRêMios E cERTiFicaçõEs
Em 2008, a Usiminas conquistou os se-
guintes prêmios e reconhecimentos:
· Uma das 20 empresas-modelo do País se-
gundo o Guia Exame de Sustentabilidade.
· Segundo lugar na categoria Readers Choice
Awards da Global Reporting Initiative (GRI),
Sala de Desenfornamento de Tiras a Quente - Usina de Ipatinga.
Relatório Anual 2008
85
84
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organização não-governamental interna-
cional que elabora diretrizes para a confec-
ção de relatórios de sustentabilidade.
· Top 5 do setor de infraestrutura do País no
Prêmio Intangíveis Brasil 2008 (PIB 2008).
· 40° lugar no ranking global das 200 em-
presas mais respeitadas, elaborado pelo
Reputation Institute (instituição mun-
dial mais reconhecida no campo do es-
tudo da reputação das empresas).
· Top 10 em Cidadania Corporativa pela re-
vista Gestão & RH, após pesquisa entre
as mil maiores e melhores empresas bra-
sileiras (Critério Exame).
· As Melhores da Dinheiro 2008 - revista
Isto É Dinheiro, premiada na categoria
"Siderurgia e Metalurgia". A classifica-
ção envolveu as 500 maiores empresas
do País e considerou, além do desempe-
nho financeiro, os indicadores de gestão
nas áreas de inovação, responsabilidade
socioambiental, recursos humanos e go-
vernança corporativa.
· Prêmio Qualitas Awards, concedido pela
Fiat aos melhores fornecedores.
· Prêmio Global Supplier of the Year da Ge-
neral Motors na categoria de melhor for-
necedor do setor metálico, conquistado
pela terceira vez consecutiva. O feito ja-
mais havia sido conseguido por qualquer
das empresas que concorrem ao prêmio.
· Prêmio Volkswagen Supply Awards na
categoria Redução dos Custos do Produ-
to. O prêmio coroa um trabalho conjun-
to de vários setores da empresa como
Programação de Produção, Metalurgia,
Logística e Serviço de Atendimento, coor-
denados pela área de Vendas.
· Prêmio Caterpillar em gestão da qualidade e
da pontualidade na entrega dos produtos.
· Prêmio Banas de Excelência em Metrolo-
gia, na categoria Industrial, que conside-
rou aspectos de melhoria contínua, ino-
vação, foco no cliente e resultados dentro
das estratégias.
Em 2008, a Usiminas foi recertificada em
duas importantes normas (OHSAS 18001,
de segurança e saúde ocupacional, e a ISO
14001, de gestão ambiental) e realizou up-
grade na certificação ISO 9001. As certifi-
cações foram concedidas pela DNV (Det
Norske Veritas) ­ entidade que atua na
identificação, avaliação e consultoria para
a gestão de riscos ­ e são mais um ates-
tado do compromisso da Usiminas com
seus públicos. Em sintonia com o ambiente
competitivo e as inovações que afetam sua
gestão empresarial, em dezembro de 2008,
o Sistema de Gestão da Usiminas foi recer-
tificado na norma ISO 9001:2008 pela Det
Norske Veritas (DNV). A Usiminas confirma
seu pioneirismo no campo da qualidade
sendo uma das primeiras empresas e a pri-
meira siderúrgica no Brasil a ser certificada
na versão 2008 dessa norma.
Para saber mais sobre as certificações
da Usiminas, acesse o site: www.usiminas.com
Ativos Intangíveis
Relatório Anual 2008
87
86
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dEsEMPEnho sociaL
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Dois importantes avanços marcaram a
gestão social da Usiminas em 2008. No
âmbito interno, teve início a implantação
de um novo modelo de gestão de recursos
humanos, que privilegia a criação de espa-
ços para o desenvolvimento e a atração dos
talentos necessários para suportar o cres-
cimento da Companhia. Trata-se de uma
profunda mudança comportamental, que
estimula a autonomia, o empreendedoris-
mo, a responsabilização e a meritocracia.
Externamente, criou-se uma nova gover-
nança para o investimento social, cultural e
em esportes. Foram instituídos os Comitês
de Integração com a Comunidade e de Cul-
tura e Esporte para a avaliação dos projetos
a serem incentivados. Assim, os investimen-
tos deixam de ser geridos pontualmente pe-
las unidades e passam a ser feitos de forma
institucionalizada pela Usiminas. A partir de
agora, a empresa passa a ter políticas e cri-
térios claros, priorizando e maximizando os
resultados nas comunidades onde atua.
dEsEMPEnho sociaL
PúBLico inTERno
A Usiminas fechou 2008 com 29.784 em-
pregos diretos no Brasil e expressiva gera-
ção de novos postos de trabalho próprios
em relação aos 25.080 de 2007. Vale desta-
car que em sua área de influência há ain-
da 3.669 funcionários mantidos pela MRS
Logística, da qual participa do controle,
3.455 colaboradores das entidades sociais
instituídas ou apoiadas diretamente pela
Companhia e outros 16.936 trabalhadores
terceirizados. Diante desse contingente, o
principal desafio da Diretoria de Recursos
Humanos tem sido padronizar e equalizar
os processos, de maneira a unificar o tra-
tamento de toda a força de trabalho, inde-
pendentemente da unidade de negócios
ou da empresa em que atue. Esse processo
inclui desde a definição de normas, como
a Política de Mobilidade, até o estabeleci-
mento de benefícios comuns e a criação
de programas integrados, como o de re-
crutamento e seleção.
Teatro Guarany em Santos - Reforma patrocinada pela Usiminas.
Relatório Anual 2008
91
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O crescimento no número de postos de
trabalho deve-se também à incorpo-
ração da atividade de mineração, que
conta com 743 profissionais, além da im-
plantação de novo sistema de jornada
de trabalho para todos os empregados
nas atividades operacionais da empresa,
com a adoção de horários que proporcio-
nam bem-estar sob o aspecto da medici-
na ocupacional, o que resultou em mais
2.134 empregos.
Uma das primeiras ações da Diretoria de
Recursos Humanos em 2008 foi conhe-
cer a opinião dos próprios colaboradores.
A Pesquisa de Clima Organizacional con-
firmou a percepção de que havia muito a
avançar na relação da Usiminas com seus
empregados. O resultado ­ amplamente
divulgado internamente ­ apontou para
um índice de favorabilidade médio de
45%, abaixo do mercado geral (59%) e do
mercado siderúrgico (64%).
Em resposta a esse quadro, algumas me-
didas foram rapidamente implantadas,
como a divulgação mais transparente de
informações de interesse corporativo e a
incorporação de várias iniciativas de des-
burocratização e produtividade. Muitas
delas vieram dos próprios colaboradores
por meio do programa Bolsa de Ideias. O
novo canal direto criado para receber su-
gestões reuniu mais de 12 mil propostas
até o final de 2008. O programa terá pros-
seguimento em 2009.
Para se adequar aos desafios do mercado,
a Usiminas também deu início a um ex-
pressivo processo de rejuvenescimento da
sua força de trabalho, que busca ampliar
as oportunidades de desenvolvimento de
carreira, de maneira a atrair e reter novos
talentos. A adoção em 2008 de programas
voltados à gradual renovação dos quadros
já gerou o crescimento de colaboradores
com menos de cinco anos de empresa.
A fim de abrir espaço à geração de opor-
tunidades de desenvolvimento e à reten-
ção de talentos, a Usiminas definiu como
meta dos 30 principais gestores da empre-
sa identificar e preparar nos próximos três
anos, pelo menos, três sucessores. Busca-
se, assim, assegurar a continuidade da
oferta de capital humano para a condu-
ção do futuro da Companhia, necessária
a qualquer empresa, em especial, àquelas
cujo ciclo de investimento, desde o seu
planejamento até a operação, pode perdu-
rar por quase uma década.
Educação E caPaciTação
Não é de hoje que a Usiminas investe em
programas de capacitação, desenvolvi-
mento e aperfeiçoamento profissional.
Destacam-se os cursos de pós-graduação
(especialização, mestrado e doutorado), que
abrangem temas como gestão, qualidade,
Desempenho Social
Relatório Anual 2008
93
92
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marketing, tecnologia, meio ambiente e
sustentabilidade, sempre realizados por
meio de associações com universidades e
faculdades consideradas referenciais em
relação ao conhecimento especializado.
Esses cursos são abertos à participação de
clientes e fornecedores, enriquecem a tro-
ca de experiências e contribuem para a in-
tegração cada vez maior entre os agentes
da cadeia produtiva. Eles elevaram para
8,4% o total dos empregados da Usiminas
de educação superior com formação com-
plementar.
Vale destacar que nas duas usinas, 100%
do quadro gerencial e 62% do quadro de
nível educacional médio é formado por
empregados desenvolvidos e selecionados
internamente.
Para saber mais sobre as iniciativas de
desenvolvimento profissional da Usiminas
acesse: www.usiminas.com
divERsidadE E iGuaLdadE
dE oPoRTunidadE
A Usiminas não aceita nem promove qual-
quer forma de discriminação, seja por raça,
credo religioso ou político, gênero ou con-
dições físicas. As informações referentes à
raça são as retiradas da Rais (Relação Anu-
al de Informações Sociais) e refletem uni-
camente a livre expressão do empregado.
Todos os colaboradores, independente-
mente de filiação aos sindicatos profis-
sionais, são abrangidos por convenções
e acordos coletivos que dispõem sobre
as relações de trabalho. Esses acordos e
convenções são renovados anualmente
através de livres negociações. Em 2008, a
Usiminas já unificou a linha de negocia-
ção com os diversos sindicatos e os acor-
dos ocorreram dentro do próprio mês de
negociação, um fato inédito, com ganhos
para todos.
Relação entre Maior e Menor
salário (R$)
2007
2008
Geral
64,33
58,31
Maior e Menor salário
Médio, por Gênero
2007
2008
Maior Média para Homens
17.783,13
18.130,21
Maior Média para Mulheres
11.712,78 12.220,71
Menor Média para Homens
717,47
732,03
Menor Média para Mulheres
681,91
703,08
REMunERação E BEnEFícios
A Usiminas busca estar alinhada com as
melhores práticas do mercado em termos
de remuneração de seus colaboradores. O
programa de participação nos lucros e/ou
resultados que atrela uma parcela variável
dos ganhos ao alcance de metas, passou
a incluir um requisito socioambiental em
2008, adequado às características da atua-
ção de cada profissional e área. Também
são oferecidos benefícios, como aposenta-
doria suplementar, alimentação, assistência
social, médica, hospitalar e odontológica,
educação, lazer e esporte. Em 2008, a remu-
neração, somada aos benefícios e encargos
sociais compulsórios, totalizou R$ 1,5 bilhão.
Para saber mais sobre os benefícios oferecidos
pela Usiminas acesse: www.usiminas.com
de participação nos lucros e/ou resultados
elaborados após discussões com sindica-
tos de trabalhadores e comissões de em-
pregados eleitas por colegas em cada uma
das empresas da Usiminas.
sEGuRança
A segurança e a qualidade de vida no tra-
balho são compromissos assumidos por
todos os profissionais da Usiminas, em es-
pecial, por aqueles que exercem cargos de
supervisão. Antes do início dos trabalhos
em atividades industriais, todos participam
PREvidência PRivada
Instituídas com o objetivo de proporcio-
nar benefícios de natureza previdenciária,
a Caixa dos Empregados da Usiminas e
a Fundação Cosipa de Seguridade Social
(Femco) são entidades fechadas de previ-
dência complementar. Além de proporcio-
nar um estável padrão econômico de vida
na fase da aposentadoria, a previdência
complementar também desempenha um
papel importante na busca e retenção de
talentos na Usiminas. Em 2008, 18.444
pessoas foram assistidas pelas duas enti-
dades, que pagaram R$ 317,3 milhões em
benefícios ao longo do ano.
Em conjunto com o serviço social, são de-
senvolvidos programas de preparação para
aposentadoria, envolvendo o empregado
prestes a se aposentar e seus familiares,
abordando aspectos comportamentais
relacionados à aposentadoria e cuidados
com a saúde.
PRoGRaMas PaRTiciPaTivos
Os empregados possuem real participa-
ção acionária (10,13% do capital votante)
na Usiminas S/A, por meio da Caixa dos
Empregados da Usiminas, entidade que
até 2008 recebeu cerca de R$ 56,2 milhões
em dividendos e juros sobre o capital pró-
prio distribuídos aos acionistas.
As metas operacionais, de mercado, am-
bientais e sociais, cujo alcance ou supera-
ção resultam em remuneração adicional,
são estabelecidas por meio de programas
Projeto Museu de Arte Jovem - Cubatão
A Usiminas não aceita nem
promove qualquer forma de discriminação,
seja por raça, credo religioso ou político,
gênero ou condições físicas.
Desempenho Social
Relatório Anual 2008
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de reuniões de curta duração nas quais os
colaboradores, sob a liderança da super-
visão imediata, desenvolvem os Diálogos
Diários de Segurança (DDS). Ali são discu-
tidos riscos e medidas de prevenção a se-
rem cumpridos com relação às atividades
programadas, fortalecendo o compromisso
de cada empregado com a sua segurança e
com a da equipe da qual faz parte.
O Sistema de Gestão Integrada (SGI) es-
tabelece uma política clara que abrange
ações relativas ao meio ambiente, segu-
rança e saúde ocupacional, todas desen-
volvidas sob o acompanhamento on-line,
via rede informatizada interna disponibili-
zada para todos os empregados.
invEsTiMEnTo sociaL,
cuLTuRaL E EsPoRTivo
A Usiminas está empenhada em estreitar
seu relacionamento com as comunidades
em que atua. Com a orientação de comitês,
procura estabelecer uma parceria social,
especialmente nos municípios com baixo
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
Assim, direciona os recursos próprios e in-
centivados para atender às demandas das
localidades e populações que fazem parte
de sua área de influência.
Os integrantes dos comitês têm como res-
ponsabilidades principais a apreciação do
planejamento e do orçamento, a análise
composição do comitê de cultura e Esporte
Delson de Miranda Tolentino (coordenador)
Assessoria de Relações Institucionais
Ana Gabriela Dias Cardoso
Superintendência de Comunicação Social
Denise Brum Monteiro de Castro Vieira
Diretoria de Recursos Humanos
José Alcino Bicalho
Assessoria de Relações Institucionais
Romel Erwin de Souza
Diretoria do Complexo de Ipatinga
Carlos Gaggini
Femco
Eliane Denise Parreiras Oliveira
Usicultura
composição do comitê de integração com
a comunidade da usiminas e Empresas
controladas - cinco
Delson de Miranda Tolentino (coordenador)
Assessoria de Relações Institucionais
Ana Gabriela Dias Cardoso
Superintendência de Comunicação Social
Bruno Lage de Araújo Paulino
Assessoria de Relações Institucionais
Luiz Carlos Bezerra
Assessoria de Relações Institucionais
Genésio Roberto Barreto
Diretoria do Complexo de Ipatinga
Carlos Gaggini
Femco
Colégio São Francisco Xavier - Ipatinga.
Desempenho Social
96
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a Fundação são Francisco xavier em números
Efetivo: 2.827
Médicos pró-labore: 227
Faturamento anual: R$ 152.203.000,00
Faturamento médio mensal: R$ 12.683.583,00
das propostas de projetos culturais, esporti-
vos e institucionais a serem incentivados, a
deifinição dos recursos destinados aos fun-
dos da Infância e do Adolescente e, ainda, o
acompanhamento das ações e a avaliação
do retorno institucional e recomendações.
A Usiminas mantém relacionamento per-
manente com representantes da socieda-
de civil, canalizando anseios e monitoran-
do os impactos das atividades produtivas.
Um destaque é o programa "Painel Con-
sultivo Comunitário" desenvolvido pelo
Centro das Indústrias do Estado de São
Paulo (Ciesp), integrado pela Usiminas e
38 outras empresas. O programa realiza
reuniões mensais com líderes comunitá-
rios, representantes dos poderes públicos
municipais, instituições de ensino, enti-
dades classistas e organizações não-go-
vernamentais, quando as expectativas da
comunidade são metodicamente identifi-
cadas. Em outra frente de articulação com
a sociedade, a Usiminas é protagonista da
Agenda 21 de Cubatão, uma série de pla-
nos de ação e projetos a serem implemen-
tados até 2020 que buscam o desenvolvi-
mento sustentável da cidade.
saúdE
As ações de saúde apoiadas pela Usiminas
são focadas em medicina preventiva. En-
globam programas de promoção de saúde,
de assistência social, de saúde ocupacional
e ainda de assistência médica, odontológi-
ca e hospitalar ­ esse último em regime de
coparticipação nas despesas.
A
Fundação são Francisco xavier oferece
atendimento médico, hospitalar e de diag-
nóstico a 21 municípios da microrregião do
Leste de Minas Gerais. Por meio do Hospi-
tal Márcio Cunha, centro de excelência em
saúde na região, a população tem acesso a
uma avançada estrutura física e excelentes
recursos humanos e tecnológicos. Além do
hospital, o Centro de Odontologia Integrada
desenvolve um extenso programa preventi-
vo que atua no controle de cáries e doenças
gengivais dos seus usuários. Com esse tra-
balho, a Fundação São Francisco Xavier con-
tribui para que Ipatinga apresente um dos
melhores índices de saúde bucal do País.
A operadora de planos de saúde Usisaúde
tem alcance nacional e conta com rede cre-
denciada mais ampla nas seguintes regiões:
Vale do Aço, Metropolitana de Belo Horizon-
te, Pouso Alegre, Vitória, São Paulo e Santos.
As estratégias da Usisaúde para 2009 estão
direcionadas especialmente para o estabele-
cimento de projetos e ações que favoreçam
melhores resultados no Programa de Quali-
ficação da Saúde Suplementar, medido pela
Agência Nacional de Saúde (ANS), e para a
implantação de um programa de gerencia-
mento das doenças crônicas.
Para saber mais sobre as iniciativas de promoção
da saúde da Usiminas acesse: www.usiminas.com
cuLTuRa
Desde 1993, a Usiminas investe em cultu-
ra por meio das leis de incentivo. Nesses 15
anos, o
instituto cultural usiminas (usicul-
tura), apoiou 1,2 mil projetos culturais em
50 municípios, no valor total de R$ 150 mi-
lhões. Somente em 2008, foram destinados
aproximadamente R$ 31 milhões a mais de
220 projetos. O investimento está focado
no desenvolvimento da cadeia produtiva
da cultura: infraestrutura (criação, manu-
tenção, restauração ou revitalização de es-
paços culturais); produção (investimento
em pesquisa de novas linguagens, diversi-
dade cultural e manutenção de grupos ar-
Associação Esportiva e Recreativa Usipa.
Programa Atletas da Natureza - Usipa.
Desempenho Social
Relatório Anual 2008
99
98
background image
tísticos) e formação (artística, de gestores e
produtores culturais e de plateias).
Com números tão expressivos, a Usiminas
já é a maior investidora em cultura em Mi-
nas Gerais, segundo ranking da Secretaria
de Estado de Cultura, e está entre os 10
maiores investidores em cultura no País, de
acordo com dados do Ministério da Cultu-
ra. Em março de 2008, foi inaugurado em
Santos (SP) o Teatro Cosipa Cultura que já
recebeu milhares de pessoas em suas ati-
vidades culturais e permitiu o contato do
público da Baixada Santista com atores
consagrados como Cleide Yáconnis, Irene
Ravache, Paulo Goulart e Nicette Bruno.
42 mil pessoas e 256 escolas públicas e
privadas, universidades, grupos portado-
res de necessidades especiais e grupos de
instituições sociais, das cidades de Antônio
Dias, Braúnas, Caratinga, Coronel Fabricia-
no, Engenheiro Caldas, Governador Valada-
res, Ipaba, Ipatinga, Marliéria, Naque, São
Cândido, Santana do Paraíso e Timóteo (to-
das do estado de Minas Gerais).
Novas cidades participaram das atividades
oferecidas pela Ação Educativa: Mesquita,
Periquito, Coluna, Vale Verde, João Monleva-
de, Vargem Alegre, São Domingos das Dores,
São João do Oriente, Ubaporanga, Lajinha
(todas de Minas Gerais).
de desenvolvimento dos professores, di-
retores e servidores da Secretaria, além do
sistema de acompanhamento das metas
e dos resultados das escolas.
Em paralelo, o programa está sendo ex-
pandido para outras séries e escolas das
redes municipais. As escolas que supera-
ram suas metas serão reconhecidas publi-
camente e suas melhores práticas difun-
didas para toda a rede. Para as escolas de
pior desempenho, o acompanhamento e o
auxílio serão intensificados e os diretores
receberão capacitação.
aPoio ao dEsEnvoLviMEnTo uRBano
A Usiminas desenvolve, por meio de tecno-
logias voltadas à construção civil e suas apli-
cações, soluções construtivas de acordo com
as necessidades e potenciais do mercado.
Como contribuição da empresa para solu-
ções habitacionais, foram desenvolvidos os
Projetos Habitacionais de Interesse Social
adotados por prefeituras e companhias ha-
bitacionais em todo o País. Outras tecno-
logias como "Light Steel Framing" e Perfil
Eletrossoldado ampliam o portifólio de pro-
dutos e soluções técnicas da Usiminas, com
ganhos de produtividade.
cooPERaTivisMo
Em agosto de 2008, a Consul (Cooperati-
va de Consumo dos Empregados da Usi-
minas) completou 45 anos de atividades,
disseminando o cooperativismo na região
do Vale do Aço. Além de assegurar o supri-
mento de bens de consumo e alimentícios,
um dos destaques da atuação da Consul é
sua política de preços adotada como uma
referência local, garantindo qualidade e
competitividade desses bens no varejo.
Com pontos-de-venda que totalizam uma
área de 6.842 m
2
, a cooperativa é aberta
à comunidade e representa significativa
contribuição na arrecadação de impostos
Total de investimentos em cultura - R$ 30 Milhões
investimento por Empresa:
Usiminas - R$ 17 milhões
Cosipa - R$ 11 milhões
Usiminas Mecânica - R$ 1 milhão
Unigal - R$ 300 mil
Fasal - R$ 150 mil
Rio Negro - R$ 450 mil
Rios Unidos - R$ 38 mil
Usiparts - R$ 50 mil
ação EducaTiva
A Ação Educativa foi criada pelo Usicultu-
ra, em 2003, com o objetivo de desenvol-
ver um programa de arte-educação para
a comunidade do Vale do Aço. As ações
propostas visam a intermediar e facilitar a
relação do público com as diversas lingua-
gens artísticas, promovendo a apropriação
e a valorização da cultura. Em 2008, a Ação
Educativa atendeu em seus programas de
difusão cultural e arte-educação mais de
Centro Cultural
Usiminas -
Números em 2008
271 mil pessoas estiveram
presentes nos espaços do Centro
Cultural Usiminas em 2008
Teatro
125 mil pessoas
283 espetáculos
Galeria
105 mil pessoas (aumento de 27
mil pessoas em relação a 2007)
Ação Educativa
do Centro Cultural
Usiminas
256 escolas atendidas
Biblioteca Central
de Ideias
31 mil visitantes
Centro de Formação Profissional - Senai - Usina de Ipatinga.
A Usiminas é a maior investidora em cultura
em Minas Gerais e está entre os 10 maiores
investidores em cultura no País.
aLFaBETização no TEMPo cERTo
O projeto Alfabetização no Tempo Cer-
to, patrocinado com recursos diretos da
Usiminas, é um programa educacional do
Governo de Minas Gerais, através da Se-
cretaria de Educação, sob a coordenação
da Fundação Brava, com o objetivo de que,
até o ano de 2010, todos os alunos de até
8 anos da rede pública de ensino possam
estar alfabetizados (lendo e escrevendo).
Para isso, são aprimorados os programas
Desempenho Social
Relatório Anual 2008
101
100
background image
pelo município de Ipatinga e na geração
de empregos diretos e indiretos. A gestão
autossustentável da Consul a mantém no
topo da lista das cooperativas de consumo
do estado de Minas Gerais e entre as prin-
cipais do Brasil.
posição quando entra em contato com a
terra, a luz ou a água. As sacolas biodegra-
dáveis levam 18 meses para se decompo-
rem totalmente, um período quase cem
vezes menor que o do plástico tradicional,
que chega a demorar cem anos para sumir
do meio ambiente.
EsportE
Em 2008, a Usiminas também passou a
investir em projetos esportivos utilizan-
do os benefícios da Lei do Esporte. Foram
direcionados R$ 5,65 milhões em diversas
modalidades, com destaque para os patro-
cínios ao Esporte Clube Pinheiros, Minas
Tênis Clube, Comitê Paraolímpico Brasi-
leiro, Associação Esportiva Janeth Arcain e
Associação de Judô Rogério Sampaio. Com
recursos próprios, apoiou o clube de fute-
bol Ipatinga Futebol Clube.
Em linha com a política de investimentos
da Usiminas na comunidade, em 2008 o
Comitê de Cultura teve suas atribuições
alteradas para incluir a análise de projetos
esportivos. Com essa ação, os investimen-
tos deixam de ser geridos pontualmente
pelas unidades e passam a ser feitos de for-
ma institucionalizada pela Usiminas. A par-
tir de agora, a empresa passa a ter políticas
e critérios claros de investimento cultural e
esportivo, sempre priorizando as manifes-
tações das comunidades onde atua.
Por entender que o futebol é a grande pai-
xão esportiva do brasileiro e que os clubes
locais são uma importante opção de lazer,
a Usiminas patrocinará quatro equipes
profissionais em 2009: o Ideal e o Itaúna,
que disputam o Módulo II do Campeonato
Mineiro; o Ipatinga que está na mesma di-
visão mineira e na Série B do Campeonato
Brasileiro; e o Social, de Coronel Fabriciano,
que está na elite de Minas Gerais. Todos
são clubes de comunidades com a presen-
ça da Usiminas.
A Consul firmou, em 2008, um convênio
com a Prevsaúde, empresa especializada
na administração de programas de be-
nefícios de medicamentos. O objetivo é
promover o uso racional e a redução de
custos. Com a parceria, qualquer pessoa,
cooperada ou não, pode adquirir os me-
dicamentos cadastrados com descontos
que variam entre 30% e 45%, desde que
possua um dos planos de saúde convenia-
dos ou que receba de seu médico um dos
cartões do programa.
Em abril de 2008, as lojas da Consul subs-
tituíram as sacolas plásticas convencio-
nais por modelos produzidos com mate-
rial oxibiodegradável, menos agressivo ao
meio ambiente. Essas sacolas contêm um
aditivo que acelera o processo de decom-
Relatório Anual 2008
103
background image
DEsEmpEnho AmbiEntAl
background image
A Usiminas quer ser uma das melhores
empresas de Minas Gerais e uma das lí-
deres do País em gestão ambiental. Nesse
sentido, novas políticas e iniciativas passa-
ram a ser adotadas a partir de 2008 para
alçar a Companhia a um novo patamar de
compromisso quanto ao controle e à redu-
ção dos impactos da operação.
Vale destacar que a responsabilidade ambien-
tal sempre fez parte do modo de trabalhar da
Usiminas. Desde 1996, o Sistema de Gestão
Ambiental é certificado com a ISO 14001, à
época, inédita na siderurgia brasileira. Esse
compromisso com a qualidade ambiental
vem sendo reafirmado com sucessivas recer-
tificações em 1999, 2002, 2005 e 2008.
Ao longo do tempo, a gestão ambiental foi
conduzida de forma isolada pelas usinas
e empresas do grupo. Agora começa a ser
unificada. A medida representa um gran-
de avanço em termos de visão sistêmica
e de planejamento de ações conjuntas e
sinergias. Possibilita, sobretudo, o estabe-
lecimento de estratégias de médio e lon-
go prazos. Para tanto, foi criada em 2008,
a Assessoria de Apoio ao Meio Ambiente e
Sustentabilidade, vinculada à Presidência.
A nova estrutura também responderá pela
condução de iniciativas tradicionais da Usi-
minas, como o Projeto Xerimbabo, criado
em 1984, levando seus cursos, seminários,
palestras, exposições e várias outras ações
de educação ambiental a um público diver-
sificado. O projeto foi inserido no calendário
escolar das regiões Leste, Zona da Mata e
Nordeste de Minas Gerais. Em 2008, a Com-
panhia investiu R$ 581 mil no Projeto Xerim-
bado e beneficiou mais de 600 escolas.
Para saber mais sobre a Gestão Ambiental da
Usiminas, acesse o site: www.usiminas.com
DEsEmpEnho AmbiEntAl
Compromissos ArrojADos
O Plano de Investimentos, que prevê a ins-
talação de uma usina em Santana do Paraí-
so e a construção de um novo aeroporto no
município de Bom Jesus do Galho, ambos
no Vale do Aço, em Minas Gerais, avançou
em 2008 principalmente nos procedimen-
tos para a obtenção de licenciamento am-
biental. Mesmo antes da obtenção da licen-
ça, a Usiminas se antecipou e firmou junto
ao Ministério Público de Minas Gerais sua
responsabilidade na conservação do Par-
que Estadual do Rio Doce, a maior reserva
de Mata Atlântica do Estado. As medidas
incluem educação ambiental, apoio à fisca-
lização, monitoramento, estudo da fauna e
da flora, além do combate a incêndios.
O projeto do aeroporto traz consigo uma
série de ações para promover o desenvol-
vimento sustentável da região. Entre elas,
destaca-se o apoio ao ordenamento do
uso e ocupação do solo, o estímulo à cria-
ção de áreas de preservação permanente,
à introdução de práticas agropecuárias
sustentáveis e a elaboração do zoneamen-
to ecológico econômico e colaboração no
plano diretor de Bom Jesus do Galho e
Pingo D'água. A estimativa é que haja um
incremento na qualidade de vida da região,
que atualmente tem Índice de Desenvol-
vimento Humano (IDH) de apenas 0,65 ­
abaixo da média nacional que é de 0,80.
Para viabilizar esses avanços, a Usiminas
associou-se ao Instituto BioAtlântica (IBio),
que se dedica à conservação ambiental e
ao desenvolvimento sustentável das áreas
de Mata Atlântica, um dos biomas mais
ameaçados do planeta e do qual restam
apenas 7% da cobertura florestal original.
A inédita parceria agregará à Usiminas a
expertise necessária para atuar na promoção
de práticas sustentáveis entre as comuni-
Área Interna da Usina de Ipatinga.
Relatório Anual 2008
107
background image
Desempenho Ambiental
dades da Bacia do Rio Doce, visando à recu-
peração da Mata Atlântica e à melhoria da
qualidade de vida local. A bacia, que se divi-
de entre os estados de Minas Gerais (86%
da área) e Espírito Santo (14%), é considera-
da uma das mais degradadas do Brasil. A re-
gião teve 90% de sua área transformada em
pastagens de baixa produtividade. Ali vivem
pequenos produtores que utilizam práticas
agropecuárias pouco eficientes e incompatí-
veis com a conservação do meio ambiente.
Em junho de 2008, a Usiminas adquiriu
uma área em Itaguaí, no sul do litoral flumi-
nense, considerada um dos maiores passi-
vos ambientais do estado do Rio de Janeiro.
O lago tóxico, com 390 mil m
3
de efluentes
líquidos, foi abandonado em 1998 e encon-
tra-se localizado ao lado da Baía de Sepetiba.
A Usiminas assumiu o compromisso de des-
contaminar o local, onde será construído um
porto para exportação de minério de ferro. O
custo estimado da recuperação ambiental é
de R$ 40 milhões.
Todos os processos introduzidos nas ativi-
dades produtivas da Usiminas ou modifica-
dos são licenciados pelos órgãos ambientais
competentes em atendimento aos requisitos
legais e regulatórios. Com relação ao projeto
de expansão em Ipatinga, a usina obteve a li-
cença prévia e de instalação da ampliação da
Laminação de Tiras a Quente e cumpriu, den-
tro do cronograma, todas as condicionantes
para a implantação da Coqueria 3.
Gestão dos impactos
Na Usiminas, os impactos ambientais mais
significativos são os decorrentes das ativi-
dades siderúrgicas das usinas de Cubatão
e Ipatinga. Esses efeitos possuem gerencia-
mento específico e o seu acompanhamento
proporciona o desenvolvimento de um pro-
cesso de melhoria contínua, que considera
parâmetros e metodologias diferenciadas,
em função das legislações específicas dos
estados onde as usinas estão estabelecidas.
Os principais impactos ambientais, em
potencial do processo siderúrgico na at-
mosfera são materiais particulados, óxi-
dos de enxofre e de nitrogênio e compos-
tos orgânicos voláteis. Na água, os even-
tuais impactos são alterações de pH e de
temperatura, a presença de amônia, sóli-
dos suspensos, cianeto, fenol, óleos e gra-
xas e alterações na demanda de oxigênio.
Os principais resíduos sólidos são escórias,
lamas, borras oleosas, sucatas ferrosas e
pós-oriundos do processo siderúrgico.
Em 2008, a Usiminas registrou impactos
compatíveis com os padrões legais brasi-
leiros e internacionais. A usina de Cuba-
tão apareceu em 2008 numa lista das
indústrias paulistas campeãs em emissão
de gás carbônico (CO
2
), o principal gás de
efeito estufa. Consciente de que a gera-
ção de CO
2
é característica do processo
siderúrgico, a Companhia reafirmou seu
compromisso com a redução do impacto
ambiental de suas atividades. Nos últimos
10 anos foram investidos US$ 336 milhões
em gestão e equipamentos de controle
ambiental, aliados à substituição do con-
sumo de óleo combustível por gás natural,
que tem um fator de emissão 20% menor,
e à substituição de caldeiras por outras de
alta eficiência.
materiais
Os principais materiais usados pelas duas
usinas siderúrgicas da Usiminas para a pro-
dução são matérias-primas (minérios, mine-
rais fundentes e ferro ligas) e as associadas
ao beneficiamento (óleos e graxas). São re-
cursos não renováveis que totalizam volu-
mes da ordem de 13,5 milhões de toneladas
anuais, além de materiais provenientes de
processos de reciclagem. Esse volume repre-
sentou uma redução de 2,59% em relação a
2007, apesar do aumento da produção.
resíduos sólidos
Em decorrência das características do pro-
cesso siderúrgico, a geração de resíduos
sólidos está presente de forma significati-
va nas atividades das usinas de Ipatinga e
Cubatão.
As duas usinas adotam um Programa de
Gestão de Resíduos Sólidos baseado na
filosofia dos 4 Rs: Reduzir, Reutilizar, Re-
ciclar e Recuperar. A sua redução é uma
meta constante e os resíduos gerados são
ou reciclados nos processos produtivos, ou
comercializados com empresas licenciadas
pelos órgãos licenciadores e de fiscalização
das posturas ambientais, ou armazenados
em aterros próprios rigorosamente con-
trolados, aguardando aplicação futura.
Área de Preservação Ambiental - Cubatão.
inDiCADorEs DE ConsUmo DE mAtEriAis (t)
UsiminAs (ipatinga)
CosipA (Cubatão)
2007
2008
2007
2008
8.085.900
8.384.780
6.588.706
6.565.316
UsiminAs mECâniCA
UsipArts
UniGAl
2007
2008
2007
2008
2007
2008
105.360
116.215
549.240
631.620
9.736,80
9.068,70
mrs
UsiFAst
Usiroll
2007
2008
2007
2008
2007
2008
0,00
0,00
0,00
0,00
18,40
15,50
DUFEr
rio nEGro/rios UniDos
FAsAl
2007
2008
2007
2008
2007
2008
109.620
119.600
360.885
336.886
0
470
Obs.: Não há matérias-primas incorporadas aos produtos da mineração.
mAtEriAis rECiClADos (t)
UsiminAs (ipatinga)
CosipA (Cubatão)
2007
2008
2007
2008
1.098.202
1.141.378
1.194.077
1.041.399
UsipArts
rio nEGro/rios UniDos
2007
2008
2007
2008
15.230
16.753
545
922
Obs.: Usiminas Mecânica, Unigal, MRS, Usifast, Usiroll, Dufer e Mineração não utilizam materiais provenientes de reciclagem.
Relatório Anual 2008
109
108
background image
As principais aplicações dos resíduos co-
mercializados são a utilização como maté-
ria-prima para a indústria de cimento, las-
tro de vias férreas, material granular para
sub-base e base de pavimentação rodoviá-
ria, dentre outras. A comercialização desses
resíduos em 2008 resultou em receitas de
R$ 292 milhões para as duas usinas.
Em 2008, a geração de resíduos sólidos
em Ipatinga totalizou 3.519.736 tonela-
das, ou seja, uma geração específica de
824,49 kg/tonelada de aço bruto produ-
zido. Em Cubatão, a geração de resíduos
sólidos foi de 3.049.647 toneladas, equi-
valente à geração específica de 785,19
kg/tonelada de aço bruto produzido, um
crescimento em relação a 2007 (762,87
kg/t de aço bruto).
Nas unidades cuja atividade principal é
a metalurgia, a geração característica de
resíduo é a de sucata de aço reciclada nas
unidades siderúrgicas que representa cer-
ca de 98% do peso dos resíduos gerados
nessas empresas.
recursos hídricos
A atividade siderúrgica necessita de um
grande volume de água para o resfria-
mento de equipamentos e produtos, com
grandes perdas por evaporação. A Usimi-
nas busca reduzir seu consumo de água
por meio da recirculação e da otimização
do uso. Graças aos seus 20 centros de
recirculação, o índice médio de água re-
aproveitada em suas unidades chegou a
93% em 2008.
A usina de Ipatinga utiliza somente água
doce em seus processos produtivos, cap-
tada do Rio Piracicaba (outorga para
51.964.767 m
3
/ano). Já a de Cubatão cap-
ta água doce nos rios Mogi (outorga para
14.016.000 m
3
/ano), Quilombo (outorga
para 14.454.000 m
3
/ano) e seus afluentes
e água salobra do rio Morrão (não há ne-
cessidade de outorga).
As três minas do negócio de mineração
captaram, em 2008, 2.413.861,30 m
3
de
água. No ano, o volume de água recicla-
da e reutilizada alcançou 3.388.396,35 m
3
.
Unigal, Usiminas Mecânica e Usirrol utili-
zam água captada pela usina de Ipatinga.
A Fasal, além de adquirir de concessionária
local, capta de dois poços artesianos: Santa
Luzia (5.152 m
3
/ano) e Cachoeirinha (2.375
m
3
/ano). As demais empresas utilizam
água de concessionária local.
Todos os licenciamentos ambientais e outor-
gas de captação e uso de água pela Usimi-
nas estão disponíveis, de forma detalhada,
no site da empresa (www.usiminas.com).
Desempenho Ambiental
Relatório Anual 2008
111
110
background image
Efluentes
Os impactos na geração de efluentes hí-
dricos da Usiminas são minimizados por
meio de elevados investimentos na me-
lhoria dos processos produtivos e em es-
Usina de ipatinga - Valores médios dos Efluentes hídricos monitorados no Emissário Geral
parâmetros
Amônia
(mg/l)
Cianeto
(mg/l)
Fenóis
(mg/l)
sólidos
suspensos
(mg/l)
Óleos e
Graxas
(mg/l)
ph
DQo* (mg/l)
Padrão Legal -
COPAM
5
0,2
0,2
60
20
6,0 a 9,0
90
Média em 2004
2,05
0,06
0,002
39,69
3,11
7,5
5,44
Média em 2005
2,41
0,065
0,003
53,24
3,1
7,35
5,51
Média em 2006
3,33
0,09
0,001
46,8
3,05
7,36
5,44
Média em 2007
3,25
0,083
0,003
47,47
3,47
7,33
9,54
Padrão Legal -
COPAM**
20
0,2
0,5
100
20
6,0 a 9,0
180
Média em 2008
3,13
0,128
0,003
45,9
2,71
7,31
17,39
*Demanda Química de Oxigênio.
**Alteração do padrão legal em função da DN Conjunta Copam/CERH ­ MG nº 01/08 em substituição à DN Copam nº 10/86.
tações de tratamento próprias. Os proces-
sos de tratamento incluem decantação,
floculação e filtragem, garantindo que o
material devolvido está rigorosamente
dentro das especificações dos organismos
reguladores.
Usina de ipatinga - Estação de tratamento de Efluentes da Galvanização Eletrolítica
parâmetros
Abs*
(mg/l)
Cromo
hexava-
lente
(mg/l)
Cromo
triva-
lente
(mg/l)
DQo
**
(mg/l)
Ferro
solúvel
(mg/l)
Óleo
(mg/l) ph
ss
(mg/l)
níquel
(mg/l)
sV 60
***
(mg/l)
Zinco
(mg/l)
Padrão Legal -
COPAM
0,5
0,5
90
10
20
6,0
a
9,0
60
1
1
5
Média em 2004
0,02
0,05
0,05
2,97
0,11
2,62
7,37
18,5
0,05
0,5
2,74
Média em 2005
0,01
< 0,05
0,05
2,15
0,1
2,27
7,21
19,44
0,05
1,06
2,71
Média em 2006
0,01
0,05
0,05
2,69
0,13
1,93
7,16
13,4
0,05
0,25
2,37
Média em 2007
0,005
0,05
0,05
4,73
0,14
2,12
7,35
8,29
0,05
0,1
1,67
Padrão Legal -
COPAM ***
0,5
0,5
180
10
20
6,0
a
9,0
100
1
1
5
Média em 2008
0,032
0,07
0,35
24,28
0,24
1,58
7,25
7,95
0,67
< 0,10
2,29
* ABS = Agentes Tensoativos Detergentes.
** Demanda Química de Oxigênio.
*** Volume Sedimentável em 60 minutos, em mililitros por litro.
**** Alteração do padrão legal em função da DN Conjunta Copam/CERH ­ MG nº01/08 em substituição à DN Copam nº 10/86.
Usina de Cubatão - Valores médios dos Efluentes hídricos monitorados no Emissário "A"
parâmetros
Amônia
(mg/l)
Cianeto
(mg/l)
Fenóis
(mg/l)
material
sedimentável
(mg/l)
Óleos e
Graxas
(mg/l)
ph
Dbo*
(mg/l)
Padrão Legal -
CONAMA
20
0,2
0,5
1
20
5,0 a 9,0
60
Média em 2004
1,7
0,04
0,1
0,16
15,2
7,3
7,4
Média em 2005
1,8
0,014
0,1
0,1
16,2
7,2
6,3
Média em 2006
2,1
0,01
0,05
0,1
14,7
7,1
3,8
Média em 2007
2,5
0,0048
0,0078
0,1
9,17
7,5
9,25
Média em 2008
4,3
0,0064
0,0057
0,09
6,58
7,0
4,4
* Demanda Biológica de Oxigênio.
Usina de ipatinga - Valores médios dos Efluentes hídricos monitorados junto às Estações de tratamento
parâ-
metros
Estação de tratamento biológico
Estação de tratamento de
resíduos oleosos
Estação de neutralização
de Ácidos
DQo*
(mg/l)
Fenóis
(mg/l)
Amônia
(mg/l)
Óleo
(mg/l)
sólidos
sus-
pensos
(mg/l)
ph DQo*
(mg/l)
Óleo
(mg/l)
ph
sólidos
sus-
pensos
(mg/l)
sV60**
(mg/l)
Ferro
solúvel
(mg/l)
ph
sóli-
dos
sus-
pen-
sos
(mg/l)
sV60**
(mg/l)
Padrão
Legal -
COPAM
90
0,2
5
20
60 6,0 a
9,0 90
20 6,0 a
9,0
60
1
10
6,0 a
9,0
60
1
Média em
2004
86,42 0,008
0,2
11,43 41,63 7,77 ND
10,55 7,15
21,2
0,11
0,38 7,44 18,49 0,38
Média em
2005
92,53 0,008 0,51
7,86 47,48 7,75 ND
9,95 7,05 20,31
0,73
0,44 7,51 20,34 0,24
Média em
2006
79,89 0,01
0,58
8,66 43,92 7,61 18,8
9,27 7,07 19,71
0,12
0,32 7,16 17,9
0,16
Média em
2007
120,63 0,013
1,08
12,11 80,96 7,64 56,59
7,9
7,26 21,67
0,1
0,32 7,43 23,71
0,21
Padrão
Legal -
COPAM***
180
0,5
20
20
100 6,0 a
9,0 180
20 6,0 a
9,0
100
1
10
6,0 a
9,0 100
1
Média em
2008
101,11 0,009 0,62
4,38 68,12 7,87 127,38 8,57 7,23 18,09 < 0,10 0,43 8,03 34,7
0,1
* Demanda Química de Oxigênio.
** Volume Sedimentável em 60 minutos.
*** Alteração do padrão legal em função da DN Conjunta Copam/CERH ­ MG nº 01/08 em substituição à DN Copam nº 10/86.
Desempenho Ambiental
Relatório Anual 2008
113
112
background image
Usina de Cubatão - Valores médios dos Efluentes hídricos monitorados no Emissário "b"
parâmetros
Amônia
(mg/l)
Cianeto
(mg/l)
Fenóis
(mg/l)
material
sedimentável
(mg/l)
Óleos e
Graxas
(mg/l)
ph
Dbo*
(mg/l)
Padrão Legal -
CONAMA
20
0,2
0,5
1
20
5,0 a 9,0
60
Média em 2004
6,4
0,18
0,1
0,25
16
7,6
18,9
Média em 2005
8,1
0,02
0,1
0,2
17
7,6
13,4
Média em 2006
4,5
0,01
0,05
0,1
17
7,1
10,5
Média em 2007
4,87
0,01
0,026
0,21
11,18
7,7
33,26
Média em 2008
8,0
0,01
0,01
0,18
7,95
7,5
17,5
* Demanda Biológica de Oxigênio.
Usina de Cubatão - Valores médios dos Efluentes hídricos monitorados no Emissário "C"
parâmetros
Amônia
(mg/l)
Cianeto
(mg/l)
Fenóis
(mg/l)
material
sedimentável
(mg/l)
Óleos e
Graxas
(mg/l)
ph
Dbo*
(mg/l)
Padrão Legal -
CONAMA
20
0,2
0,5
1
20
5,0 a 9,0
60
Média em 2004
2,33
0,039
0,09
0,15
14,5
7,4
8,1
Média em 2005
2,6
0,01
0,1
0,13
16,2
7,1
6,3
Média em 2006
2,9
0,01
0,06
0,1
15,4
7,3
3,7
Média em 2007
3,7
0,0058
0,0055
0,11
8,97
7,55
10,17
Média em 2008
5,6
0,01
0,002
0,12
6,8
7,4
6,5
* Demanda Biológica de Oxigênio.
Emissões Atmosféricas
O acompanhamento da qualidade do ar
na área interna e circunvizinha aos com-
plexos siderúrgicos-metalúrgicos da Usi-
minas é realizado nas fontes e por meio de
estações de monitoramento instaladas na
comunidade, que avaliam a performance
dos equipamentos e processos de controle
das emissões atmosféricas.
Os poluentes medidos variam de acordo
com o processo, sendo os principais, mate-
rial particulado e os gases exaustos (SO
2
,
NO
2
, CO e CO
2
), medidos após os proces-
sos de queima de combustíveis. Nesses
processos a usina dispõe de medidores
contínuos de gases SO
2
, NO
2
e CO, que pos-
sibilitam a tomada de ação imediata para
controle das emissões.
Para o controle das emissões atmosféricas
nas fontes, a empresa dispõe de filtros de
manga, precipitadores eletrostáticos e la-
vadores de gás, localizados principalmen-
te nas áreas de siderurgia. Durante a esto-
cagem e o manuseio das matérias-primas
são empregados sprays d'água que mini-
mizam a geração de pós, evitando o seu
carregamento pelos ventos.
O gerenciamento da qualidade do ar na
região do complexo siderúrgico de Ipatinga
é feito por meio do monitoramento atra-
vés de seis estações instaladas nos bair-
ros Bom Retiro, Castelo, Cariru, Bairro das
Águas, Escritório Central e Novo Cruzei-
ro. A avaliação da qualidade do ar utiliza
um modelo matemático de avaliação da
dispersão de poluentes denominado Bre-
eze, que permite a análise imediata das
condições de dispersão. O Cinturão Verde
na área do complexo é dez vezes maior
do que o recomendado pela Organização
Mundial de Saúde.
Desempenho Ambiental
Relatório Anual 2008
115
114
background image
A usina de Cubatão foi a primeira do polo
industrial a instalar o monitoramento das
emissões de suas chaminés on-line com a
Companhia de Tecnologia e Saneamento
Ambiental de São Paulo (Cetesb/SP), visan-
do acompanhar continuamente as fontes
potenciais de emissões atmosféricas da
usina. O acompanhamento é realizado
por meio da avaliação da performance de
62 equipamentos de proteção ambiental
e por meio do controle de processos e do
monitoramento de 45 fontes fixas, cujos
resultados atendem aos padrões legais.
Além disso, 14 dessas fontes são monitora-
das continuamente por meio de opacíme-
tros, aparelhos que medem os coeficientes
de absorção luminosa dos gases emitidos.
A Usiminas aderiu ao compromisso de
que todo investimento feito na unidade
de Cubatão tem que gerar uma melhora
ambiental de 10%.
Ainda em Cubatão, a instalação da Turbi-
na de Topo do Alto-Forno 2 (que gera 11,7
MWh de energia elétrica) resulta numa
redução estimada de 50.161 t/ano de CO
2
,
considerando a queima de gás natural que
ocorreria para gerar essa energia.
Usinas - Emissões Atmosféricas
ipatinga
Cubatão
2007
2008
2007
2008
Compostos Orgânicos Voláteis (mg/m
3
)
2,02
0,29
NA
NA
Materiais Particulados (mg/Nm
3
)
39,3
36,18
43,73
30,2
SOx (mg/Nm
3
)
210,81
223,58
49,82
29,9
NOx (mg/Nm
3
)
68,23
136,06
15,41
22,9
Zinco (mg/Nm
3
)
0,27
0,69
NA
NA
Partículas Inaláveis (mg/Nm
3
)
ND
ND
36
32,5
UniGAl - Emissões Atmosféricas monitoradas junto às Fontes
local
parâmetros
padrão
legal
média
2004
média
2005
média
2006
média
2007
média
2008
Forno de
Recozimento
Contínuo
Material Particulado
(mg/Nm
3
)
50
38,14
28,40
29,14
16,80
31,50
SO2 (mg/Nm
3
)
800
485,47
277,28
307,40
41,60
510,40
Zinco (mg/Nm
3
)
50
0,63
0,25
0,001
ND*
ND*
Forno
Galvannealing
Material Particulado
(mg/Nm
3
)
50
18,28
2,54
1,85
2,51
4,10
SO2 (mg/Nm
3
)
800
1,14
7,81
2,86
1,60
9,60
Zinco (mg/Nm
3
)
50
1,47
0,06
0,203
0,03
0,10
Exaustão da
Cromatização
Material Particulado
(mg/Nm
3
)
50
8,92
3,66
1,63
2,51
**
Cromo (mg/Nm
3
)
5
ND
0,001
0,001
0,03
**
Secador da
Cromatização
Matterial Particulado
(mg/Nm
3
)
50
6,19
1,70
2,50
2,82
**
Cromo (mg/Nm
3
)
5
ND*
ND*
0,01
0,03
**
* ND: Não Detectado
** Monitoramento interrompido em 2008, conforme Ofício nº 861/2008 emitido pela FEAM/MG - Fundação Estadual de Meio Ambiente.
Usina de Cubatão - monitorações das Emissões Atmosféricas junto às Fontes
parâmetros
Alto-Forno 1
Alto-Forno 2
materiais
particulados
mg/nm
3
so2
mg/nm
3
no2
mg/nm
3
materiais
particulados
mg/nm
3
so2
mg/nm
3
no2
mg/nm
3
Padrão Legal
75
2.500
100
75
2.500
100
Média em 2004
23,58
20,35
14,12
27,86
96,90
ND
Média em 2005
21,55
62,20
1,60
26,54
2,50
1,75
Média em 2006
20,71
21,51
7,28
16,34
48,16
4,70
Média em 2007
17,70
7,56
28,10
17,60
95,80
1,74
Média em 2008
17,56
69,87
49,34
32,93
78,65
17,80
Usina de Cubatão - monitorações das Emissões Atmosféricas junto às Fontes
parâmetros
sinterização 2
sinterização 3
materiais
particulados
mg/nm
3
so2
mg/nm
3
no2
mg/nm
3
materiais
particulados
mg/nm
3
so2
mg/nm
3
no2
mg/nm
3
Padrão Legal
75
2.500
100
75
2.500
100
Média em 2004
23,58
20,35
14,12
27,86
95,90
37,00
Média em 2005
67,50
266,00
60,50
46,60
323,00
34,00
Média em 2006
79,80
262,80
37,24
44,76
262,80
37,24
Média em 2007
49,70
262,80
1,85
60,90
223,40
1,80
Média em 2008
*
*
*
51,33
191,05
78,09
Obs.: As atividades da Sinterização 1 foram interrompidas em 2008.

* Por motivos operacionais, não realizamos o monitoramento na Sinterização 2 em 2008.
Desempenho Ambiental
Relatório Anual 2008
117
116
background image
Usiminas mecânica - monitoramento das Emissões Atmosféricas junto às Fontes
Fontes
padrão legal
média
em
2006
média
em
2007
média
em
2008
Cabine de Pintura - Chaminé I
Material Particulado - Fontes Fixas
e Fugitivas
150 mg/Nm
3
10,45
7,49
14,18
Compostos Orgânicos Voláteis - VOC
100 mg/Nm
3
8,08
6,45
12,31
Metais Pesados - Fontes Fixas
5 mg/Nm
3
3,13
0,14
0,08
Cabine de Pintura
- Chaminé II
Material Particulado - Fontes Fixas e
Fugitivas
150 mg/Nm
3
9,69
6,37
47,18
Compostos Orgânicos Voláteis - VOC
100 mg/Nm
3
9,57
5,30
7,21
Metais Pesados - Fontes Fixas
5 mg/Nm
3
3,37
0,14
0,08
Cabine de Pintura
- Chaminé III*
Material Particulado - Fontes Fixas e
Fugitivas
150 mg/Nm
3
-
6,00
18,68
Compostos Orgânicos Voláteis - VOC
100 mg/Nm
3
-
12,04
14,33
Metais Pesados - Fontes Fixas
5 mg/Nm
3
-
0,03
0,07
Cabine de Pintura
- Chaminé IV*
Material Particulado - Fontes Fixas e
Fugitivas
150 mg/Nm
3
-
12,02
6,27
Compostos Orgânicos Voláteis - VOC
100 mg/Nm
3
-
9,6
16,33
Metais Pesados - Fontes Fixas
5 mg/Nm
3
-
0,036
0,01
Cabine de Pintura
- Chaminé V*
Material Particulado - Fontes Fixas e
Fugitivas
150 mg/Nm
3
-
9,00
5,70
Compostos Orgânicos Voláteis - VOC
100 mg/Nm
3
-
1,22
6,91
Metais Pesados - Fontes Fixas
5 mg/Nm
3
-
0,02
0,01
Jato Granalha - Blanks
Material Particulado - Fontes Fixas e
Fugitivas
150 mg/Nm
3
11,86
16,75
46,79
Jato Granalha - I
Material Particulado - Fontes Fixas e
Fugitivas
150 mg/Nm
3
65,48
10,70
20,36
Jato Granalha - II
Material Particulado - Fontes Fixas e
Fugitivas
150 mg/Nm
3
21,01
13,14
26,54
Jato Granalha - III*
Material Particulado - Fontes Fixas e
Fugitivas
150 mg/Nm
3
-
7,70
13,46
* Instalações com início de operação no início de 2007.
UsipArts - Emissões Atmosféricas monitoradas junto às Fontes
Fonte
Emissões
padrão legal
média
2005
média
2006
média
2007
média
2008
Cabines de Pintura
Compostos Orgânicos
Voláteis - VOC
150 mg/Nm
3
2,33
14,59
11,30
14,10
Material Particulado
150 mg/Nm
3
7,95
13,39
9,60
11,56
Chumbo
5 mg/Nm
3
< 0,17
< 0,072
0,003
0,003
Estufa de Cura de
Esmalte
Compostos Orgânicos
Voláteis - VOC
150 mg/Nm
3
4,07
16,55
7,90
8,86
Material Particulado
150 mg/Nm
3
8,80
11,27
12,10
8,24
Sala de Tintas -
Sistema de Exaustão
Compostos Orgânicos
Voláteis - VOC
150 mg/Nm
3
3,77
5,05
15,30
13,04
Material Particulado
150 mg/Nm
3
3,20
6,03
12,44
18,36
Cabines de
Lixamento
Material Particulado
150 mg/Nm
3
6,26
5,69
22,50
19,01
rio negro - Emissões Atmosféricas
monitoradas junto às Fontes
Emissões
padrão
legal
2007 2008
Materiais Particula-
dos (mg/Nm
3
)
75
44,53
31,59
SO2 (mg/Nm
3
)
2.500
94,13
3,04
NO2 (mg/Nm
3
)
100
863,67 67,17
mAtriZ EnErGétiCA
Com a intenção de reduzir custos e intensi-
ficar a verticalização das operações, a Usi-
minas eleva a autoprodução de energia. A
Companhia, que já possuía 26% de geração
própria na usina de Ipatinga e 15% na usina
de Cubatão, deve produzir 50% de suas ne-
cessidades de energia nas duas principais
operações do grupo.
No final de 2008 começou a funcionar em
Cubatão a turbina de topo do Alto-Forno
2, um projeto que consumiu investimen-
tos de US$ 26 milhões e elevou a oferta
de energia elétrica 11,7 MWh, o que corres-
ponde a cerca de 6% do consumo de ener-
gia da usina. Com isso, a unidade passou
a contar com aproximadamente 20% de
autogeração.
Também ao término do ano entrou em
funcionamento a central termelétrica ins-
talada na usina de Ipatinga. Com inves-
timentos de R$ 255 milhões, ela elevou a
capacidade de geração própria de energia
de 58 MWh para 120 MWh, ou seja, de 26%
para 53% de toda a energia consumida
na usina. O equipamento é um projeto
de cogeração - além de produzir energia,
fornece 115 toneladas/hora de vapor para
utilização no processo industrial. Esse me-
canismo elevou o aproveitamento global
dos gases, que passou de 89% para cerca
de 98%. Vale ressaltar que a redução do
consumo nominal de 7,25% na compara-
ção com 2007 sofre influência da redução
das atividades no 4º trimestre do ano.
Desempenho Ambiental
Relatório Anual 2008
119
118
Obs.: A Dufer está localizada dentro da área da Usina de Cuba-
tão e seus impactos por fonte poluidora não são significantes.
background image
Na unidade de Cubatão, houve queda no
consumo nominal na comparação com
2007, mas impactada pela redução do ritmo
produtivo. Como destaque, a usina utilizou
menos energia gerada por carvão mineral e
mais por gás natural, que é menos poluente.
O carvão mineral constitui a principal
fonte de geração de energia elétrica
utilizada pela Usiminas. Gases e com-
bustíveis líquidos gerados a partir dos
processos de coqueificação, redução do
minério de ferro e refino do aço após
limpeza são armazenados e reutilizados
em outras etapas da produção e na ge-
ração própria.
Em Ipatinga a operação de um gasômetro
de 150.000 m
3
(BFG) operando com LDG
no período de 16 de abril a 22 de setembro
evitou a queima total desse gás nas tor-
res de combustão, bem como o consumo
simultâneo de 17.940 toneladas de óleo
combustível. Com isso, as emissões at-
mosféricas de SOx, NOx e CO
2
foram redu-
zidas e proporcionaram uma economia de
R$ 20.487.066,00.
ConsUmo EspECíFiCo
A usina de Cubatão obteve uma redução
de 6,23% no consumo específico (total de
energia gasto para produzir uma tonelada
de aço), o que indica melhoria na eficiên-
cia energética. O resultado foi obtido por
conta de investimentos em equipamentos
e sistemas para controle de processos si-
derúrgicos e, principalmente, pelo melhor
uso de gás natural em sua matriz energé-
tica. Já na usina de Ipatinga, o ganho no
consumo específico por causa das ações
de ecoeficiência foi de 3,01%.
mUltAs E inVEstimEntos AmbiEntAis
O Programa Áreas Verdes tem como ob-
jetivo recuperar a vegetação nativa em
áreas degradadas pela ocupação desor-
denada. Idealizado no final da década de
1950, com a inclusão do Cinturão Verde e
do Parque Zoobotânico nas diretrizes de
planejamento da Vila Operária, o marco
zero do programa foi a implantação do
Horto de Mudas e o plantio das primei-
ras áreas livres, em 1965. A Usiminas in-
vestiu R$ 1,5 milhão em projetos na usi-
na de Ipatinga.
Para conhecer os projetos apoiados acesse:
www.usiminas.com
Desempenho Ambiental
Relatório Anual 2008
121
120
background image
saúde na
Comunidade
· Dar continuidade
ao aperfeiçoamento
dos serviços médicos,
hospitalares
e de exames
complementares
oferecidos ao público
em geral.
· Descentralização das marcações
de exames e implantação da
Central de Entrega de Resultado
de Exames.
· Implantação do Serviço de
Medicina do Sono.
· Implantação do Check-up
Executivo para a ArcelorMittal
Timóteo.
· Implantação do exame
de eletrocardiograma
computadorizado.
· Ampliação dos atendimentos na
Ressonância Magnética.
· Classificação de risco no Pronto-
Socorro, ambulatório médico,
exames de ultrassom, cirurgias por
vídeo, mamografia, fisioterapia
para pacientes internados.
· Ampliação da capacidade de aten-
dimento do Centro de Terapia Renal
e Substitutiva, por meio da aquisi-
ção de três máquinas de diálise.
· Ampliação do número de vagas
no estacionamento da recepção
principal do HMC - Unidade I.
Curto prazo:
· Aprimorar a eficácia gerencial,
mantendo a ISO 9001:2000 (Unidade
de Medicina Laboratorial) e a
Acreditação com Excelência pela ONA.
· Utilização dos certificados digitais nos
prontuários eletrônicos, oferecendo
garantia jurídica a esses documentos.
· Implantação de unidades auxiliares de
coleta de materiais.
· Reforma e ampliação do Pronto-
Socorro do HMC.
· Reforma das unidades de internações
da Unidade I.
· Ampliação dos leitos de internação da
Unidade II.
· Ampliação dos serviços de ressonância
magnética e medicina do sono.
· Aperfeiçoamento do sistema de gestão
hospitalar HOSIX.
médio prazo:
· Implantação de novas unidades de
apoio técnico e logístico.
· Ampliação dos leitos de UTI Adulto.
· Construção do Centro de Oncologia.
longo prazo:
· Expansão da Hemodinâmica.
· Implantação do novo Laboratório.
· Reforma do Centro Obstétrico.
· Construção dos centros Médico e
Avançado de Diagnóstico.
Educação na
Comunidade
· Dar continuidade às
ações inclusivas do
Projeto Ser Mais.
· Ampliação de 10,92% nos
investimentos em relação a
2007, atendendo 463 alunos
(bolsistas do ensino regular e do
Projeto Espaço para o Talento).
· Fornecimento de 478 bolsas
de estudos aos filhos de
funcionários de nível operacional
da usina de Ipatinga.
· Dar continuidade ao Projeto Ser Mais,
contemplando alunos do Espaço para o
Talento com bolsas de estudo no ensino
regular do Colégio São Francisco Xavier.
· Consolidar parceria entre o Espaço para o
Talento e escolas municipais e estaduais
públicas de Ipatinga (MG), desenvolvendo
projetos de educação especial para
crianças e jovens superdotados.
Esporte -
participação jogos
· Participação
das equipes de
empregados da
Usiminas na edição dos
Jogos do Trabalhador,
promovidos pelo Sesi.
· Equipes das empresas Usiminas,
Unigal, Usiminas Mecânica e
Cosipa participaram dos Jogos,
nas fases Municipal, Regional,
Estadual e Sudeste, além dos
meetings Estaduais de Natação e
de Atletismo.
· Manter a participação das equipes
de empregados da Usiminas na
edição dos Jogos do Trabalhador,
promovidos pelo Sesi.
integração com a
Comunidade
· Manter a oferta
de eventos de
treinamento e
capacitação voltados
à comunidade.
· Em 2008, as oportunidades
de estágio supervisionado na
Usiminas e Unigal foram de 126
(nível médio) e 202 (nível superior).
· A Usiminas Mecânica promoveu
o Programa de Visita à Empresa,
a Campanha do Agasalho e a
Campanha Natal Solidário.
· A Rio Negro promoveu visitas
dos alunos do Programa de
Oportunidade ao Jovem, além de
incentivar funcionários à prática
de ações sociais, com a formação
do grupo de voluntários.
· Manter a interlocução constante com
as comunidades em que a Usiminas
atua, por meio do Comitê de Integra-
ção com a Comunidade da Usiminas
e Empresas Controladas - CINCO,
com patrocínio e doações, bem como
destinações aos Fundos Municipais da
Infância e do Adolescente.
infraestrutura e
Espaços Culturais
· Inaugurar o Teatro
Cosipa Cultura.
· Inaugurado em 12 de março,
com capacidade para 287
pessoas, ar-condicionado
central, dois camarins
individuais e um coletivo,
depósito, entrada especial
para equipamentos, entradas
independentes e bilheteria
informatizada.
· Manter os investimentos da empresa
em criação, revitalização e manutenção
de infraestrutura para atividades culturais,
com ênfase nas comunidades nas quais
a empresa está presente.
· Oferecer uma programação cultural de
qualidade em seus espaços próprios: Centro
Cultural Usiminas e Teatro Zélia Olguin
(Ipatinga) e Teatro Cosipa Cultura (São Paulo).
· Criação do Museu Virtual da Usiminas.
Compromissos
Consciente de que a sustentabilidade é um
processo constante de evolução das práti-
cas de gestão corporativa, a Usiminas apre-
senta neste capítulo os avanços alcançados
diante dos compromissos assumidos em
Dimensão social
Assunto
Compromisso 2008
Andamento
Compromisso 2009
perfil dos
Empregados
· Manter os objetivos
iniciais de elevar para
72% a escolaridade
dos empregados com
formação de nível
médio e/ou superior
até 2009.
· Nível de escolaridade médio
e superior, aferido em 31 de
dezembro de 2008, foi de 72,4%
do total de empregados.
· Reestruturação do Programa
de Educação Básica, elevando
os índices de escolaridade dos
empregados (ver pg. 93).
· Ampliação dos convênios com
instituições de formação em
nível superior, beneficiando
465 empregados da usina
de Cubatão e estendendo
os benefícios aos demais
empregados do Grupo
Usiminas.
· Manter a taxa de escolaridade de 72%
para os empregados com formação de
nível médio e/ou superior até 2010.
segurança
e medicina
ocupacional
· Ampliar a participação
de empregados
no Programa de
Ginástica Laboral.
· Manter programa
visando a contínua
redução de acidentes
com perda de tempo
nas empresas do
grupo.
· O programa da Usiminas
manteve o índice de
participação de 2007 até a
implantação do turno fixo,
quando ocorreu queda de 19%
na participação.
· Redução da ordem de 30% no
número de acidentes sem
perda de tempo.
· Recertificação na norma
OHSAS 18001/2007.
· Fortalecimento dos programas
de Inclusão de Pessoas com
Deficiência e Reabilitação
Profissional.
· Adequar os horários conforme
demanda das áreas e estimular a
participação dos colaboradores, por
meio de informações consistentes
sobre os benefícios dessa atividade.
melhoria da
Qualidade de Vida
· Consolidar o programa
"Viver para Valer!" nas
empresas onde já está
estruturado.
· Implementar novas
frentes e ampliar
o alcance de ações
já realizadas para
um número maior
de empregados e
familiares.
· A participação nas atividades
do "Viver pra Valer!" foi 18%
superior à de 2007, por causa
do incremento dos projetos já
realizados e dos novos projetos
implantados.
· Em junho, a Usiminas Mecânica
implantou seu programa de
qualidade de vida, o "Viva Mais".
· Estender o programa "Viver pra Valer!"
às demais empresas do grupo e priorizar
ações permanentes que reflitam com
mais consistência na qualidade de vida
dos colaboradores e de seus familiares.
Apoio ao
Desenvolvimento
Urbano
· Conclusão e entrega,
aos empregados, das
160 novas moradias
do Residencial Amaro
Lanari, em junho.
· Reestudo de
viabilidade do
Residencial Vila do
Parque: até o final de
2008.
· Em outubro de 2008 foram
entregues 160 apartamentos no
Residencial Amaro Lanari Júnior,
para empregados da Usiminas,
Usiminas Mecânica, Unigal e FSFX.
· A Caixa dos Empregados
está negociando com outra
construtora, que deverá
assumir a obra no lugar da CCM
(Construtora Centro Minas).
· Plantio de espécies arbóreas de
pequeno e médio porte consorciadas
com espécies ornamentais e
paisagísticas nos bairros Bom Retiro e
Cariru (cinturão de entorno de plantio
de eucaliptos).
· Recuperação de área de preservação
permanente (vegetação ciliar) no
entorno da nascente localizada no
bairro Bela Vista.
· Reabilitação de área de 6,4 hectares
com plantio de 7.050 mudas de
espécies nativas em área do Parque
Zoobotânico.
· O reestudo de viabilidade do
Residencial Vila do Parque continuará.
Dimensão social
Assunto
Compromisso 2008
Andamento
Compromisso 2009
2008 nas dimensões social e ambiental. A
partir de 2009, a Companhia projeta uma
aceleração, sobretudo, a partir de um maior
planejamento e integração das ações. Con-
fira, a seguir, os passos dados nessa jornada
de aprofundamento da sustentabilidade
em nosso modelo de negócios:
(continuação)
Desempenho Ambiental
Relatório Anual 2008
123
122
background image
Ar
· Adequar o Precipitador Eletrostático da
Máquina de Sinterização 3, até março (usina
de Ipatinga).
· Instalar o sistema de dessulfuração de
gás da Coqueria, até dezembro de 2009
(Ipatinga).
· Implantar portas de autoajuste nos fornos
das Baterias de Coque, visando eliminar
os vazamentos de gases, até setembro
(Cubatão).
· Manter as emissões atmosféricas
adequadas às exigências dos padrões legais
estabelecidos (Usiminas Mecânica).
· Instalar removedor de borra de tinta na
cabine de pintura (Usiparts).
· Reforma concluída em março,
porém sem a eficiência desejada.
· O prazo não será atendido, pois está
em fase de licitação.
· Concluída em setembro, com a
implantação de 100% das portas e
atestada pela Cetesb.
· O monitoramento atmosférico
efetuado em 2008 indicou que
o sistema opera com eficiência,
atendendo 100% aos padrões legais.
· Concluir instalação do removedor de
borra de tinta na cabine de pintura
(Usiparts).
Água
· Adequar os efluentes da Estação de
Tratamento Biológico das Coquerias até
fevereiro de 2009 (Usina de Ipatinga).
· Instalar o sistema de captação e
tratamento das águas pluviais da área de
Coqueria e Carboquímicos até julho de
2009 (Usina de Ipatinga).
· Implantar projeto para reuso dos efluentes
do STAA, como make-up nas torres de
resfriamento das novas caldeiras, até
dezembro de 2011 (Cubatão).
· Manter o desempenho de operação da
ETE com índice de funcionamento de 95%
(Usiminas Mecânica).
· Instalar removedor de borra de tinta na
cabine de pintura (Usiparts).
· Reutilizar parte das águas descartadas
para utilização na lavagem de embalagens
internas (Usiparts).
· Trocar o Decantador Físico-Químico visando
melhorias no Efluente Tratado (Usiparts).
· Foi dado andamento ao projeto,
que é dividido em três partes:
Tratamento Primário (planta de
destilação de amônia); Tratamento
Secundário (Estação de Tratamento
Biológico) e Tratamento Terciário
(tratamento físico-químico).
· Projeto detalhado está em
andamento, mas já com atraso
sinalizado.
· Projeto em andamento, com o
pacote de expansão da Central
Termelétrica.
· A ETE operou em 2008 com uma
média de funcionamento de 99,8%.
· Iniciada obra civil para instalação
do removedor de borra.
· Realizada a troca do decantador da
ETE físico-química.
· Realizadas as Adequações
Operacionais das ETEs visando
adequação da DQO, com
monitoramentos semanais e
mensais.
· A data de start-up do Tratamento
Primário é 13 de março de 2009. As
operações do Tratamento Secundário
começam em 2 de março. Já o
Tratamento Terciário depende de
liberação da Estação de Tratamento
Biológico existente para o início
das atividades. O novo prazo para a
conclusão é fevereiro de 2010.
· A nova previsão para a instalação do
sistema de captação e tratamento das
águas pluviais da área de Coqueria e
Carboquímicos é 21 de outubro de 2009.
· Implantar sistema de reuso do efluente
da Estação de Tratamento Biológico
(ETB) como água de reposição na
Granulação de Escória do AF 1, até
dezembro de 2009 (Usina de Cubatão).
· Reutilizar parte da água descartada
na lavagem de embalagens internas
(Usiparts).
· Trocar o decantador físico-químico
visando melhorar o efluente tratado
(Usiparts).
solo
· Tratar e/ou dispor o estoque restante
das borras oleosas estocado em baias
provisórias (Usina de Cubatão).
· Monitorar os níveis de volume de resíduos
de madeira no embarque de produtos
siderúrgicos, após medidas de redução
adotadas em 2007 (Usina de Cubatão).
· Obter uma disposição de 6% da
destinação total dos resíduos sólidos até
dezembro (Usina de Ipatinga).
· Comercializar 60% da destinação total dos
resíduos sólidos até dezembro (Usina de
Ipatinga).
· Dar continuidade à operação da estação
de tratamento de água e vapores
orgânicos, visando descontaminar área
do Poço Redondo (Usina de Ipatinga).
· Reduzir em 1% a geração de sucata
mecânica (Unigal).
· Concretar área de 1.790 m do pátio de
ferramentas (Usiparts).
· Concluir sistema de captação de
derramamentos interligado às ETEs
(Usiparts).
· Cobrir área de 3.154 m do pátio de
ferramentas (Usiparts).
· Implantar o projeto adequação das áreas
verdes (Usiparts).
· Foram removidas e destinadas 30
mil toneladas de borras em 2008.
· Acompanhamento da geração do
volume de madeira já faz parte da
rotina das operações.
· Dos resíduos destinados em 2008,
5,6% foram dispostos em aterro
controlado.
· Dos resíduos destinados em 2008,
60,4% foram comercializados.
· Em 2008, foi mantida a
operacionalização da estação,
visando continuidade no processo
de descontaminação da área do
Poço Redondo.
· A redução na geração de sucata
metálica foi de 6,64%, para uma
meta de 1% em 2008.
· Realizada concretagem e sistema de
coleta de contaminantes de 514 m
2
na área do pátio que foi ampliada.
· Realizado o sistema de contenção
da área de lavagem de ferramentas
e sua interligação com a ETE .
· Realizada a cobertura de 960 m
2
e
concretado 245 m
2
.
· Elaborado e implementado
o projeto de adequação das
áreas verdes em parceria com a
Prefeitura do município.
· Remoção das cerca de
7 mil toneladas restantes de
borras oleosas estocadas em baias
provisórias na Usina de Cubatão
até julho de 2009, segundo data
estabelecida em acordo com a Cetesb
(Usina de Cubatão).
· Impermeabilização de área de
1790 m
2
do pátio de ferramentas
(Usiparts).
· Conclusão do sistema de captação
de derramamentos com interligação
às ETEs (Usiparts).
· Cobertura de área de 3154 m
2
do pátio
de ferramentas (Usiparts).
· Implantar o projeto adequação das
áreas verdes (Usiparts).
Energia
· Manter em 2008 o programa de
racionalização de energia elétrica e GLP
por tonelada produzida ajustando as
metas setoriais de consumo (Usiminas
Mecânica).
· Todas as metas estabelecidas
para 2008 relacionadas à
racionalização de energia elétrica
e de GLP foram atendidas.
· Aumentar a geração própria de energia
elétrica de 17,2 MWh/h (em 2008) para
23,8 MWh/h (2009).
Dimensão Ambiental
Assunto
Compromisso 2008
Andamento
Compromisso 2009
balanço social Anual - 2008
1 - base de Cálculo
2008 Valor (mil reais)
2007 Valor (mil reais)
Receita líquida (RL)
15.706.529
13.824.843
Resultado operacional (RO)
(1)
5.078.324
4.451.576
Folha de pagamento bruta (FPB)
1.488.000
1.334.976
2 - indicadores
sociais internos
Valor
(mil)
% sobre
Fpb
% sobre rl Valor (mil)
% sobre
Fpb
% sobre rl
Alimentação
70.272
4,72
0,45
54.060
4,05
0,39
Encargos sociais compulsórios
356.889
23,98
2,27%
282.184
21,14
2,04
Previdência privada
176.989
11,89
1,13
152.422
11,42
1,10
Saúde
47.662
3,20
0,30
39.004
2,92
0,28
Segurança e saúde no trabalho
69.105
4,64
0,44
54.843
4,11
0,40
Educação
(2)
534
0,04
0,00
528
0,04
0,00
Cultura
0
0,00
0,00
0
0,00
0,00
Capacitação e desenvolvimento
profissional
(2)
13.975
0,94
0,09
12.443
0,93
0,09
Creches ou auxílio-creche
25
0,00
0,00
41
0,00
0,00
Seguros
2.394
0,16
0,02
2.173
0,16
0,02
Transportes
20.821
1,40
0,13
25.079
1,88
0,18
Participação nos lucros ou
resultados
76.685
5,15
0,49
95.842
7,18
0,69
Outros
22.936
1,54
0,15
17.972
1,35
0,13
total - indicadores sociais internos
858.276
57,68
5,46
724.867
54,30
5,24
Desempenho Ambiental
Relatório Anual 2008
125
124
background image
balanço social Anual - 2008
3 - indicadores sociais Externos Valor (mil) % sobre ro % sobre rl
Valor (mil) % sobre ro % sobre rl
Educação
147
0,00
0,00
140
0,00
0,00
Cultura
30.382
0,60
0,19
26.761
0,60
0,19
Saúde e saneamento
0
0,00
0,00
0
0,00
0,00
Esporte
4.898
0,10
0,03
3.238
0,07
0,02
Combate à fome e segurança
alimentar
0
0,00
0,00
103
0,00
0,00
Outros
25.725
0,51
0,16
15.588
0,35
0,11
Total das contribuições para a
sociedade
61.151
1,20
0,39
45.830
1,03
0,33
Tributos (excluídos encargos
sociais)
3.484.058
68,61
22,18
3.184.307
71,53
23,03
total - indicadores sociais externos
3.545.209
69,81
22,57
3.230.137
72,56
23,36
4 - indicadores Ambientais
Valor (mil) % sobre ro % sobre rl
Valor (mil) % sobre ro % sobre rl
Investimentos relacionados com a
produção/operação da empresa
267.882
5,28
1,71
126,777
2,85
0,92
Investimentos em programas
e/ou projetos externos
1.821
0,04
0,01
0
0,00
0,00
total dos investimentos em meio
ambiente
(3)
269.975
5,32
1,72
126,777
2,85
0,92
Quanto ao estabelecimento de
"metas anuais" para minimizar
resíduos, o consumo em geral na
produção/operação e aumentar a
eficácia na utilização de recursos
naturais, a empresa
( ) não
possui
metas
( ) cumpre
de 0 a 50%
(x)
( ) cumpre
de 51 a 75%
cumpre de
76 a 100%
( ) não possui
metas
( ) cumpre de
0 a 50% (x)
( ) cumpre
de 51 a 75%
cumpre de 76
a 100%
(continuação)
balanço social Anual - 2008
5 - indicadores do
Corpo Funcional
2008
2007
Nº de empregados(as)
ao final do período
29.784
25.080
Nº de admissões durante o período
9.829
8.235
Nº de empregados(as)
terceirizados(as)
16.936
16.252
Nº de estagiários(as)
2.422
594
Nº de empregados(as) acima de 45
anos
(4)
7.876
5.853
Nº de mulheres que trabalham na
empresa
(4)
4.284
1.229
% de cargos de chefia ocupados
por mulheres
(4)
0,00%
0,09%
Nº de negros(as) que trabalham na
empresa
(4) (7)
1.542
1.551
% de cargos de chefia ocupados por
negros(as)
(4)
0,00%
0,06%
Nº de pessoas com deficiência ou
necessidades especiais
(5) (8)
651
513
6 - informações relevantes
quanto ao exercício da
cidadania empresarial
2008
metas 2009
Relação entre a maior e a menor
remuneração na empresa
58,31
ND
Número total de acidentes de
trabalho
155
ND
Os projetos sociais e ambientais
desenvolvidos pela empresa foram
definidos por:
( ) direção
(x) direção e
gerências
( ) todos(as)
empregados
(as)
( ) direção
(x) direção e
gerências
( ) todos(as)
empregados
(as)
Os padrões de segurança e
salubridade no ambiente de
trabalho foram definidos por:
( ) direção e
gerências
( ) todos(as)
empregados
(as)
(x ) todos(as)
+ Cipa
( ) direção e
gerências
( ) todos(as)
empregados
(as)
(x) todos(as)
+ Cipa
Quanto à liberdade sindical, ao
direito de negociação coletiva e
à representação interna dos(as)
trabalhadores(as), a empresa:
( ) não se
envolve
( ) segue as
normas da
OIT
(x) incentiva e
segue a OIT
( ) não se
envolverá
( ) seguirá as
normas da
OIT
(x) incentivará
e seguirá a OIT
A previdência privada contempla:
(6)
( ) direção
( ) direção e
gerências
(x) todos(as)
empregados
(as)
( ) direção
( ) direção e
gerências
(x) todos(as)
empregados
(as)
(continuação)
Desempenho Ambiental
Relatório Anual 2008
127
126
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A participação nos lucros ou
resultados contempla:
( ) direção
( ) direção e
gerências
(x) todos(as)
empregados
(as)
( ) direção
( ) direção e
gerências
(x) todos(as)
empregados
(as)
Na seleção dos fornecedores,
os mesmos padrões éticos e de
responsabilidade social e ambiental
adotados pela empresa:
( ) não são
considerados
(x) são
sugeridos ( ) são exigidos
( ) não serão
considerados
(x) serão
sugeridos
( ) serão
exigidos
Quanto à participação de
empregados(as) em programas de
trabalho voluntário, a empresa:
( ) não se
envolve
( ) apoia
(x) organiza e
incentiva
( ) não se
envolverá
( ) apoiará
(x) organizará
e incentivará
Número total de reclamações e
críticas de consumidores(as):
na empresa
773
no Procon
0
na Justiça
0
na empresa
0
no Procon
0
na Justiça
0
% de reclamações e críticas
atendidas ou solucionadas:
na empresa
100
no Procon
0
na Justiça
0
na empresa
0
no Procon
0
na Justiça
0
Valor adicionado total a distribuir
(em mil R$):
Em 2008:
9.710.614
Em 2007:
7.815.190
Distribuição do Valor Adicionado
(DVA):
33,94%
governo
11,24% co-
laboradores
11,71%
acionistas
21,63%
terceiros
21,48%
retido
43,64%
governo
14,79%
colaboradores
14,27%
acionistas
0,50%
terceiros
26,80% retido
7 - outras informações
Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S/A - USIMINAS
CNPJ Nº.: 60.894.730/0001-05
Setor Econômico: Siderúgia e Metalurgia
Endereço: Rua Prof. José Vieira de Mendonça, 3011
31 310-270 - Belo Horizonte - MG
Telefone: (55) xx 31 3499 8272
Esta empresa não utiliza mão-de-obra infantil ou trabalho escravo, não tem envolvimento com a prostituição ou exploração de
criança ou adolescente. Nossa empresa valoriza e respeita a diversidade interna e externa.
(1) ­ Antes das despesas e receitas financeiras líquidas, equivalência patrimonial, amortização de ágio/deságio e juros. (2)
­ Os investimentos em Educação são entendidos pela Empresa como decorrentes de programas e projetos integrados aos
investimentos em Capacitação e Desenvolvimento Profissional. (3) ­ Os Investimentos Ambientais são entendidos pela Empresa
como projetos e programas integrados, com repercussões internas e externas. (4) ­ As Empresas da Usiminas não admitem
nenhuma forma de preconceito, seja ele racial, religioso, político, de gênero ou de qualquer outra natureza. Os números refletem
a espontânea manifestação individual do empregado, em cumprimento a determinações legais para elaboração de informações
que constam na RAIS, segundo a legislação brasileira. (5) ­ Por "Termo de Ajuste de Conduta" celebrado com o Ministério Público
do Trabalho, a proporcionalidade prevista em Lei exclui os cargos operacionais que, pela legislação que resguarda a segurança do
trabalho, seriam incompatíveis ou exporiam o deficiente físico a acidentes. Existem outros empregados com deficiência física em
pleno exercício de atividades, cuja condição ainda não foi atestada por órgão competente. (6) ­ Os fundos fechados de previdência
privada abrangem todos os empregados das empresas que aderiram como Patrocinadoras. (7) ­ Dado sobre nº de Negros(as)
exclui Fundação São Francisco Xavier, que não possui esse levantamento. (8) ­ Pessoas com deficiência exclui dados da Mineração,
que não possui esse levantamento.
(continuação)
Estação de Tratamento de Efluentes ( ETE ) da Unigal.
balanço social Anual - 2008
6 - informações relevantes
quanto ao exercício da
cidadania empresarial
2008
metas 2009
Desempenho Ambiental
Relatório Anual 2008
129
128
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ínDiCE rEmissiVo Gri
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ínDiCE rEmissiVo Gri
Índice Remissivo GRI
indicadores Gerais
Estratégia e análise
1.1 Mensagem da presidência
15-16
1.2 Impactos, riscos e oportunidades
47-55
perfil organizacional
2.1 Nome da organização
30
2.2 Marcas, produtos e/ou serviços
30
2.3 Estrutura operacional
30
2.4 Localização da sede da organização
33
2.5 Atuação geográfica
30-33
2.6 Natureza jurídica
30
2.7 Mercados atendidos
30
2.8 Porte da organização
30
2.9 Mudanças no ano
53-55
2.10 Prêmios e certificações
85-86
parâmetros para o relatório
perfil do relatório
3.1 Período coberto pelo relatório
7
3.2 Relatório anterior
7
3.3 Periodicidade
7
3.4 Dados para contato
128
Escopo e limite do relatório
3.5
Definição do conteúdo
7
3.6 Limite do relatório
site
3.7 Escopo do relatório
site
3.8 Base para a elaboração do relatório
site
3.9 Técnicas de medição e bases de cálculos
site
3.10 Consequências de reformulações
de informações
site
3.11 Mudanças significativas
site
sumário de conteúdo da Gri
3.12 Sumário GRI
132-133
Verificação
3.13 Verificação externa
site
Governança, compromissos e engajamento
Governança
4.1 Governança
36-43
4.2 Identificação dos principais executivos
38
4.3 Conselheiros independentes
37
4.4 Canais de comunicação com o Conselho
37
4.5 Remuneração por sustentabilidade
39-41
4.6 Conflitos de interesse
37, 42
4.7 Qualificações de conselheiros
37-38
4.8 Valores, códigos e princípios internos
43
4.9 Atuação do Conselho
36-37
4.10 Autoavaliação do Conselho
37
Compromissos com iniciativas externas
4.11 Princípio da precaução
site
4.12 Cartas, princípios e iniciativas
43
4.13 Participação em associações
site
Engajamento dos Stakeholders
4.14 Relação de stakeholders
site
4.15 Identificação de stakeholders
site
4.16 Engajamento dos stakeholders
site
4.17 Demandas de stakeholders
site
indicadores de desempenho
Desempenho econômico
EC1. DVA
25
EC2. Mudanças climáticas
site
EC3. Plano de pensão
27
EC4. Subsídios
site
presença de mercado
EC5. Relação salário mínimo interno/local
94
EC6. Gostos com fornecedores locais
site
EC7. Contratação local
site
impactos econômicos indiretos
EC8. Investimentos em infraestrutura
site
EC9. Impactos econômicos indiretos
site
Desempenho ambiental
materiais
EN1. Materiais
109
EN2. Materiais reciclados
109
Energia
EN3. Energia direta
120-121
EN4. Energia indireta
120-121
EN5. Energia economizada
120-121
EN6. Produtos e serviços ecoeficientes
120-121
EN7. Iniciativas e redução do consumo de energia
120-121
Água
EN8. Água por fonte
111
EN9. Fontes hídricas afetadas
111
EN10. Água reciclada e reutilizada
111
biodiversidade
EN11. Áreas protegidas
site
EN12. Impactos na biodiversidade
site
EN13. Habitats protegidos ou restaurados
site
EN14. Gestão de impactos
site
EN15. Lista Vermelha da IUCN
site
Emissões, efluentes e resíduos
EN16. Emissões diretas de gases do efeito estufa
114-119
EN17. Emissões indiretas de gases do efeito estufa
114-119
EN18. Redução de emissões
114-119
EN19. Camada de ozônio
114-119
EN20. NOx, SOx e outras emissões
114-119
EN21. Descarte de água
112-113
EN22. Peso total de resíduos
112-113
EN23. Derramamentos significativos
112-113
EN24. Resíduos perigosos transportados
site
EN25. Corpos d'água e habitats afetados
site
produtos e serviços
EN26. Mitigação de impactos
de produtos/serviços
site
EN27. Produtos e embalagens recuperados
site
Conformidade
EN28. Não-conformidade ambiental
121
transporte
EN29. Impactos de transportes
site
Geral
EN30. Investimentos
121
Desempenho social - práticas trabalhistas e trabalho decente
Emprego
LA1. Perfil dos trabalhadores
91-94
LA2. Taxa de rotatividade
site
LA3. Benefícios
site
relações entre trabalhadores e a administração
LA4. Negociação coletiva
site
LA5. Prazo mínimo para notificação com
antecedência de mudanças operacionais
site
segurança e saúde ocupacional
LA6. Comitês de segurança e saúde
site
LA7. Doenças ocupacionais, dias perdidos e óbitos
96
LA8. Doenças graves
site
LA9. Acordos com sindicatos
site
treinamento e educação
LA10. Horas de treinamento
site
LA11. Aprendizagem contínua
site
LA12. Desenvolvimento de carreira
site
Diversidade e igualdade de oportunidades
LA13. Diversidade
94
LA14. Proporção de salário homens/mulheres
94
Desempenho social - Direitos humanos
práticas de gestão e investimento
HR1. Cláusulas sobre direitos humanos
site
HR2. Fornecedores avaliados
site
HR3. Treinamento
site
não-discriminação
HR4. Casos de discriminação
site
liberdade de associação e negociação coletiva
HR5. Liberdade de associação
site
trabalho infantil
HR6. Trabalho infantil
site
trabalho forçado e escravo
HR7. Trabalho forçado ou escravo
site
práticas de segurança
HR8. Treinamento em aspectos de direitos humanos
site
Direitos indígenas
HR9. Violações de direitos indígenas
site
Desempenho social - sociedade
Comunidade
SO1. Gestão de impactos
96-103
Corrupção
SO2. Avaliações de riscos de corrupção
site
SO3. Treinamento anticorrupção
site
SO4. Casos de corrupção
site
políticas públicas
SO5. Políticas públicas e lobbies
site
SO6. Contribuições a partidos políticos
site
Concorrência desleal
SO7. Concorrência desleal
site
Conformidade
SO8. Não-conformidade
site
Desempenho social - responsabilidade pelo produto
saúde e segurança do cliente
PR1. Avaliação de impactos
site
PR2. Não-conformidades
site
rotulagem de produtos e serviços
PR3. Rótulos de produtos
site
PR4. Não-conformidades
site
PR5. Satisfação do cliente
site
Comunicação e marketing
PR6. Adesão às normas
site
PR7. Não-conformidade
site
privacidade dos clientes
PR8. Reclamações
site
Conformidade
PR9. Não-conformidade
site
Relatório Anual 2008
133
132
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CRÉDITOS
Coordenação Geral
Assessoria de Relações Institucionais
Equipe de Trabalho
Diretoria de Recursos Humanos
Diretoria Jurídica
Diretoria de Mineração
Diretoria de Pesquisa e Inovação
Diretoria do Complexo de Ipatinga
Superintendência da Usina José Bonifácio de Andrada e Silva (Cubatão)
Superintendência de Auditoria
Superintendência de Marketing
Superintendência de Contabilidade
Superintendência de Relações com Investidores
Superintendência de Meio Ambiente das Usinas
Empresas Controladas
Coordenação e Conteúdo
Report Comunicação
Consultoria para Comunicação de Dados Econômicos-Financeiros
FIRB ­ Financial Investor Relations
Projeto Gráfico
Tom Comunicação
Fotos
Rogério Franco
Leonardo Galvani Horta (Fotos Diretoria)
Impressão e Pré-Impressão
Gráfica Tamóios
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 2008
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SUMáRIO
Parecer dos Auditores Independentes
Balanços Patrimoniais
Demonstrações do Resultado
Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido
Demonstrações dos Fluxos de Caixa
Demonstrações do Valor Adicionado
Notas Explicativas da Administração
4
6
8
9
10
11
13
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Demonstrações Financeiras - 31 de dezembro de 2008 e de 2007
PaReCeR DOS aUDITOReS InDePenDenTeS
Aos Administradores e Acionistas
Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. - USIMINAS
1.
Examinamos o balanço patrimonial da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. - USIMINAS
(Companhia) e o balanço patrimonial consolidado da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. -
USIMINAS e suas controladas em 31 de dezembro de 2008, e as correspondentes demonstrações
do resultado, das mutações do patrimônio líquido, dos fluxos de caixa e do valor adicionado
da Companhia e as correspondentes demonstrações consolidadas do resultado, dos fluxos de
caixa e do valor adicionado do exercício findo nesta data, elaborados sob a responsabilidade de
sua administração. Nossa responsabilidade é a de emitir parecer sobre essas demonstrações
financeiras. Os exames das demonstrações financeiras das empresas referidas na Nota 12 (c),
avaliadas pelo método da equivalência patrimonial, foram conduzidos sob a responsabilidade
de outros auditores independentes, e nosso parecer, no que se refere ao valor desses
investimentos e aos lucros por eles produzidos, nos montantes de R$ 323.696 mil e R$ 106.011
mil, respectivamente, em 31 de dezembro de 2008, está fundamentado exclusivamente nos
trabalhos desses outros auditores.
2.
Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no
Brasil, as quais requerem que os exames sejam realizados com o objetivo de comprovar a
adequada apresentação das demonstrações financeiras em todos os seus aspectos relevantes.
Portanto, nossos exames compreenderam, entre outros procedimentos: (a) o planejamento
dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e os sistemas
contábil e de controles internos das Companhias; (b) a constatação, com base em testes, das
evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados;
e c) a avaliação das práticas e estimativas contábeis mais representativas adotadas pela
administração das Companhias, bem como da apresentação das demonstrações financeiras
tomadas em conjunto.
3.
Com base em nossos exames e nos trabalhos de responsabilidade de outros auditores
independentes, somos de parecer que as demonstrações financeiras por nós examinadas
apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e
financeira da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. - USIMINAS e da Usinas Siderúrgicas
de Minas Gerais S.A. - USIMINAS e suas controladas em 31 de dezembro de 2008 e o resultado
das operações, as mutações do patrimônio líquido, os fluxos de caixa e os valores adicionados
da Companhia referentes ao exercício findo nessa data, bem como o resultado consolidado
das operações e seus fluxos consolidados de caixa e de valores adicionados consolidados das
operações desse exercício, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.
4.
Os exames das demonstrações financeiras referentes ao exercício findo em 31 de dezembro
de 2007, compreendendo o balanço patrimonial da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. -
USIMINAS (Companhia) e o balanço patrimonial consolidado da Usinas Siderúrgicas de Minas
Gerais S.A. - USIMINAS e suas controladas em 31 de dezembro de 2007, as demonstrações do
resultado, das mutações do patrimônio líquido da Companhia e a correspondente demonstração
consolidada do resultado do exercício findo nesta data, além das informações suplementares
compreendendo as demonstrações dos fluxos de caixa e do valor adicionado da controladora e
do consolidado, foi conduzido sob a responsabilidade de outros auditores independentes, que
emitiram parecer com data de 26 de março de 2008, sem ressalvas. Conforme mencionado
na Nota 2, as práticas contábeis adotadas no Brasil foram alteradas a partir de 1º de janeiro
de 2008. Essas demonstrações financeiras referentes ao exercício findo em 31 de dezembro
de 2007, apresentadas de forma conjunta com as demonstrações financeiras de 2008, foram
elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil vigentes até 31 de dezembro
de 2007 e, como permitido pelo Pronunciamento Técnico CPC 13 - Adoção Inicial da Lei nº
11.638/07 e da Medida Provisória nº 449/08, não estão sendo reapresentadas com os ajustes
para fins de comparação entre os exercícios.
Belo Horizonte, 18 de fevereiro de 2009.
PricewaterhouseCoopers
Auditores Independentes
CRC 2SP000160/O-5 "F" MG
Carlos Augusto da Silva
Contador CRC 1SP197007/O-2 "S" MG
Relatório Anual 2008
5
4
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Controladora
Consolidado
2008
2007
2008
2007
(nota 2)
(nota 2)
Passivo e patrimônio líquido
Circulante
Fornecedores, empreiteiros e fretes
591.506
329.899
1.102.405
833.796
Empréstimos e financiamentos (Nota 15)
270.291
152.458
1.059.491
563.917
Debêntures (Nota 16)
28.851
28.851
Adiantamentos de clientes
14.923
11.271
205.419
385.516
Valores a pagar a empresas ligadas (Nota 8)
207.056
89.489
55.599
76.928
Salários e encargos sociais
107.940
79.597
207.812
170.993
Tributos a recolher (Nota 17)
64.726
105.171
87.092
180.473
Tributos parcelados (Nota 18)
19.432
22.141
22.222
24.912
Imposto de renda e contribuição social a pagar (Nota 11)
100.524
444.754
330.370
Imposto de renda e contribuição social diferidos (Nota 11)
63.346
87.668
92.035
129.209
Dividendos a pagar (Nota 22)
611.557
619.508
612.569
626.916
Instrumentos financeiros (Nota 26)
22.838
2.808
181.736
128.563
Passivo atuarial (Nota 21)
84.426
70.115
94.307
77.569
Demais contas a pagar
118.748
135.228
225.498
240.229
Total do passivo circulante
2.205.640
1.805.877
4.419.790
3.769.391
Não circulante
Empréstimos e financiamentos (Nota 15)
2.926.211
497.934
4.502.920
2.011.973
Debêntures (Nota 16)
1.100.000
1.100.000
Valores a pagar a empresas ligadas (Nota 8)
1.719
5.206
1.719
5.206
Tributos parcelados (Nota 18)
87.891
112.246
94.885
121.752
Imposto de renda e contribuição social diferidos (Nota 11)
54.071
59.515
68.501
260.342
Provisão para contingências (Nota 19)
302.371
220.934
654.629
535.893
Provisão para recuperação ambiental (Nota 20)
76.800
76.800
Passivo atuarial (Nota 21)
946.263
853.258
1.354.510
1.210.006
Instrumentos financeiros (Nota 26)
97.583
1.332
143.636
189.582
Demais contas a pagar
43.696
47.179
6.195
Total do passivo não circulante
5.636.605
1.750.425
8.044.779
4.340.949
Participação dos acionistas minoritários
86.541
114.078
Patrimônio líquido
(Nota 22)
Capital social
12.150.000
8.100.000
12.150.000
8.100.000
Reservas de lucros
2.480.678
4.431.748
2.398.913
4.374.331
Ajustes de avaliação patrimonial
480.030
480.030
Total do patrimônio líquido
15.110.708
12.531.748
15.028.943
12.474.331
Total do passivo e do patrimônio líquido
22.952.953
16.088.050
27.580.053
20.698.749
Controladora
Consolidado
2008
2007
2008
2007
(nota 2)
(nota 2)
ativo
Circulante
Caixa e equivalentes de caixa (Nota 5)
1.680.978
1.970.101
2.924.241
3.950.937
Títulos e valores mobiliários (Nota 6)
1.083.763
1.083.763
Contas a receber (Nota 7)
738.583
825.391
1.539.271
1.678.775
Estoques (Nota 9)
2.702.962
1.374.475
5.082.053
2.693.714
Impostos a recuperar (Nota 10)
345.800
60.297
512.774
178.587
Imposto de renda e contribuição social diferidos (Nota 11)
42.476
41.135
102.909
81.564
Dividendos a receber (Nota 8)
441.963
351.762
13.895
41.559
Adiantamentos a fornecedores
26.053
32.425
101.440
78.349
Demais contas a receber
206.073
57.200
538.455
259.443
Total do ativo circulante
7.268.651
4.712.786
11.898.801
8.962.928
Não circulante
Realizável a longo prazo
Imposto de renda e contribuição social diferidos (Nota 11)
475.316
347.336
781.345
613.578
Valores a receber de empresas ligadas (Nota 8)
63.471
1.294
8.295
Depósitos judiciais (Nota 19)
158.006
158.767
210.994
229.741
Impostos a recuperar
70.195
34.305
186.533
107.424
Demais contas a receber
53.173
33.337
76.097
69.822
Total do ativo realizável a longo prazo
820.161
575.039
1.263.264
1.020.565
Investimentos (Nota 12)
8.469.015
7.174.346
2.076.397
1.683.259
Imobilizado (Nota 13)
4.476.347
3.625.879
10.339.709
9.011.407
Intangível (Nota 14)
1.918.779
2.001.882
Diferido
20.590
Total do ativo não circulante
15.684.302
11.375.264
15.681.252
11.735.821
Total do ativo
22.952.953
16.088.050
27.580.053
20.698.749
USInaS SIDeRúRgICaS De MInaS geRaIS S.a. - USIMInaS
BalançOS PaTRIMOnIaIS eM 31 De DezeMBRO
eM MIlhaReS De ReaIS
USInaS SIDeRúRgICaS De MInaS geRaIS S.a. - USIMInaS
BalançOS PaTRIMOnIaIS eM 31 De DezeMBRO
eM MIlhaReS De ReaIS
Relatório Anual 2008
7
6
Demonstrações Financeiras - 31 de dezembro de 2008 e de 2007
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Reservas de capital
Reservas de lucros
ajustes de
avaliação
patrimonial
lucros
acumulados
Total
Capital
social
Valor
excedente
na subscrição
de ações
ações
em
tesouraria
Incentivos
fiscais
legal
Para
investimentos
e capital
de giro
Em 31 de dezembro de 2006 5.400.000
1.787.313
(105.295)
149.524 539.083
2.689.301
10.459.926
Aumento de capital
2.700.000
(1.682.018)
(149.524)
(868.458)
Lucro líquido do exercício
3.187.417
3.187.417
Destinação do lucro
líquido do exercício
Reserva legal
159.371
(159.371)
Juros sobre capital próprio
(645.001)
(645.001)
Dividendos
(470.594) (470.594)
Reserva de investimento e
capital de giro
1.912.451
(1.912.451)
Em 31 de dezembro
de 2007 (Nota 2)
8.100.000
105.295
(105.295)
698.454
3.733.294
12.531.748
Ajustes de adoção da Lei
nº 11.638/07
(12.776)
(12.776)
Em 1° de janeiro de 2008 -
ajustado
8.100.000
105.295 (105.295)
698.454
3.733.294
(12.776) 12.518.972
Valor de mercado títulos
disponíveis para venda
27
27
Variação cambial de
investimentos no exterior
437.708
437.708
Tradução de moeda
42.295
42.295
Aumento de capital
(Nota 22 (a))
4.050.000
(316.706)
(3.733.294)
Lucro líquido do exercício
3.248.781
3.248.781
Destinação do lucro
líquido do exercício
Reserva legal
162.439
(162.439)
Juros sobre capital próprio
(758.004) (758.004)
Dividendos
(379.071)
(379.071)
Reserva de investimento e
capital de giro
1.936.491
(1.936.491)
em 31 de dezembro de 2008 12.150.000
105.295
(105.295)
544.187
1.936.491
480.030
15.110.708
Controladora
Consolidado
2008
2007
2008
2007
(nota 2)
(nota 2)
Receita bruta de vendas e serviços
Vendas de produtos
Mercado interno
10.510.106
8.781.012
18.419.000
15.656.431
Mercado externo
850.785
955.930
2.351.337
2.563.844
Vendas de serviços
115.412
106.117
411.166
292.952
11.476.303
9.843.059
21.181.503
18.513.227
Deduções da receita bruta, principalmente impostos sobre vendas
(2.941.015)
(2.440.041)
(5.474.974)
(4.688.384)
Receita líquida de vendas e serviços
8.535.288
7.403.018
15.706.529
13.824.843
Custo dos produtos e serviços vendidos
(5.585.748)
(4.765.777)
(9.698.386)
(8.936.494)
lucro bruto
2.949.540
2.637.241
6.008.143
4.888.349
Receitas (despesas) operacionais (nota 23)
Despesas com vendas
(136.754)
(107.388)
(254.011)
(240.115)
Despesas gerais e administrativas
(164.217)
(119.430)
(303.073)
(242.599)
Honorários da Administração
(40.552)
(47.875)
(53.970)
(76.592)
Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas
(127.087)
103.644
(419.055)
122.533
(468.610)
(171.049)
(1.030.109)
(436.773)
lucro operacional antes do resultado financeiro e das
participação societárias
2.480.930
2.466.192
4.978.034
4.451.576
Resultado financeiro (nota 24)
Receitas financeiras
623.085
179.035
982.306
287.898
Despesas financeiras
(1.445.449)
(183.696)
(2.170.207)
(294.128)
(822.364)
(4.661)
(1.187.901)
(6.230)
Resultado de participações societárias (nota 12)
Equivalência patrimonial
1.905.543
1.316.933
457.882
22.809
Amortização de ágio e deságio
(13.620)
(13.620)
1.905.543
1.303.313
457.882
9.189
lucro operacional
3.564.109
3.764.844
4.248.015
4.454.535
Receitas não-operacionais, líquidas
7.762
7.152
lucro antes do imposto de renda, da contribuição
social e das participações minoritárias
3.564.109
3.772.606
4.248.015
4.461.687
Imposto de renda e contribuição social (Nota 11)
Imposto de renda
(232.597)
(432.122)
(736.538)
(928.750)
Contribuição social
(82.731)
(153.067)
(271.684)
(337.861)
(315.328)
(585.189)
(1.008.222)
(1.266.611)
Participação dos acionistas minoritários
(15.360)
(23.181)
lucro líquido do exercício
3.248.781
3.187.417
3.224.433
3.171.895
Quantidade de ações em circulação no final do exercício
493.599.583
329.066.388
lucro líquido por ação do capital social no fim do exercício
R$ 6,5818
R$ 9,6862
As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
USInaS SIDeRúRgICaS De MInaS geRaIS S.a. - USIMInaS
DeMOnSTRaçõeS DO ReSUlTaDO
exeRCíCIOS fInDOS eM 31 De DezeMBRO
eM MIlhaReS De ReaIS
USInaS SIDeRúRgICaS De MInaS geRaIS S.a. - USIMInaS
DeMOnSTRaçãO DaS MUTaçõeS DO PaTRIMônIO líqUIDO
eM MIlhaReS De ReaIS
Relatório Anual 2008
9
8
Demonstrações Financeiras - 31 de dezembro de 2008 e de 2007
background image
Controladora
Consolidado
2008
2007
2008
2007
(nota 2)
(nota 2)
fluxos de caixa das atividades operacionais
Ajustes para conciliar o resultado
lucro líquido do exercício
3.248.781
3.187.417
3.224.433
3.171.895
Encargos e variações monetárias/cambiais líquidas
709.751
73.404
1.192.228
164.728
Despesas de juros
178.907
339.599
Depreciação e amortização
419.053
278.883
873.067
711.643
Baixa de imobilizado e diferido
73.332
4.703
211.897
4.685
Participações em controladas e coligadas
(1.905.543)
(1.303.313)
(457.882)
(9.189)
Imposto de renda e contribuição social diferidos
(159.102)
111.969
(405.515)
141.422
Constituição (reversão) de provisões
344.350
(209.545)
382.059
(274.210)
Participação de minoritários
15.360
23.181
(Acréscimo) decréscimo de ativos
Títulos e valores mobiliários
(627.742)
(370.718)
Contas a receber
86.808
183.229
138.999
117.281
Estoques
(1.328.487)
(126.227)
(2.388.339)
(150.921)
Impostos a recuperar
(321.393)
(24.192)
(404.146)
(79.733)
Valores a receber de empresas ligadas
(62.177)
7.738
(8.295)
Depósitos judiciais
761
(73.554)
18.747
(237.647)
Outros
(65.234)
(56.623)
(234.945)
(184.443)
Acréscimo (decréscimo) de passivos
Fornecedores, empreiteiros e fretes
261.607
79.600
268.609
308.752
Adiantamentos de clientes
3.652
(113)
(180.097)
153.689
Valores a pagar a sociedades ligadas
112.362
(217.640)
(24.816)
(155.769)
Tributos a recolher
(40.445)
24.505
(93.381)
45.084
Imposto de renda e contribuição social
(100.524)
87.232
114.384
251.649
Juros pagos
(82.972)
(232.037)
Outros
(135.449)
55.754
(178.408)
27.259
Caixa líquido proveniente das atividades operacionais
610.296
2.083.227
1.800.803
4.029.356
fluxos de caixa das atividades de investimentos
(Adições) baixas de investimentos
(84.725)
25.711
Adições para imobilizado
(1.138.459)
(495.792)
(2.224.944)
(1.193.478)
Adições do intangível
(1.554.848)
(1.618.026)
Dividendos recebidos
341.427
214.057
27.664
38.931
Caixa líquido aplicado nas atividades de investimentos
(2.436.605)
(281.735)
(3.789.595)
(1.154.547)
fluxos de caixa das atividades de financiamentos
Ingressos de empréstimos e financiamentos e debêntures
3.070.303
218.918
3.455.941
740.794
Pagamento de empréstimos e financiamentos
(146.318)
(260.964)
(634.141)
(972.463)
Juros pagos de tributos parcelados
(24.927)
(19.525)
(24.994)
(20.763)
Resgate de operações de swap
(4.446)
(2.097)
(128.843)
(283.309)
Dividendos e juros sobre capital próprio pagos
(1.145.026)
(999.216)
(1.151.422)
(999.216)
Caixa líquido proveniente das (aplicado nas)
atividades de financiamentos
1.749.586
(1.062.884)
1.516.541
(1.534.957)
Controladora
Consolidado
2008
2007
2008
2007
(nota 2)
(nota 2)
Variação cambial sobre caixa e equivalentes de caixa
7.238
(43.001)
7.238
(109.977)
aumento (redução) líquido de caixa e equivalentes de caixa
(69.485)
695.607
(465.013)
1.229.875
Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício
1.970.101
1.274.494
3.950.937
2.721.062
Ajustes de adoção da Lei nº 11.638/07 (*)
(219.638)
(561.683)
Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício
1.680.978
1.970.101
2.924.241
3.950.937
aumento (redução) líquido de caixa e equivalentes de caixa
(69.485)
695.607
(465.013)
1.229.875
Informações suplementares
Controladora
Consolidado
2008
2007
2008
2007
IRPJ e CSLL pagos
750.713
364.900
1.418.467
860.344
Dividendos e juros sobre capital próprio pagos
1.146.942
1.005.000
1.468.706
1.052.175
Transações de investimentos e financiamentos
sem efeito de caixa
42.244
43.677
(*) Reclassificação de parte de saldo de abertura para Títulos e Valores Mobiliários (Nota 4(a)).
USInaS SIDeRúRgICaS De MInaS geRaIS S.a. - USIMInaS
DeMOnSTRaçõeS DOS flUxOS De CaIxa
exeRCíCIOS fInDOS eM 31 De DezeMBRO
eM MIlhaReS De ReaIS
DeMOnSTRaçõeS DO ValOR aDICIOnaDO
exeRCíCIOS fInDOS eM 31 De DezeMBRO
eM MIlhaReS De ReaIS
Controladora
Consolidado
2008
2007
2008
2007
(nota 2)
(nota 2)
Receitas
Vendas de mercadorias, produtos e serviços
11.401.174
9.806.671
21.029.447
18.430.187
Reversão de provisão para créditos de liquidação duvidosa
3.911
3.787
Outras receitas
7.901
7.762
12.774
7.679
11.412.986
9.814.433
21.046.008
18.437.866
Insumos adquiridos de terceiros
Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos
(6.394.375)
(5.134.245)
(11.255.078)
(9.814.435)
Materiais, energia, serviços de terceiros e outros
(517.658)
(222.171)
(1.018.572)
(481.684)
(6.912.033)
(5.356.416)
(12.273.650)
(10.296.119)
Valor adicionado bruto
4.500.953
4.458.017
8.772.358
8.141.747
Depreciação, amortização e exaustão
(284.726)
(267.464)
(503.204)
(624.789)
Valor adicionado líquido produzido pela Companhia
4.216.227
4.190.553
8.269.154
7.516.958
Valor adicionado recebido em transferência
Participação em sociedades controladas e coligadas
1.905.543
1.303.313
457.883
9.189
Receitas financeiras
623.084
179.035
982.277
287.898
Aluguéis e royalties
1.300
1.145
2.528.627
1.482.348
1.441.460
298.232
Valor adicionado a distribuir
6.744.854
5.672.901
9.710.614
7.815.190
(continuação)
Relatório Anual 2008
11
10
Demonstrações Financeiras - 31 de dezembro de 2008 e de 2007
background image
Controladora
Consolidado
2008
2007
2008
2007
(nota 2)
(nota 2)
Valor
%
Valor
%
Valor
%
Valor
%
Distribuição do Valor adicionado
Pessoal e encargos
Salários e encargos
356.588
5,29
354.011
6,24 706.955
7,28 758.326
9,70
FGTS
42.066
0,62
35.330
0,62
76.974
0,79 69.549
0,89
Honorários da Administração
40.552
0,60
47.875
0,84
53.970
0,56
76.592
0,98
Participação dos empregados
nos lucros
32.723
0,49
64.159
1,13 76.688
0,79
95.842
1,23
Planos de aposentadoria e pensão
156.804
2,32 129.399
2,28 176.989
1,82 154.892
1,98
628.733
9,32 630.774
11,12 1.091.576
11,24 1.155.201
14,78
Impostos, taxas e contribuições
Federais (*)
941.843
13,96 1.292.952
22,79 2.157.330
22,22 2.497.551
31,96
Estaduais
598.455
8,87 505.010
8,90 1.077.570
11,10 852.864
10,91
Municipais
13.383
0,20
12.529
0,22
32.573
0,34
30.878
0,40
Incentivos fiscais
13.757
0,20
18.709
0,33
27.114
0,28
29.130
0,37
1.567.438
23,24 1.829.200
32,24 3.294.587
33,93 3.410.423
43,64
Remuneração de capitais de terceiros
Juros
1.445.449
21,43
25.510
0,45 2.061.488
21,23
77.671
0,99
Aluguéis
9.527
0,10
Outras
(145.547)
(2,16)
29.003
0,30
1.299.902
19,27
25.510
0,45 2.100.018
21,63
77.671
0,99
Remuneração de capitais próprios
Juros sobre capital próprio
758.004
11,24 645.001
11,37 758.004
7,81 645.001
8,25
Dividendos
379.071
5,62 470.594
8,30 379.071
3,90 470.594
6,02
Lucros retidos
2.111.706
31,31 2.071.822
36,52 2.102.718
21,65 2.079.481
26,61
Participação dos acionistas não
controladores nos lucros retidos
(15.360)
(0,16)
(23.181)
(0,30)
3.248.781
48,17 3.187.417
56,19 3.224.433
33,21 3.171.895
40,59
Valor adicionado distribuído
6.744.854
100 5.672.901
100 9.710.614
100 7.815.190
100
(*) Os encargos previdenciários estão classificados na rubrica Tributos Federais.
1. COnTexTO OPeRaCIOnal
A Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. - USIMINAS (doravante "USIMINAS", "Usiminas",
"Companhia" ou "Controladora") tem por objetivo a exploração da indústria siderúrgica e
correlatas. A Companhia e sua subsidiária integral Companhia Siderúrgica Paulista - COSIPA
produzem aços laminados planos nas Usinas Intendente Câmara e José Bonifácio de Andrada
e Silva, localizadas em Ipatinga - Minas Gerais e Cubatão - São Paulo, respectivamente,
destinados ao mercado interno e à exportação.
A Companhia mantém centros de serviços e de distribuição localizados em várias regiões do
País, além dos portos de Cubatão em São Paulo e de Praia Mole no Espírito Santo, como pontos
estratégicos para escoamento de sua produção.
Visando à ampliação de seu ramo de atividade, a Companhia mantém participação, direta
ou indireta, em empresas controladas, controladas em conjunto e coligadas, cujas atividades
principais são descritas a seguir:
(a) empresas controladas
Companhia Siderúrgica Paulista - Cosipa (Cosipa) - Situada em Cubatão, estado de São Paulo,
atua na produção de aço bruto para a fabricação e comercialização de placas, chapas grossas,
laminados a quente e laminados a frio, utilizados nas indústrias de tubos de pequeno diâmetro,
utilidades domésticas, construção, automobilística e autopeças.
Usiparts S.A. Sistemas Automotivos (Usiparts) - Com sede na cidade de Pouso Alegre, estado
de Minas Gerais, dedica-se à industrialização e comercialização de peças estampadas de aço.
Usiminas Mecânica S.A. - UMSA (Usiminas Mecânica) - Situada em Ipatinga, estado de Minas
Gerais, tem como atividade principal a fabricação de equipamentos e instalações para os
setores de produção do aço, petróleo, petroquímico, hidroelétrico, mineração, transporte
ferroviário, cimento, papel e celulose, recuperação de peças, rolos, cilindros da indústria pesada,
estampagem e cortes em chapas para peças automotivas seriadas, caçambas estacionárias, e,
ainda, de controle ambiental.
Usiminas International Ltd. (Usiminas International) - Com sede no Principado de Luxemburgo,
foi criada em 2001, com o propósito de deter investimentos da Companhia na Usiminas
Portugal Serviços de Consultoria Ltd. (Usiminas Portugal) localizada na Ilha da Madeira, que
tem como propósito deter os investimentos da Companhia no exterior.
Rio Negro Comércio e Indústria de Aço S.A. (Rio Negro) - Situada em São Paulo, dedica-se à
distribuição de produtos siderúrgicos, atuando também como centro de serviços. A Rio Negro
distribui produtos e presta serviços à Companhia como parte da estratégia desta de fornecer ao
USInaS SIDeRúRgICaS De MInaS geRaIS S.a. - USIMInaS
DeMOnSTRaçõeS DO ValOR aDICIOnaDO
exeRCíCIOS fInDOS eM 31 De DezeMBRO
eM MIlhaReS De ReaIS
USInaS SIDeRúRgICaS De MInaS geRaIS S.a. - USIMInaS
nOTaS exPlICaTIVaS Da aDMInISTRaçãO àS DeMOnSTRaçõeS
fInanCeIRaS eM 31 De DezeMBRO De 2008 e De 2007
eM MIlhaReS De ReaIS, exCeTO qUanDO InDICaDO De OUTRa fORMa
(continuação)
Relatório Anual 2008
13
12
Demonstrações Financeiras - 31 de dezembro de 2008 e de 2007
background image
mercado produtos diferenciados e de maior valor agregado, concentrando-se no atendimento
a clientes de pequeno e médio porte.
Usiminas Europa A/S (Usiminas Europa) - Com sede em Copenhague, na Dinamarca, foi
criada em 2005, com o propósito de deter investimentos da Companhia na Ternium S.A.
Usiminas Commercial Ltd. (Usiminas Commercial) - Criada em 2006, possui o objetivo de
captar recursos no exterior para a Controladora.
Usimpex Industrial S.A. (Usial) - Com sede no estado do Espírito Santo, destina-se a beneficiar
e comercializar artefatos de aço.
(b) empresas controladas em conjunto
Unigal Ltda (Unigal) - Com sede na cidade de Belo Horizonte, estado de Minas Gerais, é
uma joint venture criada em 1998 pela Controladora e pela Nippon Steel Corporation, com
o objetivo de transformar bobinas laminadas a frio em bobinas galvanizadas por imersão a
quente, principalmente, para atender à indústria automobilística. A Unigal, cuja fábrica está
localizada em Ipatinga, Minas Gerais, possui capacidade instalada para galvanização de 480
mil toneladas de aço por ano.
Fasal S.A. Comércio e Indústria de Produtos Siderúrgicos (Fasal) - Sediada na cidade de Santa Luzia,
estado de Minas Gerais, dedica-se à distribuição de produtos siderúrgicos no varejo, atuando
também como centro de serviços. A Fasal distribui produtos e presta serviços à Companhia
como parte da estratégia desta de fornecer ao mercado produtos diferenciados e de maior valor
agregado, concentrando-se no atendimento a clientes de pequeno e médio porte.
Usiroll - Usiminas Court Tecnologia em Acabamento Superficial Ltda. (Usiroll) - Com sede na
cidade de Ipatinga, estado de Minas Gerais, dedica-se à prestação de serviços, especialmente
para retificação de cilindros e rolos.
(c) Outros investimentos
Ternium S.A. (Ternium) - Com sede no Principado de Luxemburgo, tem como objetivo investir
em companhias que manufaturem, processem e distribuam aços planos e longos, produzindo
matérias-primas para diversas indústrias. Atualmente possui participações nas seguintes
siderúrgicas: Siderar (Argentina), Hylsa (México) e Sidor (Venezuela).
MRS Logística S.A. (MRS) - Com sede na cidade do Rio de Janeiro, a MRS presta serviços de
transporte ferroviário e logístico na região Sudeste do Brasil. A participação da Companhia na
MRS representa um investimento estratégico para a otimização do fornecimento de matérias-
-primas, transporte de produtos acabados e transporte de cargas de terceiros, relacionado
principalmente à operação dos terminais marítimos da Companhia.
2. aPReSenTaçãO DaS DeMOnSTRaçõeS fInanCeIRaS e PRInCIPaIS PRáTICaS COnTáBeIS
(a) apresentação das demonstrações financeiras
As presentes demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração da
Companhia em 18 de fevereiro de 2009.
As demonstrações financeiras foram elaboradas e estão sendo apresentadas de acordo
com as práticas contábeis adotadas no Brasil, com base nas disposições contidas na Lei das
Sociedades por Ações e nas normas estabelecidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A Companhia está adotando pela primeira vez a Lei n° 11.638/07 e a Medida Provisória n°
449/08 (Nota 2 (b)).
Na elaboração das demonstrações financeiras, é necessário utilizar estimativas para
contabilizar certos ativos, passivos e outras transações. As demonstrações financeiras
da Companhia incluem, portanto, estimativas referentes à seleção da vida útil do ativo
imobilizado, provisões necessárias para passivos contingentes, determinações de provisões
para imposto de renda e outras similares. Os resultados reais podem apresentar variações
em relação às estimativas.
(b) alterações na lei das Sociedades por ações
Em 28 de dezembro de 2007, foi promulgada a Lei n° 11.638, alterada pela Medida Provisória -
MP n° 449, de 4 de dezembro de 2008, que modificaram e introduziram novos dispositivos à Lei
das Sociedades por Ações. Essa Lei e MP tiveram como principal objetivo atualizar a legislação
societária brasileira para possibilitar o processo de convergência das práticas contábeis
adotadas no Brasil com aquelas constantes nas normas internacionais de contabilidade que
são emitidas pelo International Accounting Standard Board - IASB. A aplicação da referida Lei
e MP é obrigatória para demonstrações financeiras anuais de exercícios iniciados em ou após
1º de janeiro de 2008.
As mudanças na Lei das Sociedades por Ações trouxeram os seguintes principais impactos nas
demonstrações financeiras da Companhia:
(a)
Aplicações em títulos e valores mobiliários - os títulos para negociação e os títulos disponíveis
para venda passaram a ser avaliados ao valor justo em contrapartida ao resultado do exercício e ao
patrimônio líquido, respectivamente (Nota 6).
(b)
Instrumentos financeiros derivativos - a Companhia passou a registrar os instrumentos
financeiros derivativos ao valor justo (Nota 26).
(c)
Ajuste a valor presente - determinadas contas a receber de clientes e outras contas a pagar
de controladas foram ajustadas a valor presente.
(d)
Arrendamento financeiro - certos bens arrendados foram registrados no imobilizado, e o
correspondente saldo devedor, na rubrica "Empréstimos e financiamentos".
Relatório Anual 2008
15
14
Demonstrações Financeiras - 31 de dezembro de 2008 e de 2007
background image
(e)
Reavaliação - a Companhia optou por adotar a prática de estornar o saldo em aberto de
reavaliação constituída pela controlada Usiminas Mecânica.
(f)
Investimentos no exterior - considerando que a moeda funcional da investida Ternium é o
dólar norte-americano (US$) portanto, diferente da moeda funcional da Companhia ­ Reais,
o efeito decorrente da variação cambial sobre o saldo inicial do referido investimento e sobre
o resultado do exercício passou a ser registrado no patrimônio líquido na conta "Ajustes
acumulados de conversão" (Nota 12).
(g)
Avaliação de investimentos - o investimento no Minas Industrial ­ Fundo de Investimento
Imobiliário (Minas Industrial), cuja participação da Companhia é de 33,73%, anteriormente
avaliado pelo método de custo, passou a ser avaliado por equivalência patrimonial (Nota 12).
(h)
As controladas da Companhia no exterior que não possuem autonomia ou corpo gerencial
próprio foram consideradas como extensão da atividade no Brasil e seus ativos, passivos,
receitas e despesas, em 31 de dezembro de 2008, foram reconhecidos diretamente na Usiminas,
na moeda funcional da USIMINAS (Reais).
(i)
A partir de janeiro de 2008, os encargos financeiros incorridos na captação de recursos
junto a terceiros devem ser apropriados ao resultado pelo prazo do contrato.
Conforme permitido pelo pronunciamento CPC 13 - Adoção inicial da Lei nº 11.638/07 e da MP
nº 449/08, a Administração da Companhia optou por seguir estritamente o parágrafo 1° do
artigo 186 da Lei n° 6.404/76. Nesse sentido, a data de transição é a abertura de 1° de janeiro de
2008 (31 de dezembro de 2007). As mudanças de práticas contábeis acima descritas afetaram
o patrimônio líquido na data de transição, o patrimônio líquido em 31 de dezembro de 2008 e o
resultado do exercício de 2008 (líquido dos efeitos fiscais), nos montantes indicados a seguir:
Patrimônio líquido
Resultado do
exercício
31/12/2008
31/12/2008
31/12/2007
Saldo original
15.143.193
12.531.748
3.748.493
Instrumentos financeiros (b)
(8.463)
11.237
(19.700)
Ajuste a valor presente (c)
378
971
(593)
Arrendamento mercantil - Leasing (d)
(974)
(855)
(119)
Reserva de reavaliação (e)
(23.426)
(24.129)
703
Variação cambial - empresas no exterior (f)
(480.003)
Saldo pela Lei nº 11.638/07
15.110.708
12.518.972
3.248.781
3. CRITÉRIOS De COnSOlIDaçãO
As demonstrações financeiras consolidadas em 31 de dezembro de 2008 e de 2007 incluem
as da Controladora e das seguintes empresas controladas e controladas em conjunto, todas
examinadas ou revisadas na extensão julgada necessária, por auditores independentes:
2008
2007
Direta
Indireta
Direta
Indireta
Cosipa
100
100
Cosipa Commercial Ltd.
100
100
Cosipa Overseas Ltd.
100
100
Dufer S.A. (Dufer)
100
51
Usiparts
100
99,09
Usiminas Mecânica
99,99
99,99
Metalcentro Ltda.
94,99
94,99
Usiminas International
100
100
Usiminas Portugal
100
100
Rio Negro
65,68
64,43
Rios Unidos Logística e Transportes de Aço Ltda. (Rios Unidos)
65,55
64,30
Usiminas Europa
100
100
Ternium
14,25
14,25
Usiminas Commercial
100
100
Usial
97,22
2,78
97,22
2,78
Unigal
70
79,34
Fasal
50
50
Usifast Logística S.A. (Usifast)
25
25
Usiroll
50
50
Exceto para a coligada Ternium, conforme descrito no parágrafo abaixo, os exercícios sociais
das controladas diretas, indiretas e controladas em conjunto incluídas na consolidação são
coincidentes com os da Controladora e as políticas contábeis foram aplicadas de forma
padronizada nas empresas consolidadas e são consistentes com aquelas utilizadas no exercício
anterior, exceto pelas alterações produzidas pela Lei nº 11.638/07 e pela MP nº 449/08.
Para a coligada Ternium, em consonância com a Deliberação CVM n° 534/08, a Companhia utilizou,
para fins de equivalência patrimonial, as demonstrações financeiras de 30 de setembro de 2008.
A seguir, o resumo das demonstrações financeiras das empresas controladas em conjunto:
(a) Balanços patrimoniais
2008
2007
fasal
Usiroll
Unigal
fasal
Usiroll
Unigal
ativo
Circulante
261.632
2.470
199.442
219.082
3.236
64.297
Não circulante
Realizável a longo prazo
6.601
47
36.037
9.986
25
63.381
Investimento
565
603
Imobilizado
50.962
5.746
415.490
26.582
3.904
370.845
Intangível
4.486
3
1.774
Total do ativo
324.246
8.266
652.743
256.253
7.165
498.523
Passivo e Patrimônio líquido
Circulante
57.953
555
141.201
53.069
532
137.201
Não circulante
34.313
34.685
30.700
156.985
Patrimônio líquido
231.980
7.711
476.857
172.484
6.633
204.337
Total do passivo e patrimônio líquido
324.246
8.266
652.743
256.253
7.165
498.523
Relatório Anual 2008
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Demonstrações Financeiras - 31 de dezembro de 2008 e de 2007
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(b) Demonstrações dos resultados
2008
2007
fasal
Usiroll
Unigal
fasal
Usiroll
Unigal
Receita líquida de vendas e serviços
676.862
4.515
247.279
496.684
4.607
204.700
Custo produtos e serviços vendidos
(579.943)
(3.018)
(46.457)
(435.102)
(2.871)
(42.408)
Receitas (despesas) operacionais
(32.039)
(195)
(28.945)
(14.103)
(71)
(49.242)
Receitas (despesas) não-operacionais
2.007
3
Provisão IR e CSLL
(20.598)
(224)
(49.001)
(13.842)
(234)
(45.487)
Lucro líquido do exercício
44.282
1.078
122.876
35.644
1.431
67.566
O processo de consolidação das controladas diretas e consolidação proporcional das controladas em conjunto corresponde à soma dos saldos das
contas de ativo, passivo, receitas e despesas, segundo a natureza de cada saldo, complementada pelas seguintes eliminações:
(i) das participações no capital, reservas e resultados acumulados mantidos entre as empresas;
(ii) dos saldos de contas correntes e outros saldos, integrantes do ativo e/ou passivo, mantidos entre as empresas inclusive resultados não realizados; e
(iii) identificação da participação dos acionistas minoritários.
A conciliação entre o patrimônio líquido e o lucro líquido do exercício da Controladora e do
Consolidado em 31 de dezembro de 2008 e de 2007 é como segue:
Patrimônio líquido
lucro líquido do exercício
2008
2007
2008
2007
(nota 2)
(nota 2)
Saldos da Controladora
15.110.708
12.531.748
3.248.781
3.187.417
Lucros não realizados
(81.765)
(57.417)
(24.348)
(15.522)
Saldos do Consolidado
15.028.943
12.474.331
3.224.433
3.171.895
As demonstrações financeiras da USIMINAS e as demonstrações financeiras consolidadas dos
períodos findos em 31 de dezembro de 2008 e de 2007 estão apresentadas separadamente,
sob os títulos de Controladora e Consolidado, respectivamente.
4. DeSCRIçãO DaS PRInCIPaIS PRáTICaS COnTáBeIS
As principais práticas contábeis adotadas na elaboração dessas demonstrações financeiras
estão descritas a seguir:
(a) Caixa e equivalentes de caixa
As disponibilidades incluem caixa e equivalentes de caixa composto por numerário em espécie,
depósitos bancários, investimentos de curto prazo de alta liquidez e com risco insignificante
de mudança de valor e limites utilizados de conta garantia.
As demais disponibilidades, embora tenham liquidez imediata, foram classificadas como
títulos e valores mobiliários por estarem vinculadas aos investimentos futuros relacionados
ao projeto de expansão.
(b) Instrumentos financeiros
(i) Classificação e mensuração
A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados ao
valor justo por meio do resultado, empréstimos e recebíveis, mantidos até o vencimento e
disponíveis para venda. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros
foram adquiridos. A Administração determina a classificação de seus ativos financeiros no
reconhecimento inicial.
ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado
Os ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado são ativos financeiros
mantidos para negociação principalmente com a finalidade de venda ou de recompra no
curto prazo. Os derivativos também são classificados como mantidos para negociação. Os
ativos dessa categoria são classificados como ativos circulantes. Os ganhos ou as perdas
decorrentes de variações no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo por
meio do resultado são apresentados na demonstração do resultado em "resultado financeiro"
no período em que ocorrem.
empréstimos e recebíveis
Incluem-se nesta categoria os empréstimos concedidos e recebíveis que são ativos financeiros
não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, que não possuem cotação em um
mercado ativo. São classificados como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento
superior a 12 meses após a data de emissão do balanço (estes são classificados como ativos
não circulantes). Os empréstimos e recebíveis da Companhia compreendem os empréstimos
a controladas, contas a receber de clientes, demais contas a receber e caixa e equivalentes de
caixa, exceto os investimentos de curto prazo. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados
pelo custo amortizado, usando o método da taxa de juros efetiva.
ativos mantidos até o vencimento
São basicamente os ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis
com vencimentos definidos e que não podem ser classificados como empréstimos e recebíveis,
por serem cotados em um mercado ativo. Neste caso, estes ativos financeiros são adquiridos
com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento.
São avaliados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida
ao resultado do exercício.
ativos financeiros disponíveis para venda
Os ativos financeiros disponíveis para venda são ativos não derivativos designados nessa categoria
ou que não são classificados em nenhuma das categorias de ativos financeiros citados acima.